quinta-feira, 7 de julho de 2016

O que rolou... Junho/2016

Oi!


Junho conseguiu ser ainda mais cansativo que maio, então li bem devagar. Quanto aos filmes, me saí um pouco melhor. O tema do mês do meu curso de História do Cinema era cinema nacional e foi maravilhoso! Aprendi muito, conheci várias histórias de bastidores e descobri um monte filme que nem sabia que existia ou que já tinha ouvido falar em algum momento e acabei esquecendo – agora quero assistir.

Livros

Li 3 livros em junho: um mais teórico, outro foi releitura de uma história que adoro e o último foi continuação de uma série que mora no meu coração.


- Complexo de Cinderela (Colette Dowling): Fala sobre os papéis e estereótipos femininos e como essas ideias são incutidas na cabeça das crianças, como as meninas são treinadas desde bem pequenas a fazer de tudo para serem aceitas – e como é frustrante não viver no conto de fadas prometido. Enfim... algumas reflexões interessantes, identificação com muitas coisas, mas a abordagem me incomodou em certos momentos.
- Como me Tornei Estúpido (Martin Page): Gosto muito do tom ácido da escrita do Page, e esse livro foi meu primeiro contato com o autor, uns 10 anos atrás. A releitura não fez a trama perder o brilho.
- História do Novo Sobrenome (Elena Ferrante): Enrolei para começar a ler devido ao número de páginas (morro de preguiça de livros grandes). Mas a escrita da Ferrante é tão envolvente que, assim que comecei, não conseguia mais parar de ler. Para mim, esse segundo volume é melhor do que o primeiro – talvez porque as amigas agora estejam na adolescência e haja muito mais tensão nos relacionamentos de todos.

P.S. – Este ano adotarei uma pontuação máxima de 5 estrelas, em vez de 4 como costumava fazer, tanto para livros quanto para filmes.

Filmes
Em maio vi 13 filmes. Preferidos do mês: “O que é cinema?”, “Arquitetura da destruição” e “A montanha dos sete abutres”.


- Nunca fui santa: Comédia muito delicinha que critica com humor a “cura gay”. [#vejamaismulheres]
- O biscoito assassino: Meu lado trash às vezes me faz entrar em roubada. Foi o caso com esse filme inspirado em Chucky - o boneco assassino. Esperava mais tosquices, mas foi só chatinho mesmo.
- O que é cinema?: Cenas memoráveis e entrevistas com vários diretores importantes - tudo para mostrar que cada um tem uma visão sobre o que é cinema. Achei bem bacana. E ainda aumentei minha lista de 'quero ver' em uns 20 títulos... rs.
- Difret: Quando você assiste a um filme da Etiópia baseado em uma história real, percebe que as coisas não são muito diferentes do que acontece aqui e inveja o sistema judiciário e político deles.... é esse o nível de descrença atual no Brasil.
- Arquitetura da destruição: Como Hitler usou a estética e a medicina para colocar em prática sua visão de embelezamento pela violência. Documentário recomendadíssimo!
- Truque de mestre: Adoro esses filmes de golpe que envolvem planos mirabolantes. Achei bem divertido.
- A pele de Vênus: Muito interessante o jogo entre o diretor que acha que está no comando e a atriz que se faz de boba para assumir o controle da peça (e da vida).
- A terra e a sombra: Filme sobre laços familiares, mágoas guardadas e apego às raízes. Bonito e triste, mas achei meio arrastado.
- Assim era a Atlântida: Vale como resgate dos primórdios do cinema nacional e por conter cenas icônicas. Mas perde pontos por não ter legenda identificando os trechos dos filmes mostrados nem os artistas entrevistados.
- Truque de mestre 2: Achei que a continuação conseguiu manter o nível do filme anterior, só que mais focado nas perseguições do que nos truques.
- Contos iranianos: Fragmentos de vidas de desconhecidos que se cruzam. Gosto de filmes assim, mas esse me cansou um pouco. [#vejamaismulheres]
- O dia que durou 21 anos: Documentário muito legal sobre como os Estados Unidos apoiaram e influenciaram diretamente o golpe militar de 64 no Brasil.
- A montanha dos sete abutres: O circo da mídia em todo o seu esplendor. O pior é perceber que as coisas só pioraram desde que esse filme foi lançado, em 1951. Mas o filme é incrível demais!

Séries
Em junho, vi a primeira temporada de ‘The Fall’ (Achei muito boa. Não tanto pela história de serial killer, que é bem batida, mas pela protagonista interpretada pela Gillian Anderson. Aliás, as personagens femininas da série são muito bem construídas). Continuo vendo a sétima temporada de ‘The Middle’.

Outros
Assisti à peça ‘Gata em Telhado de Zinco Quente’ no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil. Acredito que o final tenha mais a ver com o da história escrita pelo Tennessee Williams do que com o do filme (que adoro, aliás).


E foi isso.
O que vocês fizeram de bom em junho? 
Beijo e até +!


2 comentários:

Marta Skoober disse...

O livro do Martin Page levou quatro estrelinhas, eu dei duas por muito custo.
Achei chato toda a vida. :(
Quer dizer parte de um bom começo e depois desce ladeira abaixo, foi assim para mim.

Michelle disse...

Marta,
Sim, também senti uma queda na parte final, mas achei que o restante compensou o deslize.