quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sessão Nostalgia: Meu Lanchinho

Naquele tempo... (sempre achei engraçado quando ia à missa e em determinado momento o padre começava a leitura com isso)


Enfim... naquele tempo, nos já longínquos anos 80, eu era apenas uma garota que ia para a escola com sua malinha e lancheira combinando. Na verdade, a tal malinha e lancheira só foram usadas no 1º ano, já que eu voltava um dia para casa toda saltitante balançando a mala e ela arrebentou. Fiquei só com a alça na mão, vendo meus cadernos e estojo se esparramarem pela rua. No ano seguinte comecei a usar mochila, onde continuei levando meu lanchinho.

Por que eu estou falando essas coisas?
Porque esta semana, mudando de canal, acabei assistindo parte de um programa que trata da produção de alimentos, mostrando desde o momento em que a matéria-prima chega à fábrica até o produto final embalado e enviado para o comércio. E o assunto era: Como é produzido o lanchinho clássico das crianças americanas?

Eles mostraram como é produzido o famoso sanduíche de geleia com manteiga de amendoim no pão de forma, suco de maçã na caixinha e minicenouras. Acho que tinha mais alguma coisa, mas não lembro bem (já estava tarde e fui dormir).

Engraçado como os hábitos variam de um lugar para o outro. Eu amo amendoim, mas esse sanduíche americano nunca comi. E o suco de maçã então? Enquanto nos Estados Unidos esse sabor é o mais vendido, por aqui raramente é visto. Só me lembro daquele da Yakult que, aliás, sempre detestei. As minicenouras foram uma revelação para mim. Não sabia que era um clássico da hora do recreio. Eu não como minicenouras. Não como nenhum desses legumes mini (tomate cereja conta?). Tenho medo. Acho mutante demais. E a miniespiga de milho então? Muita aflição!!!

Mas voltando ao que interessa: lembrei o que eu levava de lanche.
Quando tinha a lancheira, minha mãe sempre botava na garrafinha suco de guaraná em pó ou groselha (Vitaminada Milani, iupi! que, invariavelmente, vazava e fazia um estrago - lembre-se: nos anos 80 era tudo muito primitivo; nada de garrafinha térmica antivazamento e coisas do tipo). O lanchinho era quase sempre sanduíche de presunto e queijo no pão de forma ou nas bisnaguinhas (Seven Boys... nada de Panco). Às vezes umas bolachas recheadas. Não me lembro de ter levado fruta alguma vez na vida. Não por culpa da minha mãe, é claro. Ela insistia, mas eu sempre fui muito chata para comer. Acho que as minicenouras não existiam também naquela época, pelo menos não me lembro delas. Ah... tinha o Yakult também (quase sempre já estava quente - ughhhh).















Nostálgico, não?
E vocês, levavam o que de lanche?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Pequenas vitórias

Notícia de hoje na Folha:

“Justiça autoriza a ortotanásia no país”

Esse assunto já havia sido abordado diretamente por aqui no post do filme “Dr. Morte” com o Al Pacino. Eu não havia usado esse termo específico, que eu desconhecia, mas o tema era o mesmo. Como já era de se esperar, a decisão gera polêmica.

Porém, como já disse aqui, eu sou a favor de deixar a decisão sobre suas vidas nas mãos das próprias pessoas. Não importa se existem conflitos religiosos, políticos ou de qualquer tipo. O papel da justiça é garantir que nenhuma outra pessoa seja penalizada por se fazer cumprir um desejo do principal afetado (no caso o doente, mas vale também para outras questões em que todos resolver se meter, como, por exemplo, o aborto).

E é isso. Que venham as polêmicas e discussões, mas que os direitos do indivíduo sobre sua própria vida e corpo sejam garantidos, tema também abordado por aqui no tocante  filme "Uma Prova de Amor".

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Querido Papai Noel

Querido Papai Noel,

Tudo bem por aí?
Sei que já faz alguns anos que não escrevo, mas nunca é tarde para resgatar o passado, não é mesmo?

Já estou meio grandinha para dizer que este ano fui uma boa menina e que obedeci a meus pais, mas posso dizer que tenho sido uma boa pessoa, na medida do possível (pelo menos eu tento). Trabalho direitinho, pago meus impostos, tento ser educada e calma (OK, essa parte é difícil às vezes...). Procuro não xingar e não desejar coisas más (o que nem sempre é possível também), mas enfim... paciência tem limite e, como o senhor deve saber, a minha é proporcional ao tamanho, então já viu... acaba tão rápido quanto a distribuição do bolo de aniversário da cidade de São Paulo (essa, aliás, uma tradição que parece finalmente ter sido abandonada).

Mas voltando ao assunto, gostaria de ganhar neste natal uma coisa que tem sido meu objeto de desejo há muito tempo: um taco de baseball. Sim... foi amor à primeira vista. Quando assisti ao filme “Um dia de fúria” e vi Michael Douglas usando um taco de baseball de forma tão sublime, percebi como seria útil e divertido ter um instrumento desses ao meu lado.



