Tochtli é filho de um poderoso chefão
do narcotráfico mexicano. Mora em um imenso palácio no meio do nada e jamais
deixa a propriedade. Para sua proteção. Entediado e solitário, o garoto
preenche seus dias estudando com o professor particular, investigando quartos
em que foi proibido de entrar pelo pai e contando o pequeno número de pessoas
que conhece. Além disso, ele faz algumas coleções exóticas: de palavras, que
procura todas as noites no dicionário, de chapéus, trazidos de todas as partes
do mundo, e de animais, que formam seu zoológico particular.
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segunda-feira, 22 de julho de 2013
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Desafio Literário 2012: Navegações e Regressos (Pablo Neruda)
Em “Navegações e Regressos”, Neruda explora o mundo, escrevendo
sobre suas viagens (Brasil, Venezuela, China e, claro, seu retorno ao Chile),
sentimentos, impressões e também sobre os animais (elefante, gato, andorinha) e
até mesmo sobre objetos, sejam eles grandes (o piano, a mesa) ou pequenos (o
prato, a pinça). Para Neruda, nada é insignificante a ponto de não merecer ser
exaltado em uma ode.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Desafio Literário 2012: Sonetos do Amor Obscuro e Divã do Tamarit (Federico García Lorca)
“Há
poemas-filme, poemas-manifesto, poemas-jogo, poemas-cérebro, poemas-biografia,
poemas-música, poemas-pintura, poemas-geladeira, poemas-lista-telefônica,
poemas-analgésico, poemas-digestivo, poemas-almofada, poemas-sex-shop,
poemas-obituário, poemas-etc. Federico García Lorca (1998-1936) escreveu
poemas-poema. Seu lirismo não pede desculpas por ser o que é”.
(sinopse
da contracapa por Fabrício Corsaletti).
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Leia o Livro, Veja o Filme: Do Amor e Outros Demônios
O Livro - Do Amor e Outros Demônios (Gabriel García Márquez)
A história se passa em uma pequena cidade da América do Sul de colonização
espanhola, onde a Igreja Católica impunha suas crenças aos índios nativos e aos
negros e considerava tudo o que não estava de acordo com seus princípios
bruxaria ou adoração ao demônio. É lá que vivia Sierva María, filha única de 12
anos de Dom Ygnacio de Alfaro y Dueñas, o Marquês de Casalduero, e de Bernarda
Cabrera. Resultado de um casamento de interesses, nascida de 7 meses e
desenganada pela parteira, a garota que já teve um início de vida complicado
foi rejeitada pela mãe, ignorada pelo pai e criada junto aos escravos. Um dia,
andando pela feira com uma das escravas de sua casa, Sierva María é mordida por
um cão raivoso e é então que tem início sua trágica sina.
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Travessuras da Menina Má
Este fim de semana estava tentando organizar meus livros e DVDs e percebi que acabei esquecendo de fazer um post sobre um dos últimos livros que li e um dos que mais gostei: Travessuras da menina má, de Mario Vargas Llosa.
O livro é narrado por Ricardo, que conhece a tal menina má quando ambos eram crianças no Peru. Ele nutre sua paixão infantil a vida toda pela menina má, que de tempos em tempos cruza seu caminho criando no rapaz a falsa esperança de ficar ao seu lado. Tenho que dizer que fiquei com ódio da fulaninha, que se aproveita dos sentimentos de Ricardito, mas, por outro lado, é ele quem insiste em projetar todo seu amor nela, mesmo que ela nunca tenha dito que o amasse.
Além dos encontros e desencontros do casal de protagonistas, outra coisa que me fascinou no livro foi o relato de fatos importantes na história recente mundial, como, por exemplo, as revoluções e ditaduras na América Latina, o movimento hippie na Europa, sua decadência e substituição pelo punk, o surgimento dos skinheads. Enquanto eu lia, imaginava os acontecimentos e me pareceu que o livro está pronto para ser transformado em filme, só esperando alguém que o faça.
Outra coisa que fez com que o livro se tornasse um dos meus favoritos é a profissão de Ricardito: ele é tradutor nas Nações Unidas. É interessante ler o que outra pessoa, ainda que fictícia, pensa sobre o ofício e se identificar com o relato de tudo o que há de bom e ruim na “profissão de fantasmas”, como diz um amigo do narrador, também tradutor. Aliás, é esse amigo que faz as mais tristes e reais considerações sobre a atividade:
"[...] E se, de repente, sentirmos que vamos morrer e nos perguntarmos ‘Que rastro deixaremos da nossa passagem por este canil?’, a resposta honesta seria: nenhum, não fizemos nada, além de falar pelos outros. O que significa, então, ter traduzido milhões de palavras se não nos lembramos de nenhuma, porque nenhuma merecia ser lembrada?
Um dia disse a ele que o odiava, porque aquela frase, que vez por outra me vinha à memória, me convenceu da total inutilidade da minha existência.
- Nós, trujimanes, somos apenas inúteis, querido – quis me consolar. – Mas não prejudicamos ninguém com nosso trabalho. Em todas as outras profissões podem-se fazer grandes estragos na espécie. Pense nos advogados ou nos médicos, por exemplo, sem falar nos arquitetos e políticos."
(Travessuras da menina má, página 121).
Recomendo a todos que gostam de uma história bem escrita, tradutores ou não.
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