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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cães abandonados encaram morte quase certa no Japão


Cerca de 70% dos cães que vão parar em abrigos para animais são executados

 
Cão é visto pela janela de uma câmara de gás chamada “Máquina de Sonho”, antes de ser executado no centro de animais de Tokushima
 
À primeira vista, os japoneses parecem loucos por bichos de estimação. Nas metrópoles do país, não é difícil encontrar casas de massagem, spas e restaurantes especializados em servir cães. Entretanto, a cultura de comprar cachorros possui um lado obscuro e pouco lembrado: o abandono.


Segundo estimativas da organização ALIVE, 70% dos cães que vão parar em canis públicos japoneses acabam sendo executados. Para termos de comparação, essa proporção na Grã-Bretenha é de cerca de 6 a 9%.

A maioria dos animais que vão parar em abrigos são abandonados pelos donos, enquanto alguns cães de caça são negligenciados logo após a temporada de caça.

De acordo com ativistas pelos direitos dos animais, a ideia de adotar um cão abandonado é algo bem estabelecido em outros países desenvolvidos. No Japão, porém, muitos preferem comprar filhotes com pedigree, pois são símbolo de status.

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Infelizmente, nem sempre países financeiramente desenvolvidos apresentam o mesmo nível de desenvolvimento em outras áreas além da econômica. Triste para os pobres cães japoneses e um péssimo exemplo para os brasileiros subdesenvolvidos, que adoram copiar tudo o que vem de fora, principalmente os maus hábitos de consumo...

Reportagem retirada da Revista Made in Japan
Acesse o site para ver outras matérias e fotos dos cães de abrigos japoneses.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

E viva os argumentos sem sentido!

Hoje de manhã, assistindo o jornal, vi a notícia de um moleque de 12 anos maltratando um touro, o que alguns pensam ser um ato de bravura. Quando o touro finalmente resolve contra-atacar, o pai do moleque invade a arena, afasta o touro e faz o filho voltar lá para terminar o serviço. O touro acerta o pivete mais uma vez, agora atacando também o pai. Infelizmente, ao contrário do touro, os dois energúmenos sobreviveram.

Vendo o vídeo novamente no site do G1, o que mais me choca não é a notícia em si, mas os comentários de certos leitores. Seria até engraçado, se não fosse desanimador, ler comentários de gente que justifica as atrocidades cometidas contra o pobre touro como “parte da cultura do povo X” ou ainda “faz parte do esporte”. Pior, outros que querem defender o ponto de vista e usam argumentos que não têm nada a ver com a história, tipo “deveriam parar de se preocupar com o touro e fazer alguma coisa para ajudar as crianças do Haiti”, ou de qualquer outro lugar que esteja “na moda” (adoro quando colocam crianças no meio do assunto).

Em primeiro lugar, é sabido que pessoas que se “preocupam” em ajudar crianças de qualquer lugar e que ficam indignadas com a atenção dispensada aos animais de fato não ajudam ninguém. Ficam só no blablabla. Se de fato ajudassem, não criticariam a ajuda a outras formas de vida. Segundo que, neste caso específico, o fato de defender ou não o touro não afeta em nada o horror que devem estar vivendo as crianças no Haiti. É perfeitamente possível lutar pelos direitos do touro e se empenhar para ajudar os desabrigados, não só do Haiti, mas de vários lugares.

Por fim, o mais triste são os argumentos de “cultura” e “esporte”, que são repetidos a torto e direito por seres que mais parecem papagaios (sem ofensa, penosos!) e seguem reproduzindo frases que ouviram outros papagaios repetirem sem nem ao menos pararem para pensar se fazem sentido. O argumento da “cultura” é sempre utilizado quando se que quer dar credibilidade a algo, provar que alguma coisa é feita do mesmo jeito há séculos. Aí já está a dica que de algo está errado. Se uma coisa não mudou em nada há séculos, se não evoluiu, se ninguém nem ao menos tentou fazer diferente, só pode haver um problema. Se vamos seguir “cultura” teremos que voltar à época das cavernas, fazer as coisas como eram feitas no período paleolítico. OK. Fui longe demais. Que tal voltar até a época em que se queimavam mulheres em fogueiras porque eram “bruxas”? Ou o que acham de voltar a utilizar escravos? Vamos queimar nossos trajes e aparelhos elétricos, fazer as coisas como antigamente, que tal?

