O
livro conta a história da Feia, filha mais velha de um líder tribal que é
prometida em casamento ao Rei Salomão como uma aliança política. A Feia, que
sabia que suas possibilidades de conseguir um marido eram ínfimas, se sente
honrada e logo se apaixona pelo Rei, mas a demora de Salomão em consumar o
casamento no leito nupcial gera imensa insatisfação na Feia. Indignada, ela
começa a elaborar planos que a levariam à cama real, mobiliza as outras esposas
a lutarem por seus direitos e consegue chamar a atenção do monarca, mas na
verdade ele estava interessado era em uma habilidade rara nas mulheres daquele
tempo: a capacidade de ler e escrever. Assim, a Feia foi incumbida de tornar
realidade o sonho de Salomão de registrar em um livro a história da humanidade,
e em especial do seu povo, ou seja, a Bíblia.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
E o tema é . . . Loucura
Como de louco todo mundo tem um pouco, os filmes de hoje exploram personagens que têm algum tipo de distúrbio mental.
Se enlouquecer, não se apaixone (It’s kind of a funny story, 2010)
Se enlouquecer, não se apaixone (It’s kind of a funny story, 2010)
O
filme começa com Craig Gilner (Keir Gilchrist), garoto de 16 anos,
tentando suicidar-se pulando de uma ponte. É quando ele acorda desse sonho
recorrente, mas, desta vez, decide procurar ajuda em um hospital. Lá, conhece Bobby (Zach
Galifianakis), interno da psiquiatria que se torna seu guia e amigo. No
hospital, Craig começa a ver seus problemas por outro ângulo e conhece todo
tipo de gente, o que o faz repensar suas prioridades na vida. Esse título em
português obviamente tenta atrair os fãs de Zach Galifianakis que o viram atuar
nos filmes da série “Se beber, não case”.
No entanto, aqui Zach mostra seus talentos dramáticos. Embora tenha um final
previsível, o bacana do filme é a sutileza com que aborda um tema tão delicado
como os transtornos psiquiátricos. A forma como os pensamentos do protagonista
são apresentados também é interessante. E, além disso, a trilha sonora é ótima.
Impossível não se emocionar quando os internos apresentam “Under pressure” do Queen.
Nada revolucionário, mas tem seus momentos.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Série: Girls (Temporada 1)
Girls é uma “dramédia” americana que
gira em torno do dia a dia de 4 amigas que estão na casa dos vinte e poucos
anos e enfrentam as dificuldades do início da vida adulta. O quarteto é formado
por: Hannah (Lena Dunham), aspirante a escritora em constante guerra com a
balança e que vive uma relação tumultuada com Adam (Adam Driver), ator
e carpinteiro meio esquisitão e cheio de fetiches sexuais; Marnie (Allison Williams)
melhor amiga de Hannah desde os tempos escolares, divide um apartamento com
ela, trabalha como assistente em uma galeria de arte e vive um relacionamento
morno com Charlie (Christopher Abbott), músico e namorado dedicado, que também
estudou com as duas garotas; Shoshanna (Zosia Mamet), tímida estudante da
New York University cujo principal drama é ter mais de 20 anos e ainda ser
virgem, divide um apartamento com sua prima Jessa (Jemima Kirke), a
descolada e moderna do grupo, aquela que já viajou pelo mundo todo e possui
experiência, mas que no momento trabalha como babá.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Resenha: O Clube dos Suicidas (Robert Louis Stevenson)
Dividido
em 3 partes (A história do rapaz com as tortinhas de creme; A história do
médico e do baú de Saratoga; A aventura do cabriolé), o livro conta as aventuras
vividas pelo Príncipe Florizel, também conhecido como Príncipe da Boêmia, e por
seu confidente e estribeiro-mor, o Coronel Geraldine. A dupla adorava se
disfarçar e se infiltrar nas diversas camadas da sociedade londrina atrás de
diversão. Um dia, eles encontram um estranho homem que distribuía tortinhas e
que lhes conta a triste história de sua paixão e da falta de dinheiro que o fez
abandonar a amada e buscar a morte. É por meio dele que o Príncipe e o Coronel
acabam conhecendo o Clube dos Suicidas, o sinistro lugar onde, mediante o
pagamento de uma taxa, cavalheiros desiludidos com a vida encontrariam o fim
desejado pelas mãos de outro membro do grupo. O papel de assassino e de
assassinado era definido pelo presidente, que usava um simples baralho para
determinar o destino dos participantes.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
E o tema é . . . Documentários de Rock
Olás!
