quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Resenha: O Clube dos Anjos (Gula) - Luis Fernando Veríssimo

"A fome é o único desejo reincidente, pois a visão acaba, a audição acaba, o sexo acaba, o poder acaba – mas a fome continua".
(Contracapa de 'O Clube dos Anjos')

O Clube dos Anjos (Gula) faz parte da Coleção Plenos Pecados, da Editora Objetiva, composta por sete livros de sete autores diferentes, cada obra abordando um pecado capital. Nesse SITE tem uma lista com os outros livros e autores participantes.

O livro conta a história de 10 amigos que costumavam se reunir desde a adolescência num bar para comer picadinho de carne, farofa de ovo e banana frita. Eles formam o Clube do Picadinho, que mantém o nome apesar da sofisticação gastronômica que foi tomando conta de seus participantes nos 21 anos de existência do grupo. Uma vez por mês eles se encontram na casa de um dos membros para mais um banquete.

Tudo vai bem, até o surgimento de Lucídio, um misterioso homem que parece saber mais sobre os membros do Clube do Picadinho do que demonstra, e que fisga a todos com seus quitutes irresistíveis e mortais. Mesmo vendo morrer um comensal a cada jantar preparado por Lucídio, a gula fala mais alto. A iminência da morte apenas torna o prato mais saboroso. Quem será a próxima vítima?

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Não posso falar mais do que isso, senão estrago o suspense. Tudo o que posso dizer é que esse foi o único livro que li dessa coleção e adorei. Quero muito ler os outros.

Ah! E para quem está pensando em participar do Desafio Literário 2012 e não tem ideia do que ler no mês de janeiro, esta é uma ótima pedida. Quem quiser pode até procurar meu livro lá no Skoob. Coloquei ontem para troca.

Bjo pro6!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Desafio Literário 2012 - Lista de Leitura


E então que eu sempre vejo as pessoas participando de desafios literários e acho tudo muito legal, mas nunca participei de nenhum. Até agora. Como este ano consegui retomar minha leitura em um ritmo razoável, decidi me inscrever para o Desafio Literário 2012.

Desafio Literário, o que é?

Uma gincana literária cuja tarefa principal é ler um MÍNIMO de 12 livros em 01 ano. A cada mês, um tema de leitura diferente e estimulante dentre o vasto universo de vertentes, estilos e gêneros da literatura.

Considerando que releituras não contam, montei minha seleção privilegiando livros que já tenho em casa mas que nunca li. Vou ter que ir atrás de apenas 1 ou 2.

Os temas do desafio e os livros escolhidos por mim são:

Janeiro – Literatura Gastronômica
Opção 1: Chocolate amargo (Gordon Ramsay) OK
Opção 2: Uma vegetariana no açougue (Tara Austen Weaver) OK

Fevereiro – Nome Próprio de Pessoas
Opção 1: Marina (Carlos Ruiz Zafón) OK
Opção 2: Caim (José Saramago) OK

Março – Serial Killer
Opção 1: Lavoura de Corpos (Patricia D. Cornwell) OK
Opção 2: Dexter – No escuro (Jeff Lindsay)
Opção 2: Assassinatos na Academia Brasileira de Letras (Jô Soares) OK

Abril – Escritor Oriental
Opção 1: Do outro lado (Natsuo Kirino) OK
Opção 2: Quando éramos órfãos (Kazuo Ishiguro)
Opção 2: O Complexo de Di (Dai Sijie) OK

Maio – Fatos Históricos
Opção 1: A mulher do meio-dia (Julia Franck) [segunda guerra mundial] OK
Opção 2: Anne Frank - The diary of a young girl (Anne Frank) [segunda guerra mundial]
Opção 2: Os girassóis cegos (Alberto Méndez) [guerra civil espanhola] OK

Junho – Viagem no Tempo
Opção 1: Fim da eternidade (Isaac Asimov) OK
Opção 2: A mulher do viajante do tempo (Audrey Niffenegger)
Opção 2: Matadouro 5 (Kurt Vonnegut) OK

Julho – Prêmio Jabuti
Opção 1: Cordilheira (Daniel Galera) [3º lugar na Categoria romance 2009] OK
Opção 2: Um crime delicado (Sérgio Sant’Anna) [Categoria romance 1998]
Opção 2: A mulher que escreveu a bíblia (Moacyr Scliar) [Categoria romance 2000] OK

Agosto – Terror
Opção 1: A maldição do cigano (Stephen King)
Opção 2: Contos do terror (Edgar Allan Poe) OK
Opção 3: O médico e o monstro (Roberto Louis Stevenson) OK

Setembro – Mitologia Universal
Opção 1: Percy Jackson e o Ladrão de Raios (Rick Riordan)
Opção 2: Ilíada (Homero)
Opção 1: Os Trabalhos de Hércules (Agatha Christie) OK
Opção 2: A Princesa que Enganou a Morte e outros contos (Tradução/Adaptação por Sonia S. Forjaz) OK