Desde então venho sonhando com um. Não que eu tenha a intenção de usá-lo, de fato, contra alguém (apesar de ter certos tipos que mereçam...), mas só o fato de possuí-lo e poder desfilar com ele por aí, girando-o despretensiosamente em minhas mãos enquanto caminho pela cidade, ahhhhh... isso seria perfeito. Imagine chegar nos lugares em que te tratam mal na companhia de tal objeto... já faria com que as pessoas te olhassem diferente. E entrar em locais em que te fazem de besta então? Bastaria um pequeno giro de 360o C do meu companheiro de aventuras, talvez uma leve batida no balcão, um arremesso de monitor... e tudo que o que venho tentando resolver há meses seria solucionado como num passe de mágica...

Fiz uma pesquisa rápida e descobri que os tacos de baseball são feitos de vários materiais. Segue abaixo os principais tipos:



Pode escolher de acordo com sua preferência ou orçamento. Pode ter certeza de que qualquer um deles me deixará muito feliz.

Agradeço desde já.
Beijos e até o natal!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Prato da Semana: Torta de Cogumelos

Ontem fui à feira e comprei uns cogumelos. Queria fazer alguma coisa com eles, mas não sabia exatamente o que. Foi aí que achei a receita da Mini Torta de Tofu e Cogumelos Paris.
Hoje botei a mão na massa e o resultado foi esse:

A receitinha eu tirei DAQUI.
Minha opinião: Rápida e gostosa. Tudo bem que não ficou bem uma torta. Ficou mais para omelete sem ovos. Provavelmente foi recheio de mais e massa de menos. De qualquer forma, valeu a pena.

Para completar o prato e terminar o tofu, fiz ainda tofu ao forno com tomate, pimentão e azeite.

Tudo de bom!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Saindo do forno...

Julie & Julia + Forminhas novas prontas para a estreia + tarde nublada sem trabalho =

Muffins de Chocolate e Nozes!!!

A receita eu tirei DAQUI e fiz algumas adaptações, claro.
Além de lindos, posso afirmar que são deliciosos. Achei que ficaram claros demais para serem muffin de chocolate. Talvez tenha sido o chocolate em pó que eu usei, que é meio fraco mesmo, ou a falta do bicarbonato. Apesar da cor, a massa ficou super macia e leve, o recheio ficou no ponto, nenhuma forminha vazou nem derreteu (tinha muito medo que isso acontecesse...).
Estou plenamente satisfeita com minha primeira incursão no mundo mágico dos muffins.
E já estou planejando a próxima...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Prato do Dia - Abobrinha Recheada

Olás!

Passando rapidinho para postar a expedição culinária do feriado:
Abobrinha Recheada!!

Aqui antes de ir ao forno

Aqui já douradinha

Delícia!!!

Bom feriado a todos!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Imperdível!!!

Oi, pessoas!

Como foram de feriado? Todos cumpriram alegremente seu dever cívico no domingo? Que "lindo", não?

Votações à parte, meu feriado foi bem produtivo. Começou com um jantar especial de Halloween no Vegethus e terminou com a descoberta de que as lâmpadas e o reator que havia comprado para substituir os antigos, que simplesmente deixaram de funcionar, não serviriam para nada, já que ao desmontar a luminária descobri que ela é descartável e que não há como trocar o reator. Ótima surpresa para um fim de feriado.

Mas entre o Halloween e a surpresa desagradável com a luminária, assisti a duas peças muito legais que recomendo a quem tiver um tempinho e quiser fazer um programa de qualidade.

A primeira, que vi no domingo, na FIESP, chama-se Hell e tem direção do Hector Babenco.

Como todas as produções que já vi na FIESP, essa também é impecável. A história é baseada no livro escrito pela francesa Lolita Pille aos 18 anos e publicado aos 21 anos e retrata como uma juventude nascida em berço de ouro e extremamente consumista lida com questões sentimentais e solidão em meio a drogas, sexo, rock and roll e grifes. O cenário é Paris, mas poderia ser qualquer grande cidade.

A apresentação é quase um monólogo da Hell, interpretada pela Bárbara Paz, ótima e com uma preparação invejável, já que fala quase o tempo todo enquanto fuma e troca de roupas sem parar. É impossível não se interessar pela Hell. Às vezes ela desperta inveja, outras vezes nos faz sentir pena. O que não dá mesmo é para ficar indiferente à sua história.

Já na segunda fui a uma sessão extra da peça Os 39 Degraus, baseado no suspense de mesmo nome do mestre Alfred Hitchcock.

Com várias montagens pelo mundo, confesso que fiquei intrigada quando li o pôster que traz adjetivos como "comédia" e "hilariante" ao lado de "suspense" e "Hitchcock". Como seria isso? Bom, só assistindo para entender. E não é que essa combinação esdrúxula funciona perfeitamente?

Resumidamente, a história é a seguinte: Homem entediado vai ao teatro e conhece espiã misteriosa que acaba assassinada em sua casa. Sem querer ele se vê envolvido numa trama de espionagem e é acusado de ter assassinado a tal espiã. Para não ser preso, decide fugir e seguir as pistas deixadas pela morta a fim de provar sua inocência. E é aí que a coisa vira uma confusão sem fim, com muitas situações hilárias e personagens pitorescos.

O elenco conta com apenas 4 atores e 1 apoio, mas eles interpretam vários personagens, às vezes simultaneamente. A adaptação é muito boa e a peça conta ainda com os globais Dan Stulbach e Danton Mello, o que faz com que as sessões sejam bem concorridas. Um programa imperdível. Mas corram, pois só fica em cartaz até 28 de novembro.

Gostaram?
Então vão lá: Hell / Os 39 Degraus