terça-feira, 23 de março de 2010

Aliens

Hoje quero falar sobre uma série que teve só uma temporada, mas que é bem interessante. Descobri por acaso na internet há um tempinho e baixei, mas só agora tive tempo para assistir. A série chama-se “Aliens in America” e fala das dificuldades de se encaixar no mundo. O legal, que já vem no título em inglês e é mais bem explorado no episódio-piloto, é o duplo sentido da palavra “alien” no original. A pessoa pode sentir-se excluída por ser tão estranha quanto um “alien” (aqui no sentido de extraterreste) quanto por ser um “alien” no sentido de estrangeiro.




A história gira em torno de Justin, um típico adolescente americano que se sente rejeitado na escola por ser alvo de inúmeras humilhações. Para tornar sua vida menos horrível, a mãe tenta fazê-lo se enturmar trazendo um estudante de intercâmbio para casa. Só que o plano não sai bem como ela queria e o estudante que chega a sua casa é Raja, um paquistanês. O menino é super inteligente e simpático, mas é discriminado por ser de outra etnia e religião. Aos poucos as pessoas vão se deparando com seus próprios preconceitos e aprendendo a lidar melhor com as diferenças e estereótipos (a mãe perfeita, o pai que só pensa em trabalhar, a mais popular do colégio, os nerds, etc), pois todos querem ser aceitos em determinados círculos e isso nem sempre é tarefa fácil.



OBS: A página da Wikipédia diz que a série foi exibida no SBT, mas eu não me lembro de ter visto algum episódio. Alguém viu?

Foto retirada do site: http://tvmediablog.wordpress.com//

quinta-feira, 18 de março de 2010

Como se destacar nos negócios

E esta apareceu hoje no G1:


Ministério Público vai investigar loja que oferece vaca na compra de carro

Promoção foi feita por revendedora de São José dos Campos.
Para promotoria, normais de proteção animal podem ter sido feridas.

O Ministério Público do Meio Ambiente vai investigar a promoção feita por uma revendedora de veículos de São José dos Campos, a 97 km de São Paulo, que dava uma vaca de presente aos clientes que comprassem um carro no local. Os promotores alegam que a propaganda pode ter ferido as normas de proteção animal.

Na semana passada, Charles Santana, dona da loja, publicou o anúncio no jornal. A promoção chamou a atenção dos clientes. Uma pessoa chegou a adquirir um veiculo e com um animal faria um churrasco para a festa de aniversario de casamento dos pais.

Foi justamente esse ponto que a promotora ambiental questionou: em quais condições a vaca ficaria e como seria sacrificada. O comerciante informou que, em vez da vaca viva, vai comprar 60 kg de carne no açougue.

Notícia e vídeo AQUI.

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É isso que dá querer inovar e deixar o cérebro na geladeira...
E depois de ser informado da péssima ideia, ainda tem mais uma ideia ruim...

Se não queria ser igual aos outros dando de brinde celulares, televisões e computadores, poderiam dar algo referente ao carro, como som, seguro, IPVA grátis, vidros blindados (que estão cada vez mais populares e são bem caros). Poderiam dar algo que não tem (diretamente) a ver com o carro, como uma viagem, dias num spa, almoço num lugar chique, sei lá... Tantas opções sem envolver animais, não?

2 + 2 é igual a...

Inspirada por uma visita ao blog de tradução de uma amiga, vou registrar aqui uma pérola que encontrei ontem.


Estava eu vertendo para o inglês um desses textos oficiais muito mal escritos e cheios de erros quando um deles chamou minha atenção, pois até então nunca tinha visto alguém escrever que "há 4 unidades de produção e ambas realizam...".

Oi?!

Alguém avisa para o infeliz que escreveu isso que ambos se refere única e exclusivamente a DOIS...

segunda-feira, 15 de março de 2010

Direto do túnel do tempo...

não é que mais de uma década após o show clássico da turnê Use Your Illusion eu finalmente fui ao show do Guns?


Pois é... incrível mas aconteceu. E ainda teve show do Sebastian Bach de bônus. Duas bandas responsáveis por minha formação rocker de uma só vez. Já vi Ozzy, Iron Maiden, Metallica... só falta Bon Jovi para completar minha coleção de shows com ídolos do início da adolescência. OK, Bon Jovi pode não parecer tão metal quanto os outros, mas fazer o que? Assumo que fez parte daquela época e pronto.

Mas voltando ao show de sábado, tenho que dizer que curti o show do Sebastian Bach. Apesar do som baixo, o cara continua mandando bem nos vocais, foi mega simpático tentado se comunicar com a galera num português macarrônico e ainda é bem gato.



Já o show do Guns... bem, há pontos positivos e negativos.

Vejamos:

- Efeitos visuais e pirotécnicos: 10, nota 10 (numa vibe apuração dos votos de escola de samba)

- Dancinhas bizarras clássicas do Axl Rose: continuam lá.

- Cantor irritadinho, porém amável: confere.

- Clássicos que fazem você berrar até perder a voz: presentes.

- Músicas chatinhas de Chinese Democracy: também presentes (infelizmente...)

- Músicos: bons, mas o Slash é insubstituível e faz uma enorme falta.

- Vocais do Axl Rose: er... baixos e falhados. Em parte por causa de problemas técnicos, em parte culpa do próprio vocalista, que teve direito ao seu momento “Fala que eu te escuto” e ficou reclamando do esquema e agendamento de shows e blábláblá... Só o que eu ouvia era minha própria voz e a das pessoas que estavam perto cantando as músicas.


Saldo final: Me diverti muito, tenho dores por todo o corpo e assim que lançarem o DVD Karaokê Guns N’Roses ao Vivo no Palestra Itália comprarei sem dúvida para reviver esse momento mágico.


P.S.: Ainda estou me sentindo triste e deslocada por não ter ido de bandana...
Prometo não repetir tal erro no show do Bon Jovi (hehehe).

Imagens: Flickr do http://showgunsnroses.com.br/

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

E o tigre chegou...

Oi, gente!

Então... apesar do sol escaldante, fui no sábado comemorar o Ano Novo Chinês.
Tudo muito bom, mas este ano houve algumas mudanças que eu preferia que não tivessem acontecido.
Pra começar, sabe-se lá porque, a chegada do dragão e dos leões atrasou.

Depois, uma das mudanças desnecessárias foi a instalação de caixas de som que tocavam uma música num volume muito alto, o que dificultava a comunicação. Pra falar a verdade, não lembro se nos outros anos havia as tais caixas, mas se havia o volume com certeza era mais baixo e não incomodava.

Outra coisa totalmente desagradável foi a bateria da Gaviões da Fiel tocando enquanto o dragão e os leões entravam. Pra que, meu Deus? E ainda ter que ouvir o apresentador empolgado gritando "Timão eô". Não estou criticando só porque era a bateria da Gaviões. Poderia ser de qualquer outra escola e eu ainda assim ia dispensar. Primeiro, que acho que não tem a ver com o momento. Depois que, se queriam mesmo a presença de uma escola de samba, que tocassem outra hora, né? Imaginem os tambores e outros instrumentos japoneses competindo com os instrumentos de percussão da bateria da Gaviões...
Não dá...

Outra coisa que também achei estranho e absurdo foi a falta de lixeiras na área das barracas de comida. Uma ou outra tenda tinha lixeira ou uma caixa de papelão improvisada para se jogar o lixo. Falha gravíssima.

Agora, uma das novidades alimentícias deste ano: a Pamonha do Dragão.
O mocinho da barraca até contou a história do prato. Segundo ele, muito tempo atrás, grande parte da população da China era nômade. Por isso, era complicado carregar panelas e outros utensílios de cozinha. Então, os andarilhos se alimentavam de pamonha, mas não de milho, como a que estamos acostumados.

A pamonha chinesa é feita de arroz amassado (moti), carne de soja, amendoim e cogumelo. Simples e eficaz. O melhor de tudo é que bem gostosa!
Além disso, teve também suco de gengibre. A primeira coisa que pensei é que daria mais calor, mas que nada! Super refrescante. Lembra limonada, mas com o gostinho característico do gengibre.
E foi isso.
Me diverti, comi comidinhas gostosas e diferentes e adquiri um bronzeado de camiseta.
Espero que no ano que vem corrijam os pequenos problemas e que tenha mais quitutes exóticos e saborosos.
Até a próxima!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

É ano novo, de novo!!!

Este fim de semana tem comemoração do Ano Novo Chinês em São Paulo.
E 2010 é o Ano do Tigre!



Para quem não é familiarizado com o horóscopo chinês, informações do próprio site dizem que o Tigre, que é um animal ativo, confiante e impulsivo, tenta de tudo para alcançar suas metas. Responsável e generoso tem vontade própria de proteger as pessoas que o cerca. Gosta de ser reconhecido e curte a vida. Os tigres são sentimentais e estão sempre de bom humor.

