Como de louco todo mundo tem um pouco, os filmes de hoje exploram personagens que têm algum tipo de distúrbio mental.
Se enlouquecer, não se apaixone (It’s kind of a funny story, 2010)
Se enlouquecer, não se apaixone (It’s kind of a funny story, 2010)
O
filme começa com Craig Gilner (Keir Gilchrist), garoto de 16 anos,
tentando suicidar-se pulando de uma ponte. É quando ele acorda desse sonho
recorrente, mas, desta vez, decide procurar ajuda em um hospital. Lá, conhece Bobby (Zach
Galifianakis), interno da psiquiatria que se torna seu guia e amigo. No
hospital, Craig começa a ver seus problemas por outro ângulo e conhece todo
tipo de gente, o que o faz repensar suas prioridades na vida. Esse título em
português obviamente tenta atrair os fãs de Zach Galifianakis que o viram atuar
nos filmes da série “Se beber, não case”.
No entanto, aqui Zach mostra seus talentos dramáticos. Embora tenha um final
previsível, o bacana do filme é a sutileza com que aborda um tema tão delicado
como os transtornos psiquiátricos. A forma como os pensamentos do protagonista
são apresentados também é interessante. E, além disso, a trilha sonora é ótima.
Impossível não se emocionar quando os internos apresentam “Under pressure” do Queen.
Nada revolucionário, mas tem seus momentos.
