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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Resenha: Aqui estão os sonhadores


Sabe aquela frase conhecidíssima de Tolstói que diz que as famílias infelizes são infelizes cada uma à sua maneira? Então. Foi ela que me veio à cabeça quando li “Aqui estão os sonhadores", em dezembro de 2017. À primeira vista, os Edwards têm uma vida perfeita: Clark, o marido, é executivo em um grande banco e tem uma família adorável; Cindy, a esposa, é linda, mora em um apartamento luxuoso e preenche seus dias com almoços, jantares e eventos sociais; eles têm dois filhos saudáveis, carinhosos e inteligentes e uma vida confortável e segura financeiramente. Até a crise abalar as estruturas de seu mundo cor-de-rosa.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Resenha: As crônicas marcianas


Vinte e seis contos que podem ser lidos de forma independente ou sequencial, formando uma história única, cobrindo um período que vai de 1999 a 2026. É uma trama futurista, com contos publicados durante a década 40 em uma revista e reunidos pelo autor em um livro em 1950.

O único conto que se passa na Terra é o primeiro, que conta brevemente sobre o lançamento de um foguete. Do segundo em diante, todos se passam em Marte; alguns são narrados pelos marcianos, outros pelos terráqueos. Em cada história há uma sensação de estranhamento, tanto dos humanos (e nesta categoria incluo os exploradores do planeta vermelho e o próprio leitor), diante de um cenário tão diferente, quanto dos nativos de Marte, frente a seres estrangeiros com um comportamento destrutivo tão desconcertante.

terça-feira, 31 de março de 2015

Resenha: A Redoma de Vidro


Esther Greenwood parecia estar vivendo o sonho de toda garota: havia entrado em uma renomada universidade para moças, fora aceita em um disputado programa de estágio que levava alunas selecionadas para passar um verão em Nova York, onde as meninas aprendiam um pouco mais sobre o universo de uma revista feminina e participavam da agitada noite da metrópole. Mas de estudante com um futuro profissional promissor a depressiva com ideias suicidas é um passo. O que teria dado errado?

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Leia o Livro, Veja o Filme: Fahrenheit 451

LIVRO: Fahrenheit 451

Em um futuro indeterminado e não muito distante, os livros foram considerados instrumentos perigosos e condenados à extinção. Os encarregados de eliminá-los são os bombeiros, que tiveram suas origens de salvamento e combate ao fogo totalmente apagadas da memória das pessoas. Guy Montag é um desses incendiários profissionais de livros e tem muito orgulho de sua profissão. No entanto, um dia ele conversa com sua vizinha, Clarisse McClellan, uma adolescente “estranha” e questionadora, e um incômodo incessante começa a crescer dentro dele. Será que a garota sonhadora tem razão em suas maluquices e que as pessoas estão vivendo uma mentira?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Desafio 7 Clássicos em 2012: Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley)


No ano de 632 d.F. (depois de Ford), o governo totalitário zela por todos. As pessoas são geradas em proveta e cada indivíduo já nasce destinado a realizar uma função específica e a ocupar determinada posição na sociedade, seja no topo da pirâmide, como Alfas, ou na base, como reles Ípsilons. Desde pequenos, todos os cidadãos são condicionados a aceitar sua condição e a seguir as normas sem contestar. Como recompensa por se comportar como esperado, o governo provê todas as necessidades básicas, inclusive uma cota diária de “soma”, a droga perfeita que “tem todas as vantagens do Cristianismo e do álcool e nenhum de seus inconvenientes”.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Resenha: Fahrenheit 451 - Graphic Novel (Ray Bradbury e Tim Hamilton)


Em algum lugar não especificado do futuro, os bombeiros, em vez de apagarem o fogo, são responsáveis por queimar todos os livros que encontrarem. Guy Montag é um desses bombeiros. Na profissão há 10 anos, tem orgulho da função que exerce, acha que querosene é perfume e se contenta em seguir ordens sem nunca questioná-las. No entanto, sua perspectiva de mundo muda completamente quando ele conhece Clarisse McClellan, sua nova vizinha de 17 anos. Considerada “doida” por sair para andar sozinha à noite e por não gostar de frequentar os parques de diversões nem de assistir à “parede de imagem”, a menina consegue fazer a conversa com Montag fluir como se fossem velhos amigos. Um dia, ela faz a ele a pergunta que coloca todas as crenças de Montag em xeque: Você é feliz?

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Resenha: Nirvana Nunca Mais (Mark Lindquist)

Sinopse:
“Nirvana Nunca Mais" conta a história de Peter Tyler, um ex-vocalista de uma banda grunge, que largou tudo para virar promotor público. Atormentado por uma crise de meia idade, que o impede de crescer totalmente, Tyler não consegue largar o "rock’n’roll way of life" e ainda continua bebendo até cair, freqüentando prostíbulos e saindo com strippers. Para complicar ainda mais a sua vida, um caso de estupro cai em suas mãos. O único problema é que o acusado é um dos roqueiros mais conhecidos de Seattle, e o escândalo envolve toda a cena musical da cidade. Em uma realidade paralela, o acusado poderia ser o próprio Tyler.
(Sinopse retirada do site Scream & Yell)

Resenha:
Apesar de curtir o som dos anos 80, eu sou, na verdade, mais fã dos anos 90, pois foi nessa década que vivi minha adolescência. E em tempos de comemoração de 20 anos do “Nevermind”, vinte anos do Pearl Jam (que desembarca por aqui esta semana para shows) e mais uma série de shows de revival do grunge semana que vem no SWU, não podia deixar de falar do livro "Nirvana nunca mais". O livro não conta a história do grunge em si, mas usa esse tipo de som como pano de fundo para a história de Peter. Conhecer Seattle por meio de referências musicais (tendo nomes de canções como títulos dos capítulos), bandas famosas e outras não tão conhecidas, bares clássicos da região e o clima soturno e depressivo da referida cidade é incrível. Realmente nos dá a sensação de estar passeando por esses cenários míticos.

Já os dramas existenciais do nosso protagonista... bem, achei fraco. OK, o cara está confuso, com quase 40 anos, mas ainda vivendo como se fosse adolescente, procurando se ajustar ao trabalho e tentando achar uma mulher para casar e viver feliz para sempre. Mesmo assim, senti que o autor se empenhou mais em trazer referências realistas do que em desenvolver o personagem. Dá a impressão de que ele se perdeu e depois não sabia como terminar a história. Encurtou a conversa para chegar logo "aos finalmentes" e ponto final.

Recomendo aos fãs de grunge e de rock em geral. É bom curtir momentos nostálgicos, principalmente em passagens como esta:
Durante os aplausos entre “About a Girl” e “Come as you are”, Esmé pergunta:
- De quem você gosta mais: Nirvana ou Pearl Jam?
Aí está.
Pete quase estava esperando a pergunta. Um nativo precisa escolher, é claro, e a resposta tem a mesma importância que a clássica pergunta dos anos 60: “Beatles ou Stones”?
“Take your time, hurry up, the choice is yours...” [Vá com calma, apresse-se, a escolha é sua...]
- Está bem – diz ele. - Nirvana.
- Pearl Jam.
Pausa.
- Eddie Vedder é mais sexy do que Kurt Cobain – explica Esmé. – Principalmente porque ele ainda está vivo.
Pete se pergunta se esse desacordo pode pressagiar outros rachas, mais sérios. Entretanto, ele conclui que respeita sua preferência pelos vivos em relação aos mortos.
(Nirvana nunca mais, páginas 150-151).

Tirem as camisas de flanela xadrez do armário e sejam felizes!
Bjo!