Viciei em Life on Mars nos minutos iniciais. A história de Sam Tyler, policial que sofre um acidente e volta para os anos 70 sem saber se realmente está vivendo no passado ou se está em coma, foi o que me atraiu de início, além, claro, da trilha sonora. Mas quem roubou minha atenção e me fez virar fã mesmo foi o DCI Gene Hunt, vivido por Philip Glenister. Hunt é o típico policial brutamontes, preconceituoso e mandão, mas é impossível não se apaixonar por ele. Lógico que na vida real não gostaria de ficar perto de um sujeito assim nem por um minuto, mas como posso resistir a esse valentão com sotaque britânico?
O seriado original da BBC ainda teve um spin-off chamado Ashes to Ashes, no qual sai o policial Sam Tyler e entra a policial Alex Drake, que é mandada direto para os anos 80. A trilha sonora é ainda melhor e o visual exagerado característico da década completa o pacote. Claro que meu policial-fetiche favorito continua na trama.
O que me deixou triste foi ver a chamada, neste fim de semana, de Life on Mars no Canal FX e notar que não era o mesmo seriado que eu vi, e sim a refilmagem norte-americana. Eu sei que muitos seriados britânicos acabam sendo ganhando uma versão americana. Algumas vezes até prefiro a refilmagem (Michael Scott, I love you!), mas olha o que fizeram com MEU Gene Hunt!
Depois de uma semana conturbada no trabalho e em casa, finalmente tive um tempinho para postar. E lá vou eu reclamar. Sim, eu reclamo muito, mas o essencial é reclamar e fazer algo para mudar a situação, e não ficar fazendo discursos inflamados em pontos de ônibus, filas de banco e elevadores. Se as pessoas ficassem indignadas e fizessem algo a respeito, o mundo não seria essa ‘maravilha’ que é. Principalmente nosso amado povo brasileiro, que é cheio de blablabla mas, no fundo, não se importa com nada além de futebol, carnaval e subcelebridades.
Pois bem, a reclamação de hoje é contra a falta de responsabilidade ambiental (ou seja, a boa e velha falta de noção). Hoje fui até a Marisa (a loja) comprar uns itens básicos de vestuário (leia-se calcinhas e sutiãs). Se você já comprou lingerie nessa loja já deve ter reparado que essas peças vêm em pequenos cabides plásticos, que você leva para casa. Sabendo que jogaria os cabides no lixo e que isso seria um total desperdício, pedi à moça do caixa para retirá-los e disse o motivo. Nisso ela diz que não estava autorizada a retirar as roupas dos cabides e que eu poderia fazê-lo, mas que os cabides seriam jogados fora de qualquer jeito. Como assim? São cabides de plástico! Por que não usá-los novamente?
Óbvio que são perguntas demais para a pobre moça que só estava fazendo seu trabalho, mas não me conformo. Em plena moda ambiental (que não tem nada a ver com moda, apenas com a pura e simples lógica aplicada à população que não para de crescer e aos recursos que estão cada vez mais escassos) eu sou obrigada a ouvir isso?
Cheguei em casa e mandei um e-mail para o SAC da Marisa, questionando esse absurdo. Vamos aguardar a resposta...
Bjo!
ATENÇÃO!Este texto é de cunho religioso e pode ofender os fiéis mais fervorosos e medievais. Se este é seu caso, não prossiga.
Não diga que não avisei...
Acho que todo mundo já deve estar sabendo do caso da menina de 9 anos, de Pernambuco, que estava grávida de gêmeos porque havia sido estuprada por seu padrasto. Pois bem, como se apenas a frase acima não fosse suficiente para chocar, o negócio fica ainda pior: a garota era abusada desde os 6 anos e que o Arcebispo do local excomungou os pais da menina e os médicos envolvidos no aborto, que obviamente foi feito dentro da lei, pois era caso de estupro e risco de morte.
Eu já disse aqui e repito que a cada dia que passa a Igreja Católica perde mais fiéis, justamente por realizar atos tão descabíveis quanto a referida excomunhão. Que me desculpem aqueles de alma mais elevada e os que acreditam no poder divino ou na justiça dos homens, mas eu sou uma pessoa cética e, em casos de estupro, não há desculpa, não há perdão, não há julgamento na Terra ou no Céu. Sei que pode parecer barbárie (e talvez seja) mas, nesses casos, nada me parece mais justo do que o famoso “Olho por olho, dente por dente”. Prisão perpétua, cadeira elétrica, câmara de gás, injeção letal, Dia do Julgamento... nada disso é o suficiente, simplesmente porque em grande parte das vezes o lixo que faz esse tipo de coisa não se arrepende e, ainda por cima, só faz isso porque ataca vítimas muito menores e mais fracas que ele. Assim é fácil, não é mesmo? Por que não se garante e vai bancar o machão dentro da cadeia? A primeira coisa que fazem é dar uma de coitadinhos e pedir cela especial. E as vítimas? Tiveram chance de escolher alguma coisa?
Enfim...pior do que esse tipo de lixo, só aquele que se julga acima do bem e do mal só porque usa batina. Veja bem, quem excomunga as pessoas não é Deus; são os padres, bispos, arcebispos, papas e sei lá mais quem. Só uma perguntinha: quem deu esse poder a eles?
Sem contar a hipocrisia e o comércio em que transformam a fé.
Mas sobre isso eu falo outro dia.
*A minha parte favorita é quando o infeliz diz: “A Igreja, então, é muito benévola, quer dizer, sobretudo, com os menores”. Ah! Benevolência sem fim...
