“É da
natureza de todo ser humano encher-se de empáfia e ufanar-se da própria
autoridade. Se não aparecer ninguém mais forte que possa maltratá-los, não sei
onde sua presunção poderá chegar. Se seu egoísmo parasse nesse nível, seria
suportável, mas já tive notícia de que a depravação moral dos seres humanos é
inúmeras vezes mais lamentável".
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Livro Viajante: Minha Querida Sputnik (Haruki Murakami)
“Ali
estava eu, em uma pequena ilha grega, partilhando uma refeição com uma bela
mulher, mais velha, que eu conhecera no dia anterior. Essa mulher amava Sumire.
Mas não sentia nenhum desejo sexual por ela. Sumire amava essa mulher e a
desejava. Eu amava Sumire e sentia desejo sexual por ela. Sumire gostava de
mim, mas não me amava, e não sentia nenhum desejo por mim. Eu sentia desejo
sexual por uma mulher que permanecerá anônima. Mas não a amava. Era tudo tão
complicado, como algo em uma peça existencial. Tudo acabava em um impasse, não
restava nenhuma alternativa”.
(página
137)
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Filme: Flores do Oriente (Jin líng Shí San Chai/The Flowers of War)
O
roteiro é baseado no romance “The 13 women of Nanjin”, de Yan Gelin, que conta
a história do Massacre de Nanquim, também conhecido como Estupro de Nanquim,
iniciado em 13 de dezembro de 1937 em Nanquim, então capital da China, pelo
exército imperial japonês. Depois de arrasar Xangai, o exército japonês chega a
Nanquim, prendendo e torturando soldados inimigos, matando civis, enterrando
crianças vivas e praticando estupro coletivo de garotas e mulheres. Um dos
episódios mais vergonhosos da história do Japão.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
E o tema é . . . Filmes Orientais (4) - Diretores Obrigatórios
E finalmente chegamos ao último TOP 5 Filmes Orientais. Hoje apresento cinco diretores obrigatórios quando se fala em cinema asiático. Não importa se têm uma longa filmografia ou apenas um longa de sucesso; o que conta é que tiveram seus nomes marcados para sempre na história do cinema.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
E o tema é. . . Filmes Orientais (3) - Vingança
Oi,
gente!
Hoje
temos mais um post com Top 5 Filmes Orientais. O tema de hoje: vingança.
Esqueça metralhadoras, carros velozes, helicópteros e alta tecnologia. Os
asiáticos são old school na arte do acerto de contas. Se ajeite no sofá, bote
uma toalha embaixo da TV para absorver o sangue que vai escorrer pela tela e
saboreie esse prato que se come frio.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
E o tema é. . . Filmes Orientais (2) - A Visão dos Ocidentais
Olás!
Dando continuidade à série de Filmes Orientais, hoje trago cinco histórias que se passam no Japão (e um pouquinho na China também), mas que foram comandadas por diretores ocidentais. É interessante ver como os estrangeiros enxergam as peculiaridades dessa terra tão distante. Preparados?
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Desafio Literário 2012: O Complexo de Di (Dai Sijie)
Em
“O Complexo de Di” acompanhamos Muo, um quarentão, virgem, míope e
cavalheiresco que retorna à China após passar 10 anos estudando psicanálise na
França. Conhecido como o “primeiro psicanalista chinês”, ele terá de usar todo
o conhecimento adquirido com a ajuda de seu psicanalista e mentor, Michel
Nivat, bem como aplicar as técnicas de seus ídolos Freud e Lacan para conseguir
cumprir sua difícil missão: conseguir libertar da prisão de Chengdu sua paixão
da juventude, a Vulcão da Velha Lua, uma fotógrafa solteira, atualmente com
36 anos, que foi presa por vender à imprensa europeia fotos de torturas
praticadas por policiais chineses. Para tanto, ele tem que pagar o preço
imposto pelo caprichoso Juiz Di: conseguir para o magistrado uma garota virgem.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
E o tema é. . . Filmes Orientais (1) - Dramas/Romances
Inspirada pelo tema de abril do Desafio Literário
2012: Escritores Orientais, fiz um Top 5 com filmes orientais. E foi
difícil, viu? Esse é um dos gêneros cinematográficos de que mais gosto. Como o
tema engloba muita coisa, pois como “oriental” entende-se japoneses, chineses,
coreanos, tailandeses, indianos etc, vou trazer um Top 5 toda sexta de abril.
Para começar, meus 5 favoritos de todos os tempos na categoria drama/romance. Assisti a esses filmes há anos. O que os fez merecer
um lugar no Top five de prediletos é que, mesmo após tanto tempo, os
personagens e seus respectivos dramas continuam bem vivos na minha memória e só
de lembrar já sinto um nó na garganta. Ah sim... romances/dramas orientais
sempre acabam em tragédia. Não há spoiler nenhum nisso.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Leia o Livro, Veja o Filme: Não me abandone jamais (Never let me go)
Sinopse:

Kathy, Tommy e Ruth são alunos de Hailsham. Na verdade, são clones criados para doar órgãos. Eles formam um triângulo amoroso, usado pelo autor, Kazuo Ishiguro, como gancho para falar de perda, solidão e da sensação que às vezes temos de já ser "tarde demais".
