sexta-feira, 12 de maio de 2017

E o tema é... Mães de Séries de TV


Este é um post de Dia das Mães que eu queria fazer havia tempo, mas a data sempre acabava passando. Eis que agora finalmente consegui! Claro que desde que comecei a planejar o post até o momento em que de fato o escrevi muitas outras personagens já foram acrescentadas à minha galeria, mas, para esta primeira postagem, escolhi 5 tipos de mães nas séries de TV.

A melhor amiga

Lorelai Gilmore (Gilmore Girls) é sempre a primeira mãe de programa de TV que me vem à cabeça. Provavelmente porque essa foi uma das primeiras séries que comecei a acompanhar, no SBT mesmo, ainda na minha adolescência. Na época, obviamente eu me identificava mais com Rory e achava muito bacana ter uma mãe jovem, que curtia o mesmo som que a filha e que adorava ver um filminho no sofá de casa enquanto se empanturrava de guloseimas. Eu também achava o máximo a personalidade agitada e a supervelocidade de fala de Lorelai. Hoje imagino que não gostaria de ter uma mãe excessivamente amigável como ela, e, mesmo achando Lorelai invasiva demais em alguns momentos, ainda admiro a relação de cumplicidade das garotas Gilmore de Stars Hollow.

A tradicional das antigas

Rochelle (Everybody Hates Chris) é o tipo de mãe clássica para quem cresceu nos anos 80, época em que se passa a série. Talvez para o pessoal mais novo (que é intocável e não pode ser contrariado) ela pareça exagerada e quase surreal, mas, para mim, assim como para boa parte do pessoal da minha idade, ela é a encarnação de nossas próprias mães. Ela ama os filhos, mas dá puxões de orelha (literalmente) e bota as crianças de castigo quando elas não se comportam bem, cobra boas notas e verifica sempre o dever de casa, dá bronca e grita a plenos pulmões na janela para chamar os filhos para dentro, faz ameaças do tipo “Se eu pegar você fazendo isso de novo, te mato!" Dá umas surtadas às vezes, mas tudo com muito amor e carinho.

A sincerona

Frankie Heck (The Middle) faz o que todo mundo gostaria de fazer, mas não faz com medo do julgamento alheio: assume que algumas tarefas domésticas são um saco e simplesmente as ignora - limpa e organiza a casa só em ‘ocasiões especiais’ e oferece à família como jantar alguma porcaria comprada em um fast food qualquer para poder se jogar logo no sofá e conferir seus programas favoritos. Embora ame os filhos, ela é um pouco atrapalhada e esquecida (vive esquecendo as crianças na escola ou o aniversário deles), e não esconde de ninguém qual é seu filho preferido, que o terceiro filho não foi planejado e que, às vezes, pensa em como seria se não tivesse tido filho nenhum. Também não pensa duas vezes antes de lançar a real: os presentes que ganha de dia das mães são equivocados e aqueles trabalhos de artes que as crianças fazem especialmente para a data são toscos. Apesar de se achar uma péssima mãe, Frankie é amorosa e dedicada (à sua maneira) e, no fundo, ela é apenas uma mulher que não se encaixa no padrão ilusório de 'mãe perfeita' e que tenta equilibrar seus papéis de profissional, esposa e mãe em uma família que não a ajuda em nada.
(Post da série AQUI)

A Superprotetora

Norma Bates (Bates Motel) é uma viúva que cria o filho sozinha, então é óbvio que ela seja superprotetora, ainda mais quando ficamos sabendo que o menino tem uns desequilíbrios psicológicos. Como toda mãe, ela quer o melhor para seu filho, quer protegê-lo dos perigos do mundo, quer evitar que sofra, quer... tê-lo só para si. E isso é muito perturbador. Como têm uma proximidade enorme, Norma e Norman são extremamente ciumentos e possessivos, num nível doentio mesmo. Embora a relação dos dois não seja nada saudável, fica claro que tudo que Norma faz é por amor. Como julgá-la?
(Post da série AQUI)

A multifacetada

Tara (United States of Tara) é artista, mãe de dois adolescentes e casada com um homem atencioso. À primeira vista, ela parece uma pessoa normal, mas há algo de diferente nela: múltiplas personalidades. Quando tomava remédio, Tara era sempre Tara, mas a medicação que inibia suas outras personalidades também roubava um pedaço dela mesma. Depois de conversar com o esposo e com os filhos, ela decide suspender o tratamento, e então suas outras faces vêm à tona: T., a adolescente com hormônios à flor da pele; Alice, a dona de casa saída diretamente dos anos 50; Buck, o veterano de guerra; e Shoshana, terapeuta que se comunica com as outras personalidades. Claro que conviver com uma pessoa que, na verdade, são várias em um só corpo, não é nada fácil, mas o apoio de sua família permite que Tara se sinta completa enquanto aprende a lidar com todas as suas facetas.

Vocês têm alguma mãe de série de TV para indicar? Deixem nos comentários.

Nenhum comentário: