sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Querido Papai Noel

Querido Papai Noel,

Tudo bem por aí?
Sei que já faz alguns anos que não escrevo, mas nunca é tarde para resgatar o passado, não é mesmo?

Já estou meio grandinha para dizer que este ano fui uma boa menina e que obedeci a meus pais, mas posso dizer que tenho sido uma boa pessoa, na medida do possível (pelo menos eu tento). Trabalho direitinho, pago meus impostos, tento ser educada e calma (OK, essa parte é difícil às vezes...). Procuro não xingar e não desejar coisas más (o que nem sempre é possível também), mas enfim... paciência tem limite e, como o senhor deve saber, a minha é proporcional ao tamanho, então já viu... acaba tão rápido quanto a distribuição do bolo de aniversário da cidade de São Paulo (essa, aliás, uma tradição que parece finalmente ter sido abandonada).

Mas voltando ao assunto, gostaria de ganhar neste natal uma coisa que tem sido meu objeto de desejo há muito tempo: um taco de baseball. Sim... foi amor à primeira vista. Quando assisti ao filme “Um dia de fúria” e vi Michael Douglas usando um taco de baseball de forma tão sublime, percebi como seria útil e divertido ter um instrumento desses ao meu lado.



Desde então venho sonhando com um. Não que eu tenha a intenção de usá-lo, de fato, contra alguém (apesar de ter certos tipos que mereçam...), mas só o fato de possuí-lo e poder desfilar com ele por aí, girando-o despretensiosamente em minhas mãos enquanto caminho pela cidade, ahhhhh... isso seria perfeito. Imagine chegar nos lugares em que te tratam mal na companhia de tal objeto... já faria com que as pessoas te olhassem diferente. E entrar em locais em que te fazem de besta então? Bastaria um pequeno giro de 360o C do meu companheiro de aventuras, talvez uma leve batida no balcão, um arremesso de monitor... e tudo que o que venho tentando resolver há meses seria solucionado como num passe de mágica...

Fiz uma pesquisa rápida e descobri que os tacos de baseball são feitos de vários materiais. Segue abaixo os principais tipos:



Pode escolher de acordo com sua preferência ou orçamento. Pode ter certeza de que qualquer um deles me deixará muito feliz.

Agradeço desde já.
Beijos e até o natal!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Prato da Semana: Torta de Cogumelos

Ontem fui à feira e comprei uns cogumelos. Queria fazer alguma coisa com eles, mas não sabia exatamente o que. Foi aí que achei a receita da Mini Torta de Tofu e Cogumelos Paris.
Hoje botei a mão na massa e o resultado foi esse:

A receitinha eu tirei DAQUI.
Minha opinião: Rápida e gostosa. Tudo bem que não ficou bem uma torta. Ficou mais para omelete sem ovos. Provavelmente foi recheio de mais e massa de menos. De qualquer forma, valeu a pena.

Para completar o prato e terminar o tofu, fiz ainda tofu ao forno com tomate, pimentão e azeite.

Tudo de bom!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Saindo do forno...

Julie & Julia + Forminhas novas prontas para a estreia + tarde nublada sem trabalho =

Muffins de Chocolate e Nozes!!!

A receita eu tirei DAQUI e fiz algumas adaptações, claro.
Além de lindos, posso afirmar que são deliciosos. Achei que ficaram claros demais para serem muffin de chocolate. Talvez tenha sido o chocolate em pó que eu usei, que é meio fraco mesmo, ou a falta do bicarbonato. Apesar da cor, a massa ficou super macia e leve, o recheio ficou no ponto, nenhuma forminha vazou nem derreteu (tinha muito medo que isso acontecesse...).
Estou plenamente satisfeita com minha primeira incursão no mundo mágico dos muffins.
E já estou planejando a próxima...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Prato do Dia - Abobrinha Recheada

Olás!

Passando rapidinho para postar a expedição culinária do feriado:
Abobrinha Recheada!!

Aqui antes de ir ao forno

Aqui já douradinha

Delícia!!!

Bom feriado a todos!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Imperdível!!!

Oi, pessoas!

Como foram de feriado? Todos cumpriram alegremente seu dever cívico no domingo? Que "lindo", não?

