domingo, 17 de outubro de 2021

Resenha: O Melhor do Terror dos Anos 80



Um apanhado de 80 filmes de terror que fazem a alegria de todo fã do gênero. Com textos curtos e bem objetivos, os 25 especialistas apontam por que escolheram certos títulos e apresentam curiosidades sobre as obras, que vão de clássicos a produções subestimadas. Cada filme acompanha ficha técnica resumida e cartaz em seu idioma original. E para facilitar a leitura e a vida de quem curte umas listinhas temáticas, os títulos foram agrupados da seguinte forma: cabanas, fantasmas, maldições, monstros e slashers.

É um livrinho ótimo para consultas rápidas. Foi uma leitura agradável e reveladora. Descobri que assisti a bem menos slashers do que imaginava. Aproveitei para anotar umas dicas de títulos menos conhecidos. E agora me sinto pronta para a vinda de “O Melhor do Terror dos Anos 90” – que está em financiamento pelo Catarse :)

https://www.catarse.me/terror90

Nota: 4/5

(Publicado no Instagram em 15 de outubro de 2021)

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Resenha: O grande Deus Pã


Devido ao seu interesse pelo excêntrico e pelo oculto, Clarke é convidado pelo Dr. Raymond a testemunhar um experimento que permitirá a Mary, a cobaia, enxergar além do véu que esconde outra realidade. O procedimento é bem-sucedido, mas o médico não considerou que há coisas que olhos humanos não foram feitos para ver e, assim, traz para este mundo algo que devia ficar em outro.

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Resenha: A fazenda africana

 


O livro é basicamente um diário de memórias de quando, no início do Século XX, a autora morou no Quênia, onde tinha uma fazenda de café com o marido, que logo dá o fora e deixa o empreendimento nas mãos de Karen. Sem dúvida, foi uma vida dura. Cuidar da terra, ficando à mercê do clima e de elementos que não podem ser controlados (como as ondas de gafanhotos), é arriscado em qualquer época, principalmente num tempo em que não havia automatização, tudo era na base da força humana e dos animais de tração. E havia o isolamento pela distância e pelos meios de comunicação e transporte do período. Ou seja, era bem difícil mesmo.

domingo, 19 de setembro de 2021

Resenha: Sistema nervoso


Ela escreve uma tese de física cujo tema não consegue decidir. Nessa tese seu pai investiu todas as economias da família. É um segredo que Ela e o Pai guardam. Mas agora Ela precisa escolher o assunto de uma vez por todas. O prazo está acabando. Precisa dar uma desculpa à universidade para que possa continuar sustentando para a família a mentira que conta faz tempo. Para conseguir mais prazo, ela pensa em adoecer. Basta pensar em algo plausível. E de doenças a família dela entende bem.

domingo, 12 de setembro de 2021

Resenha: Baixo esplendor


Miguel (ou seja lá qual for seu nome verdadeiro) é um policial infiltrado que tem como objetivo desbaratar uma quadrilha de roubo de carga e prender os cabeças. Tudo começa bem quando ele se aproxima do líder, Ingo, com quem logo se entende. O rapaz ainda apresenta ao agente sua irmã, Nádia, e Miguel não demora a iniciar com ela um tórrido romance, que ele acredita ser algo passageiro. Só que ele acaba se apaixonando de verdade pela mulher e criando afeto pelo criminoso. O chefe de Miguel alerta o subordinado de que ele pode comprometer toda a operação, mas o policial jura que não. Será?

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Resenha: Assassinos à mesa de jantar

Como boa fã de Hitchcock, concordo plenamente que comida e assassinatos combinam muito bem, então nada melhor que unir esses elementos em um bom jantar. Muitos autores também pensam (ou pensavam) dessa forma, tanto é que escreveram sobre o tema. Os contos dessa coletânea foram organizados como um menu: Especialidades da Casa (alguns autores famosos do gênero), Entradas (autores não tão óbvios) e Sobremesas (mais nomes clássicos do romance policial). E o cardápio é variado. Tem histórias mais curtas e mais longas, crimes praticados à mesa de restaurantes ou na privacidade do lar, histórias em que a comida é a estrela e outras em que é apenas figurante.

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Resenha: Noite em Caracas

 

Adelaida Falcón, a mãe, acaba de morrer de câncer. Adelaida Falcón, a filha, mal tem tempo de se despedir daquela que a trouxe ao mundo e que sempre foi sua única família, pois em seu destroçado país os criminosos não dão trégua nem no cemitério. Isolada em seu apartamento, a mulher tenta lidar com o luto e descobrir um modo de sobreviver ao caos reinante em Caracas, onde as ruas são terra de ninguém. Criminosos comuns, revolucionários, grupos contra e a favor do governo. Não importa. Atravessar a rua é como pisar num campo minado. Sozinha com seus pensamentos, Adelaida relembra com nostalgia de sua infância, quando a mãe a pegava pela mão e elas iam a museus e tomavam sorvete; pensa em sua carreira no jornal e no amado que já não existe mais; conta os poucos euros que ainda tem e raciona a comida; procura entender como as coisas chegaram àquele ponto. Uma noite, seu apartamento é invadido e, num momento de desespero, ela vai até o apartamento da vizinha, conhecida como “a filha da espanhola” e a encontra morta. Ao se refugiar na casa dela, reconhece naquele espaço as semelhanças da vida das Peralta com aquela que ela mesma levara com a sua mãe. E então decide que é hora de agir. Momentos de desespero pedem medidas desesperadas.