Notícia de hoje na Folha:
“Justiça autoriza a ortotanásia no país”
Esse assunto já havia sido abordado diretamente por aqui no post do filme “Dr. Morte” com o Al Pacino. Eu não havia usado esse termo específico, que eu desconhecia, mas o tema era o mesmo. Como já era de se esperar, a decisão gera polêmica.
Porém, como já disse aqui, eu sou a favor de deixar a decisão sobre suas vidas nas mãos das próprias pessoas. Não importa se existem conflitos religiosos, políticos ou de qualquer tipo. O papel da justiça é garantir que nenhuma outra pessoa seja penalizada por se fazer cumprir um desejo do principal afetado (no caso o doente, mas vale também para outras questões em que todos resolver se meter, como, por exemplo, o aborto).
E é isso. Que venham as polêmicas e discussões, mas que os direitos do indivíduo sobre sua própria vida e corpo sejam garantidos, tema também abordado por aqui no tocante filme "Uma Prova de Amor".
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Amo muito tudo isso?
E eis que hoje estava eu dando minha olhadinha básica em sites de notícia quando me deparo com a seguinte notícia na Folha de São Paulo: Justiça do RS condena McDonald's a indenizar ex-gerente que engordou 30 kg.
O resumo da história é o seguinte: O ex-gerente trabalhou por 12 anos na empresa (quando começou a trabalhar lá em 1996 pesando 70-75 kg até janeiro de 2009, quando deixou a empresa pesando 104 kg). O ex-gerente alega ter sido obrigado a ingerir “excesso de sal, açúcar e gorduras”, além de ter sido submetido a “longas jornadas de trabalho e pressão psicológica”.
Já a defesa alega que ele não era obrigado a comer lá e que, se decidisse comer na própria empresa, eles oferecem vários tipos de alimentos, "incluindo sanduíches, peixe, carne, frango, saladas, fruta, sucos, café, água ou refrigerantes”.
Obviamente o motivo do ganho de peso do rapaz não foi somente a refeição que fazia no McDonald’s, mas com certeza isso contribuiu. Não sei se as longas jornadas de trabalho e o estresse podem ser usados como agravantes, já que é meio difícil não ser submetido a pressão e a longas jornadas de trabalho em qualquer tipo de emprego.
O fato é que quem trabalha no McDonald’s é obrigado sim a comer um monte de porcaria. Primeiro porque nessa grande variedade de alimentos vendidos na loja não há nada que seja uma refeição decente. Segundo porque os funcionários não podem escolher livremente o que querem comer (pelo menos não os atendentes), como alega a defesa. Na loja em que eu trabalhei, por exemplo, os atendentes só podiam pegar McLanche Feliz, ou seja, hambúrguer ou cheeseburguer, refrigerante pequeno e batata pequena. Os lanches de caixinha era só para quem trabalhava aos sábados. Como eu nunca gostei dos hambúrgueres de lá, dava meu lanche para os meninos que trabalhavam comigo. E esse é um outro ponto, que não foi mencionado na notícia, mas que merece atenção: um lanchinho desses pode ser suficiente para crianças ou mulheres, mas alguém acha que isso mata a fome dos moços que trabalham lá? Terceiro porque a empresa não obriga literalmente os funcionários a comerem lá, tampouco oferece vale-refeição ou dinheiro para que os funcionários comprem outra coisa. Quem quer comer fora do restaurante tem que gastar do próprio bolso, e como o salário não é lá aquelas coisas.... já sabem o que acontece. Também não é possível levar marmita, pois não há um local para esquentá-la. E como nunca se sabe quando será possível fazer uma paradinha para comer (15 ou no máximo 30 minutos), a alegação do acusado de que engolia a comida em pé e sem rotina de horário também é verdadeira.
O que me deixa mais p#@* da vida é ainda ter que ver uns comentários descendo a lenha na decisão, dizendo que nossa justiça trabalhista é uma porcaria etc e tal. Outros querem botar a culpa no ex-gerente, alegando que nem todas as pessoas que trabalham lá ficam gordas. O que esse povo não entende é que não é porque nem todos são afetados da mesma forma que os afetados têm que aceitar os abusos.
Só posso dar os parabéns ao ex-gerente que foi prejudicado e correu atrás dos seus direitos e aos juízes que chegaram a essa sentença. A decisão não é final, mas espero sinceramente que o ex-funcionário ganhe a causa. Infelizmente avanços só são feitos quando o bolso é afetado. Se esse for o único caminho para se realizar mudanças, que seja. Querer que pessoas com mente de povo colonizado enxerguem a tirania e saiam da zona de conforto para lutar por seus direitos é pedir demais, eu sei...
O resumo da história é o seguinte: O ex-gerente trabalhou por 12 anos na empresa (quando começou a trabalhar lá em 1996 pesando 70-75 kg até janeiro de 2009, quando deixou a empresa pesando 104 kg). O ex-gerente alega ter sido obrigado a ingerir “excesso de sal, açúcar e gorduras”, além de ter sido submetido a “longas jornadas de trabalho e pressão psicológica”.