Quanto ao argumento de “esporte”, talvez eu esteja enganada mas, ao meu ver, não há nada que demonstre as habilidades de um esportista ao se torturar um touro com lanças, ou ao se atirar em animais assustados para provar a boa mira (um alvo móvel inanimado cumpre a função tão bem quanto um ser vivo) ou ao expor animais ao estresse e desgaste físico desnecessários para se provar o quanto um jóquei é bom (quem está demonstrando habilidade é o cavalo, não jóquei).

Que argumentos restam agora para comprovar a estupidez humana?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sobre cães e vacas



Ontem, pulando de um canal para o outro enquanto fazia meu lanchinho da tarde, acabei parando no programa do Ratinho porque ele mostrava uma reportagem sobre um abatedouro de cães em São Paulo. Imagens horríveis, sem dúvida. Pior do que ver as imagens é descobrir a mentalidade por trás disso. Tenho certeza de que muitas pessoas viram, sentiram pena dos cães, nojo de pensar em comê-los e raiva dos coreanos por terem tal hábito. Porém, estou certa de que pouquíssimas pessoas (ou nenhuma delas) pararam para pensar que fazem exatamente a mesma coisa todos os dias na hora do almoço, do jantar e no tradicional churrasquinho com os amigos. Veja bem, não estou dizendo que matar e comer os cachorros seja certo, muito pelo contrário. O que estou tentando dizer é que é tão ruim matar e comer um cachorro quanto matar e comer uma vaca, uma galinha, um porco, e por aí vai.
A diferença, pura e simples, foi dita pelo delegado que cuida do caso do abatedouro, Anderson Pires Gianpaoli: “como a carne não tinha procedência, poderia estar contaminada”.
Ou seja, o problema não é a forma como os animais são tratados, e sim o risco que trariam ao homem. Se tivesse o selo da Anvisa, não haveria problemas, não é mesmo?

Imagem: www.zaroio.com.br

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Exemplos

O Bom
Arnold Schwarzenegger nem deu tempo para que Obama se acomodasse na presidência e já foi enviando uma carta, pressionando o novo presidente dos Estados Unidos para aprovar limites mais baixos de emissão de gases do efeito estufa na Califórnia. Uma resolução aprovada por Bush em 2007 impede os estados de definirem índices de emissão de gases de forma independente.

Leio coisas desse tipo e me pergunto, titio Arnold (Me recuso a escrever esse sobrenome monstro porque vou errar, com certeza. Colei uma vez, mas não vou colar de novo), um ator limitado, mas que fez blockbusters suficientes em Hollywood para manter uma vida confortável, precisaria se envolver em política? Não. Mas se envolveu. E quando eu digo que se envolveu quero dizer que participa ativamente, não como uns e outros sujeitos nesse nosso Brasil varonil que querem se envolver em política só pelas regalias do cargo. Titio Arnold deu a cara pra bater, lançando sua candidatura e vencendo as eleições para governador da Califórnia pela primeira vez em 2003. Um ator governando um dos estados mais importantes dos EUA? Piada...talvez alguns tenham dito à época. No entanto, titio Arnold fez bonito, tanto que foi reeleito. E o cara é tão durão quanto o Terminator que interpretou. Ou vocês acham que é pra qualquer um tocar no assunto “Aquecimento Global” e exigir que as montadoras (dos EUA ainda por cima) cortem as emissões de poluente em 1/3 até 2006?
Fonte: Folha Online
O Mau
A Suprema Corte da Itália ratificou a decisão do Vaticano, que em 2005 anulou um casamento porque o casal havia utilizado preservativo. O casal em questão tinha medo que a mulher engravidasse porque o marido sofre de Síndrome de Reiter, doença reumática conhecida como artrite reativa que pode ser acompanhada de outras inflamações (olhos, colo do útero, uretra, intestino, pele e mucosas), que poderia ser transmitida para a mulher e para um futuro filho.