O céu ficou negro. A tempestade era iminente. Ela apressou-se e andou o mais rápido que pôde. Conseguiu pegar o metrô antes dos pingos começarem a cair. Em sua estação destino, acelerou mais uma vez. Lembrou-se da faxineira. Precisava passar no mercado e comprar pão. O cheiro de chuva ficava mais e mais forte. Agora, ela quase corria. Não adiantou. Faltando um quarteirão para o mercado, o toró desabou. Parecia uma ducha com jato turbo-max. Estava tão perto que não compensava abrir o guarda-chuva. Ledo engano. Entrou ensopada no mercado, deixando um rastro por onde passou. Comprou os pães, o queijo, o presunto que a faxineira tanto gosta, o chá verde que ela mesma aprecia. Não conseguiu usar o dinheiro, que se desfazia dentro da carteira molhada. Pediu, sem graça, que a moça do caixa secasse seu cartão de débito, que pingava. Colocou as compras na sacola e esperou. E esperou. E esperou...Os raios e os trovões não cessavam. Sendo ela uma pessoa impaciente, cansou de esperar. Abriu o guarda-chuva só para proteger o pão, afinal ela parecia ter saído de uma piscina. Saiu, deixando para trás as pessoas mais pacientes que aguardavam uma trégua no dilúvio. “Só mais alguns quarteirões e já estarei em casa”, pensou. Entrou no saguão molhando tudo e formando poças enquanto esperava o elevador. Chegou em casa pegando a toalha e correndo para o banheiro. Despiu-se, jogando a roupa encharcada dentro do box. Abriu a torneira e só o que obteve foi o barulho do encanamento rangendo de tão seco...
“And isn't it ironic... don't you think? A little too ironic… and yeah I really do think...”
Ontem tive uma experiência surreal que fez com que eu me sentisse parte do filme “Ensaio sobre a cegueira”. Sabe aquela parte em que as pessoas saem do confinamento e começam a andar às cegas tropeçando no monte de lixo? Então... era eu tentando sair do prédio em que trabalho.
Que a escada da saída de emergência não seria útil em caso de incêndio eu já sabia, pois já a conhecia de outros carnavais (leia-se impaciência após esperar o elevador por mais de 10 minutos). As pessoas não se preocupavam muito com questões de segurança antigamente (e pelo jeito, hoje em dia também não).
Eu trabalho no 13o andar de um prédio antigo, no centro de São Paulo. A escada da saída de emergência não é como as de hoje, com degraus retangulares e uniformes e com um patamar quadrado para se descer com cautela. É uma escada antiga, com degraus triangulares (aqueles que são mais estreitos de um lado do que do outro) e que vão descendo em caracol.
Pois bem... ontem faltou luz no edifício e, na hora de ir embora, lá fui eu para a tal escada. Quando chego lá, a escada era uma penumbra total. Havia luz de emergência só no corredor, mas não na escada. Toca abrir a mochila e desenterrar o celular, que não ajudava muito, mas era melhor que nada. Para completar, o pessoal da faxina, na falta de lugar melhor para armazenar o lixo até a hora de colocá-lo na rua, decidiu que a escada era um local apropriado. Ou seja, desci 13 andares no escuro total, tentando não escorregar nos degraus bem calculados e ainda tive que pular alguns sacos de lixo.
Este país cada dia me dá mais “orgulho”.
A Folha publicou segunda (09/02/09) só mais um atestado de mediocridade do nosso povo brasileiro: Dos 214 mil professores temporários que fizeram uma prova classificatória para cargos na rede estadual de ensino em São Paulo, 3 mil tiraram nota 0. Calma! Vou repetir para confirmar que não foi erro de digitação TRÊS MIL professores tiraram Z-E-R-O! Ou seja, não acertaram NENHUMA questão da matéria que ministram ou ministrarão. Como se isso não bastasse, tais “professores” não poderão ter o cargo contestado, isto é, não são concursados, não sabem nada do que deveriam ensinar e mesmo assim vão continuar espalhando sua ignorância por aí.
O que se poderia esperar de um povo que elege (2 vezes!) um presidente que se orgulha de não ter estudado?
É só mais uma notícia "Sad But True"...
Ontem assisti “Foi apenas um sonho” (Revolutionary Road), um dos concorrentes ao Oscar 2009. Muitas pessoas vão ao cinema para ver o par romântico Leonardo DiCaprio + Kate Winslet, esperando encontrar um romance juvenil como aquele retratado em Titanic. Eu não gosto de filmes de amor "água com açúcar" e detestei Titanic. O que me levou a ver o filme foi justamente o resumo da história: casal em crise tenta resgatar sonho de adolescente, mas tem de encarar a realidade. Não vou dizer muito sobre o filme, só que:
* Michael Shannon, indicado como Ator Coadjuvante – nem preciso ver os outros concorrentes. Já ganhou. Seus poucos minutos em cena fazem o filme.
* A realidade angustiante por trás da perfeição do “American way of life”
* DiCaprio, que na época do Titanic eu achava bem feinho e mau ator, tem subido muito no meu conceito e parece estar aprendendo a atuar
* Kate Winslet – Adoro essa atriz. Mas olhando para ela percebi o quanto os atores envelheceram nesses 10 anos, o que me faz pensar o quanto eu pareço mais velha
* Ótimo filme. Mas não vá se estiver depressivo ou se quiser continuar acreditando que um príncipe encantado virá te salvar.
* O filme é um legítimo representante do conceito “Sad But True”.