A
história de Sarna e Karam começa em 1947, durante a guerra
de independência da Índia. Ao embarcarem no navio que os levaria para Uganda
para iniciar a vida de casados, Sarna leva na bagagem muito mais do que retalhos,
utensílios e temperos variados: leva também um segredo que pesará sobre seus
ombros e afetará sua família durante décadas. Karam, por sua vez, carrega
consigo uma frustração, que tentará compensar nos anos seguintes, mas que
acabará por criar um abismo entre ele e a esposa. Como bem havia dito a mãe de
Sarna em seu leito de morte, “Só há duas
coisas que não conseguimos esconder jamais: Ishq e Mushq – amor e cheiro”.
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Resenha: Mrs. Dalloway
Clarissa Dalloway é uma mulher de
meia-idade, casada com um importante deputado conservador e mãe de uma
adolescente. A trama se desenrola ao longo de um dia, durante o qual Mrs.
Dalloway se empenha em organizar uma festa enquanto relembra acontecimentos. Coincidentemente,
alguns amigos do passado batem à sua porta e deixam a metódica Clarissa
totalmente perdida em seus sentimentos.
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sábado, 8 de março de 2014
E o tema é. . . Livros para o Dia Internacional da Mulher
Para
comemorar o Dia Internacional da Mulher,
nada de flores, bombons e príncipes encantados. Não que essas coisas não sejam
válidas. Mas o foco aqui não são os pequenos agrados, e sim algo que o sexo
feminino busca há muito tempo e que, infelizmente, parece sempre tão distante:
a igualdade. Hoje falo de uma área em que supostamente as mulheres encontrariam
condições igualitárias, mas que, se observarmos direito, veremos que não é bem
assim. Por isso, fiz uma seleção de 5 livros que são escritos por mulheres e com protagonistas mulheres.
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Carnaval Literário - Livros para ler em 1 dia
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
DRD2013: Como Woody Allen Pode Mudar Sua Vida (Éric Vartzbed)
“Rir
não é simplesmente um jeito vão de escapar das dolorosas questões da realidade:
é uma forma de celebrar que dificilmente há certeza maior do que a constatação
de que estamos rodeados de incertezas. Frente ao relativismo das coisas e às
angústias de que os portos seguros se movimentem junto com as ondas, rir é uma
forma de se libertar do sentido e de se apegar aos sentidos”.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Desafio Literário 2012: A Mulher do Meio-Dia (Julia Franck)
O
livro apresenta duas histórias interligadas. A primeira começa com Alice e seu
filho Peter fugindo da guerra, tentando embarcar em um dos poucos trens
superlotados que deixavam a cidade. Não havia viagem direta, então eles
precisavam descer em uma estação e comprar bilhetes para seguir até a cidade
seguinte. Alice deixa Peter sentado em um banco segurando a mala e vai comprar
passagens. Ele aguarda a mãe por horas, até perceber que ela não voltaria mais.
A segunda é sobre as irmãs Helene e Martha, sua infância sofrida ao lado da mãe
doente, as perspectivas de uma nova vida em Berlim, o encontro do amor e a
guerra. Como a história desses personagens se entrelaça? Só lendo para saber...
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Para começar bem
“Oficialmente, deveria haver comida na escola: um programa do governo previa a distribuição de três rotis, daal amarelo e picles para cada garoto na hora do almoço. Eu, porém, nunca vi nem pão, nem guando, nem picles, e todo mundo sabia por quê: o professor roubava o dinheiro do nosso almoço.
E tinha uma desculpa perfeitamente legítima para fazer isso, pois dizia que não recebia seu salário há seis meses. Ia iniciar um protesto pacífico para recuperar os salários atrasados: não faria absolutamente nada na sala de aula até que o cheque do seu pagamento chegasse pelo correio. Mas, ao mesmo tempo, tinha pavor de perder o emprego, porque, embora os salários de qualquer funcionário público na Índia sejam baixíssimos, há inúmeras vantagens indiretas. Um dia, chegou à escola um caminhão trazendo uniformes que o governo tinha mandado para nós; nunca vimos nenhum deles, mas, uma semana depois, lá estavam aqueles uniformes à venda no vilarejo vizinho.
Ninguém censurava o professor por fazer essas coisas. Não se pode esperar que um homem mergulhado num monte de bosta cheire bem. Todos na aldeia sabiam que teriam feito exatamente a mesma coisa se estivessem em seu lugar. Alguns tinham até orgulho dele, por conseguir se safar com tanta dignidade.”
[pág. 32-33]
Soa familiar, não? Se não fossem alguns pequenos detalhes que indicam que ação se passa na Índia, e não no Brasil, poderíamos perfeitamente deduzir que é apenas mais um caso de desvio de dinheiro público que ocorre tão freqüentemente que ninguém se importa mais. Na verdade, o trecho faz parte de um livro ótimo que ganhei de natal e já devorei.

Assustadoramente familiar e semelhante à realidade brasileira. Afinal, corrupção, exploração da miséria e falta de perspectiva não diferem muito de um país para outro, não é mesmo?
Quem quiser pode ler um pouco mais no site oficial, onde há ainda o que se disse sobre o livro na imprensa, papel de parede e informações sobre o autor.
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