Para a Igreja, práticas que impedem a procriação podem invalidar um casamento religioso. O Vaticano perdeu mais uma chance de ficar calado e não se meter onde não é chamado. Mostrou novamente que vive na Idade Média e que, ao contrário do que adoram propagar, a vida humana não tem importância. Livre arbítrio então é uma coisa que adoram exaltar, mas na prática querem exterminar.
Depois não sabem porque “os jovens” cada vez mais se distanciam da religião, principalmente do catolicismo...

Fonte: G1


P.S. Depois eu posto sobre o Ano Novo Chinês. Não queria dizer nada, mas é que não sei onde foi parar o cabo para baixar as fotos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Mistério da Santa Casa

Onde foram parar os gatos da Santa Casa de São Paulo?

Para quem não sabe, na Santa Casa havia aproximadamente 300 gatos, que eram jogados lá regularmente, pelos mais diversos motivos. Ao que parece, uma das enfermeiras de lá cuidava deles e os castrava, na medida do possível. Acontece que por medidas sanitárias os gatos não podiam ficar por lá. Até aí eu entendo. Mas do dia para noite todos eles sumiram. TODOS! A direção do hospital diz que foram levados por uma ONG (que eles não quiseram informar). OK. Vamos fingir que acreditamos. Que ONG tem espaço e $ para pegar 300 gatos de uma só vez? Meu palpite? Incineraram os gatos. Seria um bom método, sem vestígios, não?

A ordem por lá é chamar a polícia se alguém for visto "desovando" gatos na Santa Casa. Mais uma vez, concordo. Abandonar os animais é crime. Entretanto, poderiam aproveitar e chamar a polícia para investigar o sumiço dos felinos.

Será que ninguém viu nada? Isso não pode ficar assim!
Fonte: Folha / G1

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Homens...

Juro que tentei não pensar "Homem é tudo igual" quando vi essas duas notícias mais lidas na Folha, mas não deu. Então, já que pensei, vou dizer aqui: Homens são todos iguais. Bobos...As "polêmicas" estão aqui e aqui.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

E as eleições vêm aí...

Querendo ou não, em breve teremos eleições. Acordar cedo num domingo e pegar fila não é uma das coisas mais divertidas do mundo, principalmente quando não se confia em nenhum dos candidatos. Ao contrário do que dizem, o voto não é obrigatório, e sim a ida às urnas. É perfeitamente possível ir até o local de votação e votar em branco ou anular o voto. Mas isso resolve alguma coisa? E o voto em si, resolve alguma coisa? É muito fácil reclamar dos governantes, mas se informar sobre o candidato em quem se pretende votar é muito complicado, né? E cobrar dos eleitos então? Cobrar de verdade, mandar carta/e-mail, organizar grupos e tentar falar com um assessor (sempre eles para servir de ponte), e não ficar gritando em um ponto qualquer da cidade, sem saber ao certo o que está sendo reivindicado.
Comentei em um post abaixo sobre o fato de candidatos não serem capaz de fazer um simples ditado. Hoje, li na Folha Online que 71 dos 178 candidatos que concorrem às onze vagas para vereadores em Valparaíso (GO) declararam não possuir renda. Pior, desses 71, 35 afirmaram não possuir bens, 19 disseram ter apenas um telefone celular e outros 17 alegaram que o que possuem vale R$ 0,01. Ah, fala sério! Declarar que possui apenas R$ 1 ou um telefone celular não é crime, mas, caso o candidato seja eleito, esta será a base para comparar o patrimônio conquistado ao fim do mandato. Ou seja, tudo o que roubado, digo adquirido, será legítimo, pois como não enriquecer se todo o patrimônio do candidato era de apenas centavos?
E isso resume bem a história, candidatos que mentem na cara dura, são indicados e eleitos porque ninguém se importa. Cada povo tem o governante que merece.

terça-feira, 17 de junho de 2008

E para não acharem que é só no Brasil que tem gente tapada...