Hoje é o Dia Mundial do Rock e, para comemorar, mais um post especial da série E o tema é..., desta vez com os últimos 5 documentários que vi sobre esse estilo musical.
God
Bless Ozzy Osbourne, 2011
O
documentário conta a trajetória do Príncipe das Trevas desde sua infância pobre
até a recém-adquirida sobriedade. O pai ausente, os problemas com a polícia, a
entrada no Black Sabbath, o auge da banda, as drogas, sua expulsão devido à
dependência química, a carreira solo, o fundo do poço na fase The Osbournes, a
importância de Sharon em sua vida. A expressão em vídeo de tudo o que foi
contado pelo próprio Ozzy em sua autobiografia “Eu sou Ozzy” (já falei sobre o
livro AQUI). Como adicional, entrevistas com músicos do calibre de Tommy Lee,
John Frusciante, Robert Trujillo e Paul McCartney, além de depoimentos dos
filhos do primeiro casamento e do atual e dos irmãos de Ozzy. Há também cenas de
sua vida privada e de sua preparação minutos antes de subir ao palco
(exercícios vocais, ergométrica, maquiagem), um lado novo do astro que já fez
de tudo na vida e agora parece finalmente ter encontrado a paz. O DVD traz
ainda como extras Perguntas e Respostas com Ozzy e seu filho Jack (que é o produtor do documentário), as pinturas
de Ozzy, seu problema com tecnologia e a exibição do filme no Tribeca Film
Festival de NY, em 2011. Sou megafã do Ozzy e minha admiração por ele só
aumentou depois de ler sua biografia e ver este documentário. Imperdível!
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quarta-feira, 11 de julho de 2012
100 Anos de Nelson Rodrigues: Ocupação / A Falecida
Este
ano comemoramos o centenário do nascimento de um dos mais importantes
dramaturgos nacionais: Nelson Rodrigues (23/08/1912 – 21/12/1980). Amado por
uns e odiado por muitos por suas frases provocativas e histórias que expõem sem
pudores o lado mais perverso dos seres humanos, o escritor possui uma vasta
coleção de peças, romances, contos e crônicas, e inúmeros filmes foram
produzidos com base em seus textos.
domingo, 8 de julho de 2012
Desafio Literário 2012: Cordilheira (Daniel Galera)
A
protagonista e narradora de “Cordilheira” é Anita, escritora de 27 anos que vai
para Buenos Aires, onde a tradução para o espanhol de seu mais recente romance
acaba de ser publicada. Apesar do medo e da insegurança de se lançar nessa
viagem ao desconhecido sozinha, Anita decide que essa pode ser a oportunidade
perfeita para recomeçar, já que deixa para trás, no Brasil, a morte recente de
uma amiga, a tentativa de suicídio de outra amiga e o fim de um relacionamento
amoroso de 2 anos. A bordo do avião, ela relembra os últimos episódios de sua
vida e tenta se encontrar no papel de escritora premiada, enquanto observa a
paisagem.
“Nos
poucos dias que antecederam a viagem, mesmo com as discussões, com as lágrimas,
com a poeira de tragédias recentes ainda prejudicando a visibilidade em meio
aos escombros, eu me pegava sorrindo por dentro nos momentos mais inesperados.
Como eu podia ter me privado por tanto tempo do sabor das decisões drásticas,
do prazer de derrubar uma pecinha de dominó e mudar tudo de forma irreversível?”
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