Já a defesa alega que ele não era obrigado a comer lá e que, se decidisse comer na própria empresa, eles oferecem vários tipos de alimentos, "incluindo sanduíches, peixe, carne, frango, saladas, fruta, sucos, café, água ou refrigerantes”.
Obviamente o motivo do ganho de peso do rapaz não foi somente a refeição que fazia no McDonald’s, mas com certeza isso contribuiu. Não sei se as longas jornadas de trabalho e o estresse podem ser usados como agravantes, já que é meio difícil não ser submetido a pressão e a longas jornadas de trabalho em qualquer tipo de emprego.
O fato é que quem trabalha no McDonald’s é obrigado sim a comer um monte de porcaria. Primeiro porque nessa grande variedade de alimentos vendidos na loja não há nada que seja uma refeição decente. Segundo porque os funcionários não podem escolher livremente o que querem comer (pelo menos não os atendentes), como alega a defesa. Na loja em que eu trabalhei, por exemplo, os atendentes só podiam pegar McLanche Feliz, ou seja, hambúrguer ou cheeseburguer, refrigerante pequeno e batata pequena. Os lanches de caixinha era só para quem trabalhava aos sábados. Como eu nunca gostei dos hambúrgueres de lá, dava meu lanche para os meninos que trabalhavam comigo. E esse é um outro ponto, que não foi mencionado na notícia, mas que merece atenção: um lanchinho desses pode ser suficiente para crianças ou mulheres, mas alguém acha que isso mata a fome dos moços que trabalham lá? Terceiro porque a empresa não obriga literalmente os funcionários a comerem lá, tampouco oferece vale-refeição ou dinheiro para que os funcionários comprem outra coisa. Quem quer comer fora do restaurante tem que gastar do próprio bolso, e como o salário não é lá aquelas coisas.... já sabem o que acontece. Também não é possível levar marmita, pois não há um local para esquentá-la. E como nunca se sabe quando será possível fazer uma paradinha para comer (15 ou no máximo 30 minutos), a alegação do acusado de que engolia a comida em pé e sem rotina de horário também é verdadeira.
O que me deixa mais p#@* da vida é ainda ter que ver uns comentários descendo a lenha na decisão, dizendo que nossa justiça trabalhista é uma porcaria etc e tal. Outros querem botar a culpa no ex-gerente, alegando que nem todas as pessoas que trabalham lá ficam gordas. O que esse povo não entende é que não é porque nem todos são afetados da mesma forma que os afetados têm que aceitar os abusos.
Só posso dar os parabéns ao ex-gerente que foi prejudicado e correu atrás dos seus direitos e aos juízes que chegaram a essa sentença. A decisão não é final, mas espero sinceramente que o ex-funcionário ganhe a causa. Infelizmente avanços só são feitos quando o bolso é afetado. Se esse for o único caminho para se realizar mudanças, que seja. Querer que pessoas com mente de povo colonizado enxerguem a tirania e saiam da zona de conforto para lutar por seus direitos é pedir demais, eu sei...
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Exemplos
O Bom
Arnold Schwarzenegger nem deu tempo para que Obama se acomodasse na presidência e já foi enviando uma carta, pressionando o novo presidente dos Estados Unidos para aprovar limites mais baixos de emissão de gases do efeito estufa na Califórnia. Uma resolução aprovada por Bush em 2007 impede os estados de definirem índices de emissão de gases de forma independente.

Arnold Schwarzenegger nem deu tempo para que Obama se acomodasse na presidência e já foi enviando uma carta, pressionando o novo presidente dos Estados Unidos para aprovar limites mais baixos de emissão de gases do efeito estufa na Califórnia. Uma resolução aprovada por Bush em 2007 impede os estados de definirem índices de emissão de gases de forma independente.
Leio coisas desse tipo e me pergunto, titio Arnold (Me recuso a escrever esse sobrenome monstro porque vou errar, com certeza. Colei uma vez, mas não vou colar de novo), um ator limitado, mas que fez blockbusters suficientes em Hollywood para manter uma vida confortável, precisaria se envolver em política? Não. Mas se envolveu. E quando eu digo que se envolveu quero dizer que participa ativamente, não como uns e outros sujeitos nesse nosso Brasil varonil que querem se envolver em política só pelas regalias do cargo. Titio Arnold deu a cara pra bater, lançando sua candidatura e vencendo as eleições para governador da Califórnia pela primeira vez em 2003. Um ator governando um dos estados mais importantes dos EUA? Piada...talvez alguns tenham dito à época. No entanto, titio Arnold fez bonito, tanto que foi reeleito. E o cara é tão durão quanto o Terminator que interpretou. Ou vocês acham que é pra qualquer um tocar no assunto “Aquecimento Global” e exigir que as montadoras (dos EUA ainda por cima) cortem as emissões de poluente em 1/3 até 2006?