Lendo as notícias do dia, dou de cara com esta manchete: Farmácias sem pílulas e camisinhas ganham força nos EUA.

De acordo com o texto publicado hoje na Folha Online, nos Estados Unidos está aumentado o número “Farmácias pela Vida”, que não vendem anticoncepcionais, camisinhas ou pílulas do dia seguinte. Tudo isso em nome da manjada desculpa de “moral e bons costumes”. Pior que isso: eles se recusam a informar às mulheres sobre outros locais em que podem encontrar anticoncepcionais! O mais interessante é que “a moral e os bons costumes”, geralmente católicos, dessas farmácias impedem as mulheres de cuidarem de si mesmas, mas permitem a venda despudorada de remédios como o Viagra.

Então é assim: Se você é homem, parabéns! Continue a se reproduzir, mesmo que não tenha mais condições físicas para tanto. Se você é mulher, sinto muito, mas se deu mal! Seu destino é aceitar todos os filhos que “Deus mandar” e parir feito uma coelha. Não importa se você é jovem demais. Não importa se você não tem condições físicas, mentais ou financeiras. Não importa se você foi estuprada. Não importa se você simplesmente não foi abençoada com o “dom” da maternidade e simplesmente não quer um filho. E não basta só engravidar; você tem que parir. Óbvio. Se evitar a concepção já é pecado, imagine acabar com a vida de um “ser indefeso”, que não pediu para nascer. OK. Destruir a vida de um ser que nem é pessoa ainda não pode, arruinar a vida de uma pessoa por não deixá-la escolher, pode.

É isso aí. Pode avisar as “carolas” de plantão que já temos mais um comportamento medíocre para importar dos States.

sábado, 14 de junho de 2008

Sad but true

Ontem, estava assistindo à reprise do America’s Next Top Model (gosto mesmo, e daí?) e, infelizmente, tive mais um exemplo do quanto as pessoas são desinformadas. Não estou falando isso só porque a pessoa em questão era modelo. Pessoas em geral. A produção dava a cada garota um ideal (pró-guerra, anti-guerra, pró-carne, vegetariano, etc...), que deveria ser defendido da melhor maneira por meio da pose da modelo num cenário, mesmo se na realidade o ideal da candidata fosse o contrário. Pois bem... na hora do julgamento, a modelo deveria dizer se concordava ou não com o ponto de vista defendido. A garota que deveria ser anti-pele, não bastasse ter posado com cara de samambaia, tenta defender sua escolha e solta a pérola: “Eu gosto de peles. Te deixam bonita. Acho errado matar um animal só por causa da pele. Mas se o animal já estiver morto, o que é que tem?”
- Cara de interrogação dos jurados – Hein?
E ela continua: “Os animais brigam entre si na selva, né? Se ele já morreu mesmo, é melhor aproveitar a pele e fazer um casaco do que deixar lá.”
- Jurados inconformados - Como assim?
Agora me pergunto, quantas pessoas no mundo são tão ingênuas a ponto de achar que casacos de pele são feitos de animais que morreram de causas naturais ou, pior ainda, daqueles mortos por seus predadores ou concorrentes? Aliás, fico imaginando que deve ser bem normal a coleta de pele de chinchilas, em seu habitat natural (qual seria?), depois que as coitadas levaram a pior em uma disputa por território com... sei lá, porquinhos-da-índia.
Sad but true...