Livro x Filme:
Quem narra a história é Kathy, já adulta e prestes a encerrar sua carreira de cuidadora e finalmente tornar-se doadora. A partir de suas memórias, ela nos apresenta à rotina de Hailsham, esse local isolado do mundo que se traveste de escola comum onde ela e seus amigos cresceram para cumprir um único objetivo: servir de doadores, fornecendo órgãos do corpo como se fossem peças de reposição.
Desde o começo já dava para perceber que Kathy e Ruth são melhores amigas, mas que Ruth queria sempre ser o centro das atenções. Kathy se ressentia, mas no fundo achava que era apenas o jeito da amiga e que deveria aceitá-la assim. Às vezes elas brigavam, mas conseguiam manter a amizade por meio de gentilezas e pedidos de desculpa. Kathy era uma das únicas amigas de Tommy. Ela o entendia e eles adoravam conversar e analisar os mistérios de Hailsham. No entanto, na adolescência, Ruth se aproxima de Tommy e eles acabam namorando. Kathy era tida como a fiel escudeira do casal, ouvindo as reclamações dos dois, dando conselhos e ajeitando as coisas para que eles se acertassem depois das brigas. Apesar do papel ingrato, ela aceita tudo sem se opor e sem demonstrar os sentimentos que tinha por Tommy. Mas... só se vive uma vez e, no caso dos protagonistas, a vida é abreviada pelas doações.
Confesso que demorei um pouco a entrar no clima da história. A forma detalhada da narração de Kathy me pareceu meio cansativa e sem propósito no início, mas depois entendi que a única forma de apreciar sua narrativa era esquecer o mundo como o conhecemos e me colocar no lugar da personagem, ver as coisas como ela via. Muitas coisas que para nós são óbvias, não o eram para as crianças clones que cresceram isoladas. Por exemplo, elas tinham que ensaiar como interagir com pessoas de fora da escola, como agir em lugares públicos, o que esperar das pessoas comuns. Coisas que fazemos sem pensar, para eles era um desafio. É estranho, mas, como aponta Miss Lucy, uma das tutoras da escola, as crianças eram iludidas, pois a realidade era dita, mas não dita, ou seja, todos sabiam que teriam que doar órgãos ao chegarem à idade adulta, mas, por outro, lado deixavam que eles sonhassem com um futuro, que obviamente não existiria.
É importante destacar o peso que Hailsham tem na história. O lugar era um universo à parte. Os alunos jamais tinham contato com o mundo exterior, por isso, muitas histórias e lendas eram criadas e repassadas em segredo entre os estudantes. Uma aura de mistério envolve tudo o que acontecia na escola. Um exemplo dos mistérios mais discutidos entre os alunos era a existência ou não da “Galeria”, lugar para onde, supostamente, eram levados as melhores pinturas, esculturas e poesias criadas pelos alunos e escolhidas por “Madame”, mulher que aparecia periodicamente em Hailsham para escolher as obras de destaque. Além disso, discutiam também qual o propósito da tal “Galeria”. Outro assunto tabu que vivia na mente dos estudantes era a existência dos “Possíveis”, como eram chamadas as pessoas “Originais” das quais eles foram clonados. Alguns diziam que eles existiam e eram pessoas "normais" que circulavam por aí; outros acreditavam que os "Originais" eram párias da sociedade: condenados, drogados, prostitutas, etc. Um outro tópico proibido nas conversas formais, mas que estava sempre em alta, era a possibilidade de pedir um "Adiamento" do início das doações se dois estudantes estivessem mesmo apaixonados. A lenda dizia que era concedido um prazo de 3-4 anos para que o casal vivesse o amor antes de começarem as doações obrigatórias.
Bom, não vou estragar a surpresa e dizer se os boatos eram verdadeiros ou falsos. Só vou falar que não são mostrados devidamente no filme. Na película, tudo é tratado de forma direta e grande parte dos mistérios e divagações, que são a essência da esperança dos clones, não existe. Não fica claro o nível de intimidade entre as amigas, é tudo muito acelerado. Não vemos os pequenos gestos que fazem o amor de Kathy e Tommy florescer. Ainda mantém o tom melancólico, mas muito da beleza se perde.

Por fim, posso dizer que, por trás viés futurista e de ficção científica, a história levanta questões éticas pertinentes, não tão distantes assim da nossa realidade. Alguém aí se lembra de ovelha Dolly? De toda a discussão sobre se poderíamos clonar seres humanos? Pois bem... até que ponto é ético criar outros seres só para obrigá-los a doar órgãos para pessoas doentes? Com base em que nos julgamos capazes de decidir qual vida vale mais? Sabendo que o destino dos clones estava traçado, foi errado deixá-los ter expectativas para o futuro? Mas e se não houvesse o mínimo senso de futuro, valeria a pena viver? E depois que várias pessoas foram salvas de doenças incuráveis que dependiam de transplante, como, tendo a cura nas mãos, dizer a elas que o processo de criação de clones será interrompido?
Pare ler/ver, se emocionar e refletir...
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