Votações à parte, meu feriado foi bem produtivo. Começou com um jantar especial de Halloween no Vegethus e terminou com a descoberta de que as lâmpadas e o reator que havia comprado para substituir os antigos, que simplesmente deixaram de funcionar, não serviriam para nada, já que ao desmontar a luminária descobri que ela é descartável e que não há como trocar o reator. Ótima surpresa para um fim de feriado.

Mas entre o Halloween e a surpresa desagradável com a luminária, assisti a duas peças muito legais que recomendo a quem tiver um tempinho e quiser fazer um programa de qualidade.

A primeira, que vi no domingo, na FIESP, chama-se Hell e tem direção do Hector Babenco.

Como todas as produções que já vi na FIESP, essa também é impecável. A história é baseada no livro escrito pela francesa Lolita Pille aos 18 anos e publicado aos 21 anos e retrata como uma juventude nascida em berço de ouro e extremamente consumista lida com questões sentimentais e solidão em meio a drogas, sexo, rock and roll e grifes. O cenário é Paris, mas poderia ser qualquer grande cidade.

A apresentação é quase um monólogo da Hell, interpretada pela Bárbara Paz, ótima e com uma preparação invejável, já que fala quase o tempo todo enquanto fuma e troca de roupas sem parar. É impossível não se interessar pela Hell. Às vezes ela desperta inveja, outras vezes nos faz sentir pena. O que não dá mesmo é para ficar indiferente à sua história.

Já na segunda fui a uma sessão extra da peça Os 39 Degraus, baseado no suspense de mesmo nome do mestre Alfred Hitchcock.

Com várias montagens pelo mundo, confesso que fiquei intrigada quando li o pôster que traz adjetivos como "comédia" e "hilariante" ao lado de "suspense" e "Hitchcock". Como seria isso? Bom, só assistindo para entender. E não é que essa combinação esdrúxula funciona perfeitamente?

Resumidamente, a história é a seguinte: Homem entediado vai ao teatro e conhece espiã misteriosa que acaba assassinada em sua casa. Sem querer ele se vê envolvido numa trama de espionagem e é acusado de ter assassinado a tal espiã. Para não ser preso, decide fugir e seguir as pistas deixadas pela morta a fim de provar sua inocência. E é aí que a coisa vira uma confusão sem fim, com muitas situações hilárias e personagens pitorescos.

O elenco conta com apenas 4 atores e 1 apoio, mas eles interpretam vários personagens, às vezes simultaneamente. A adaptação é muito boa e a peça conta ainda com os globais Dan Stulbach e Danton Mello, o que faz com que as sessões sejam bem concorridas. Um programa imperdível. Mas corram, pois só fica em cartaz até 28 de novembro.

Gostaram?
Então vão lá: Hell / Os 39 Degraus

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Amo muito tudo isso?

E eis que hoje estava eu dando minha olhadinha básica em sites de notícia quando me deparo com a seguinte notícia na Folha de São Paulo: Justiça do RS condena McDonald's a indenizar ex-gerente que engordou 30 kg.


O resumo da história é o seguinte: O ex-gerente trabalhou por 12 anos na empresa (quando começou a trabalhar lá em 1996 pesando 70-75 kg até janeiro de 2009, quando deixou a empresa pesando 104 kg). O ex-gerente alega ter sido obrigado a ingerir “excesso de sal, açúcar e gorduras”, além de ter sido submetido a “longas jornadas de trabalho e pressão psicológica”.

Já a defesa alega que ele não era obrigado a comer lá e que, se decidisse comer na própria empresa, eles oferecem vários tipos de alimentos, "incluindo sanduíches, peixe, carne, frango, saladas, fruta, sucos, café, água ou refrigerantes”.

Obviamente o motivo do ganho de peso do rapaz não foi somente a refeição que fazia no McDonald’s, mas com certeza isso contribuiu. Não sei se as longas jornadas de trabalho e o estresse podem ser usados como agravantes, já que é meio difícil não ser submetido a pressão e a longas jornadas de trabalho em qualquer tipo de emprego.