Está na dúvida se é um programa legal?
Alguns motivos para não perder:

- A festa acontece no bairro da Liberdade, uns dos mais legais da cidade, e o metrô de deixa “na cara” do palco.
- É um programa para toda a família: tem dança, canto, artes marciais, artesanato, comida, aulas grátis, palestras, etc, e todos podem ser divertir bastante sem gastar muito.
- As comidas são um caso à parte. Além das barracas tradicionais da feirinha dos fins de semana, há várias tendas com comidas especiais chinesas. Eu amo porque é uma festa de rua em que eu tenho certeza que não vou passar fome: o espetinho vegetariano é 10! E sempre tem outras guloseimas sem carne para se empanturrar.
- Mesmo os mais enjoados para comida podem ir à festa sem medo: Se não gostar das comidas típicas, há barracas com churrasco tradicional, a Casa do Pão é pertinho e, o melhor, a Bakery Itiriki. Ô padaria! É impossível entrar lá e não comprar nada!
- Os vários micro-shoppings que vendem de tudo um pouco.

E aí, se animou agora?
Quem quer ir, levanta a mão!!!

Onde: Praça da Liberdade, estação Liberdade do metrô
Quando: Sábado (06/02) das 12:00 às 20:00 / Domingo (07/02) das 12:00 às 18:00
Outras informações AQUI.

Bjos!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

E viva os argumentos sem sentido!

Hoje de manhã, assistindo o jornal, vi a notícia de um moleque de 12 anos maltratando um touro, o que alguns pensam ser um ato de bravura. Quando o touro finalmente resolve contra-atacar, o pai do moleque invade a arena, afasta o touro e faz o filho voltar lá para terminar o serviço. O touro acerta o pivete mais uma vez, agora atacando também o pai. Infelizmente, ao contrário do touro, os dois energúmenos sobreviveram.

Vendo o vídeo novamente no site do G1, o que mais me choca não é a notícia em si, mas os comentários de certos leitores. Seria até engraçado, se não fosse desanimador, ler comentários de gente que justifica as atrocidades cometidas contra o pobre touro como “parte da cultura do povo X” ou ainda “faz parte do esporte”. Pior, outros que querem defender o ponto de vista e usam argumentos que não têm nada a ver com a história, tipo “deveriam parar de se preocupar com o touro e fazer alguma coisa para ajudar as crianças do Haiti”, ou de qualquer outro lugar que esteja “na moda” (adoro quando colocam crianças no meio do assunto).

Em primeiro lugar, é sabido que pessoas que se “preocupam” em ajudar crianças de qualquer lugar e que ficam indignadas com a atenção dispensada aos animais de fato não ajudam ninguém. Ficam só no blablabla. Se de fato ajudassem, não criticariam a ajuda a outras formas de vida. Segundo que, neste caso específico, o fato de defender ou não o touro não afeta em nada o horror que devem estar vivendo as crianças no Haiti. É perfeitamente possível lutar pelos direitos do touro e se empenhar para ajudar os desabrigados, não só do Haiti, mas de vários lugares.

Por fim, o mais triste são os argumentos de “cultura” e “esporte”, que são repetidos a torto e direito por seres que mais parecem papagaios (sem ofensa, penosos!) e seguem reproduzindo frases que ouviram outros papagaios repetirem sem nem ao menos pararem para pensar se fazem sentido. O argumento da “cultura” é sempre utilizado quando se que quer dar credibilidade a algo, provar que alguma coisa é feita do mesmo jeito há séculos. Aí já está a dica que de algo está errado. Se uma coisa não mudou em nada há séculos, se não evoluiu, se ninguém nem ao menos tentou fazer diferente, só pode haver um problema. Se vamos seguir “cultura” teremos que voltar à época das cavernas, fazer as coisas como eram feitas no período paleolítico. OK. Fui longe demais. Que tal voltar até a época em que se queimavam mulheres em fogueiras porque eram “bruxas”? Ou o que acham de voltar a utilizar escravos? Vamos queimar nossos trajes e aparelhos elétricos, fazer as coisas como antigamente, que tal?

Quanto ao argumento de “esporte”, talvez eu esteja enganada mas, ao meu ver, não há nada que demonstre as habilidades de um esportista ao se torturar um touro com lanças, ou ao se atirar em animais assustados para provar a boa mira (um alvo móvel inanimado cumpre a função tão bem quanto um ser vivo) ou ao expor animais ao estresse e desgaste físico desnecessários para se provar o quanto um jóquei é bom (quem está demonstrando habilidade é o cavalo, não jóquei).

Que argumentos restam agora para comprovar a estupidez humana?