Fonte: Folha Online
O Mau
A Suprema Corte da Itália ratificou a decisão do Vaticano, que em 2005 anulou um casamento porque o casal havia utilizado preservativo. O casal em questão tinha medo que a mulher engravidasse porque o marido sofre de Síndrome de Reiter, doença reumática conhecida como artrite reativa que pode ser acompanhada de outras inflamações (olhos, colo do útero, uretra, intestino, pele e mucosas), que poderia ser transmitida para a mulher e para um futuro filho.
Para a Igreja, práticas que impedem a procriação podem invalidar um casamento religioso. O Vaticano perdeu mais uma chance de ficar calado e não se meter onde não é chamado. Mostrou novamente que vive na Idade Média e que, ao contrário do que adoram propagar, a vida humana não tem importância. Livre arbítrio então é uma coisa que adoram exaltar, mas na prática querem exterminar.
Depois não sabem porque “os jovens” cada vez mais se distanciam da religião, principalmente do catolicismo...
Fonte: G1
P.S. Depois eu posto sobre o Ano Novo Chinês. Não queria dizer nada, mas é que não sei onde foi parar o cabo para baixar as fotos.
O Mau

A Suprema Corte da Itália ratificou a decisão do Vaticano, que em 2005 anulou um casamento porque o casal havia utilizado preservativo. O casal em questão tinha medo que a mulher engravidasse porque o marido sofre de Síndrome de Reiter, doença reumática conhecida como artrite reativa que pode ser acompanhada de outras inflamações (olhos, colo do útero, uretra, intestino, pele e mucosas), que poderia ser transmitida para a mulher e para um futuro filho.
Para a Igreja, práticas que impedem a procriação podem invalidar um casamento religioso. O Vaticano perdeu mais uma chance de ficar calado e não se meter onde não é chamado. Mostrou novamente que vive na Idade Média e que, ao contrário do que adoram propagar, a vida humana não tem importância. Livre arbítrio então é uma coisa que adoram exaltar, mas na prática querem exterminar.
Depois não sabem porque “os jovens” cada vez mais se distanciam da religião, principalmente do catolicismo...
Fonte: G1
P.S. Depois eu posto sobre o Ano Novo Chinês. Não queria dizer nada, mas é que não sei onde foi parar o cabo para baixar as fotos.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Parking Day

Você já ouviu falar em Parking Day? Não?
Como o nome sugere, a idéia de transformar, por um dia, vagas de estacionamento de veículos em pequenos parques. O movimento surgiu em 2005 em São Francisco, nos Estados Unidos, como iniciativa de um grupo de artistas e interessados, e se transformou em evento anual. Os espaços públicos, cada vez mais lotados de carros e carentes de lazer, são alvo da reflexão: o que queremos fazer das nossas ruas?
Segundo a notícia, três cidades do Brasil já aderiram: Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Entre os dias 19 e 22 de setembro, essas três cidades brasileiras e mais de 50 no mundo irão montar seus parques.
Eu, particularmente, adorei a idéia. Espero, ingenuamente, que dê certo por aqui, ao contrário do Dia sem Carro. OK. Em algumas regiões isoladas da cidade até houve eventos e ruas fechadas, mas na minha área o congestionamento foi o mesmo ou ainda pior do que o normal. Para que vou fazer o IMENSO sacrifício de deixar o carro em casa em UM ÚNICO sábado, não é mesmo?
Fonte: Vida Simples
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Juiz rejeita registros de candidatos reprovados em ditado de português
Li a manchete acima hoje, na Folha Online, e, lógico fui dar uma espiada na matéria. Segundo consta, um juiz eleitoral de Poço Fundo (MG), decidiu aplicar um teste nos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador. De 60 candidatos, 1 desistiu e 21 foram reprovados. Estes últimos tiveram ainda uma segunda chance, mas 13 deles não conseguiram escrever frases ditadas pelo juiz.
Isso mesmo! Eles não tinham que elaborar uma tese, um tratado ou mesmo fazer uma redação. Era simplesmente fazer um ditado. Óbvio que eles podem recorrer da decisão, mas, sinceramente, espero que percam, tomem vergonha na cara e aprendam o básico de sua própria língua.
Só tenho uma coisa a dizer: PARABÉNS AO JUIZ PELA INICIATIVA. Que mais pessoas sigam o exemplo, principalmente para testar candidatos a cargos políticos e públicos em geral. Se um indivíduo não consegue fazer um ditado, o que se pode esperar dele?
Isso mesmo! Eles não tinham que elaborar uma tese, um tratado ou mesmo fazer uma redação. Era simplesmente fazer um ditado. Óbvio que eles podem recorrer da decisão, mas, sinceramente, espero que percam, tomem vergonha na cara e aprendam o básico de sua própria língua.
Só tenho uma coisa a dizer: PARABÉNS AO JUIZ PELA INICIATIVA. Que mais pessoas sigam o exemplo, principalmente para testar candidatos a cargos políticos e públicos em geral. Se um indivíduo não consegue fazer um ditado, o que se pode esperar dele?
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