O fato é que quem trabalha no McDonald’s é obrigado sim a comer um monte de porcaria. Primeiro porque nessa grande variedade de alimentos vendidos na loja não há nada que seja uma refeição decente. Segundo porque os funcionários não podem escolher livremente o que querem comer (pelo menos não os atendentes), como alega a defesa. Na loja em que eu trabalhei, por exemplo, os atendentes só podiam pegar McLanche Feliz, ou seja, hambúrguer ou cheeseburguer, refrigerante pequeno e batata pequena. Os lanches de caixinha era só para quem trabalhava aos sábados. Como eu nunca gostei dos hambúrgueres de lá, dava meu lanche para os meninos que trabalhavam comigo. E esse é um outro ponto, que não foi mencionado na notícia, mas que merece atenção: um lanchinho desses pode ser suficiente para crianças ou mulheres, mas alguém acha que isso mata a fome dos moços que trabalham lá? Terceiro porque a empresa não obriga literalmente os funcionários a comerem lá, tampouco oferece vale-refeição ou dinheiro para que os funcionários comprem outra coisa. Quem quer comer fora do restaurante tem que gastar do próprio bolso, e como o salário não é lá aquelas coisas.... já sabem o que acontece. Também não é possível levar marmita, pois não há um local para esquentá-la. E como nunca se sabe quando será possível fazer uma paradinha para comer (15 ou no máximo 30 minutos), a alegação do acusado de que engolia a comida em pé e sem rotina de horário também é verdadeira.

O que me deixa mais p#@* da vida é ainda ter que ver uns comentários descendo a lenha na decisão, dizendo que nossa justiça trabalhista é uma porcaria etc e tal. Outros querem botar a culpa no ex-gerente, alegando que nem todas as pessoas que trabalham lá ficam gordas. O que esse povo não entende é que não é porque nem todos são afetados da mesma forma que os afetados têm que aceitar os abusos.

Só posso dar os parabéns ao ex-gerente que foi prejudicado e correu atrás dos seus direitos e aos juízes que chegaram a essa sentença. A decisão não é final, mas espero sinceramente que o ex-funcionário ganhe a causa. Infelizmente avanços só são feitos quando o bolso é afetado. Se esse for o único caminho para se realizar mudanças, que seja. Querer que pessoas com mente de povo colonizado enxerguem a tirania e saiam da zona de conforto para lutar por seus direitos é pedir demais, eu sei...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Prato da Semana - Torta de Banana (Vegana)

Oi, pessoas!

Após um breve sumiço, retorno às atividades bloguísticas.
E vou começar postando aqui uma das primeiras receitas que aprendi a fazer com tofu: Torta de Banana Vegana.
Tenho que confessar que não sou muito fã de banana in natura, mas se for como recheio de algum doce eu não resisto.
E aqui está:

A receita eu peguei vagando pela net há um tempo, então obviamente não sei de onde.
Se alguém souber a autoria, me avise.
Lógico que fiz umas pequenas alterações aqui e ali, mas o que vale é o resultado, não é?

Torta de Banana (Vegana)
Ingredientes

• 1 colher (chá) de fermento em pó
• 1/3 de tofu grande esfarelado
• 1 xícara de açúcar
• 1 xícara de farinha branca
• 1 xícara de farinha integral
• ½ xícara de açúcar
• 1 copo de leite de soja
• 3 bananas médias
• Canela a gosto

Preparo
• Misturar a farinhas branca e integral, o açúcar, a canela e o fermento em uma tigela. Reservar. Em um liquidificador colocar o leite, o tofu e ½ xícara de açúcar e bater até a mistura ficar lisa, como se fosse um creme. Misturar o creme de tofu com os secos. Untar uma assadeira retangular com margarina e colocar a mistura e as bananas cortadas e levar ao forno por aproximadamente 50 minutos. Salpicar açúcar e canela. Servir quente ou morna acompanhada de rodelas de banana e canela.


Como vocês podem ver, não coloquei a cobertura de açúcar com canela, pois estou tentando cortar excesso de açúcar [mentira, o açúcar estava acabando e entre usar o restinho na cobertura da torta ou colocar no café, obviamente preferi adoçar o café]. Mesmo assim, ficou uma delícia.

Na verdade, essa torta é tão gostosa que enganou até minha cunhada, que é louca por torta de banana mas rejeita instantaneamente qualquer prato ao ouvir o nome "tofu". Hehehe... Espero que ela não veja este post.