Outubro – Graphic Novel
Opção 1: A casa de bonecas (Neil Gaiman)
Opção 2: 1602 (Neil Gaiman / Andy Kubert / Richard Isanove)
Opção 1: Daytripper (Fábio Moon / Gabriel Bá) OK
Opção 2: Asterios Polyp (David Mazzucchelli) OK
Opção 3: A Comédia Trágica ou a Tragédia Cômica de Mr. Punch (Neil Gaiman / Dave McKean) OK

Novembro – Escritor Africano
Opção 1: Desonra (J. M. Coetzee)
Opção 2: Cotoco (John van de Ruit)
Opção 1: De volta à vida (Nadine Gordimer) OK

Dezembro – Poesia
Opção 1: O Cancioneiro (Fernando Pessoa)
Opção 2: As flores do mal (Charles Baudelaire)
Opção 1: Sonetos do Amor Obscuro e Divã de Tamarit (Federico García Lorca) OK
Opção 2: Navegações e Regressos (Pablo Neruda) OK

Quer participar?
Vai lá no site e veja o REGULAMENTO.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Amor na estante

Você gosta de literatura? E de cinema? Curte animação? Suspira com histórias de amor? E se misturar tudo isso?

Mourir Auprès de Toi (Morrer ao seu Lado) é um curta-metragem do Spike Jonze que conta a história de amor entre personagens de dois livros: o esqueleto de Macbeth e Mina Harke, a mocinha objeto de desejo do conde Drácula. Como toda boa história de amor, eles terão que enfrentar vários obstáculos para que possam enfim cair um nos braços do outro. Dá o PLAY aí que você não vai se arrepender!


Vi lá no Bibliophile e não resisti. Tive que compartilhar!
O vídeo foi publicado originalmente no site do Nowness.

Bom fim de semana!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

SWU 14/11/2011 em Paulínia - Alice in Chains e Faith No More

Ainda no espírito de revival grunge do post anterior, peguei a galocha e a capa de chuva e fui ao SWU finalmente assistir a um show da minha banda grunge favorita: Alice in Chains. A longa espera de 20 anos valeu a pena.

A banda já chegou arregaçando com “Them bones” e foi enfileirando hits e introduzindo músicas novas. Nem a chuva incessante que se intensificou durante o show esfriou os ânimos. O público pulava e cantava os hinos grunge com empolgação. A banda estava mais afinada do que nunca e o novo vocalista, William Duvall, segurou a onda muito bem.
William DuVall em ação
Na sequência, encerrando a noite e os três dias de festival, veio o Faith No More. O que dizer do show? Como sempre, perfeito! Trouxeram um cenário meio candomblé, um poeta pernambucano e um coral de jovens da Favela do Heliópolis. Misturaram hits com músicas menos conhecidas e não deram descanso durante uma hora e meia de show. Ah... e tem o Mike Patton, né? Como não amar aquele doido que vai ficando mais e mais possuído no decorrer da apresentação? Canta, dança, interage em português, solta palavrões, assume a câmera que filmava o show, cai do banquinho, vai pra galera... ah, sim, continua gato, supersimpático e cantando muito.
Mike Patton numa vibe pai de santo
Quanto ao festival em si, posso dizer que a sustentabilidade passou longe. A montanha de copos plásticos e latinhas pelo chão era impressionante. OK, eles vão reciclar depois, mas será que não seria melhor pensar em uma alternativa. Sei lá, tipo entregar um daqueles copos que desmontam quando você compra o ingresso e você teria que usá-lo durante o festival. Do contrário, pagaria uns R$5,00 por copo utilizado. Sei que pensar em cobrar um valor desses por copo parece absurdo, mas infelizmente as pessoas só se mexem quando o bolso é afetado.

Tirando a falta de civilidade de algumas pessoas e o número realmente insuficiente de lixeiras, o resto até que foi bem. O esquema de ida e volta com ônibus do festival funcionou melhor do que eu imaginava. O busão saiu na hora daqui da rodoviária do Tietê e levou só uma hora e meia para chegar em Paulínia, que é o tempo que eu demoraria para ir ao outro lado da cidade no Estádio do Morumbi, por exemplo. Na volta, apesar do cansaço para andar até a rodoviária, não teve muita fila de espera. Só uma meia hora, o que é razoável, considerando o número de pessoas no festival. Melhor do que os coitados que optaram por ir de carro e depois tiveram que pagar trator para desatolar os veículos no estacionamento oficial do evento.
No metrô: Fácil de saber quem voltava do show
O saldo? Positivo. Para mim festival de música é isso aí: passar um tempo com os amigos, assistir a ótimos shows (e alguns nem tão bons assim), pegar fila no banheiro, comer porcarias, estar sujeita a intempéries, muito cansaço e alguns machucados no pé, mas, no fim, ter vivenciado uma experiência única da qual me lembrarei para o resto da vida.´

Fotos dos shows: Folha.
Fotos no metrô: Ana Flávia.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Resenha: Nirvana Nunca Mais (Mark Lindquist)

Sinopse:
“Nirvana Nunca Mais" conta a história de Peter Tyler, um ex-vocalista de uma banda grunge, que largou tudo para virar promotor público. Atormentado por uma crise de meia idade, que o impede de crescer totalmente, Tyler não consegue largar o "rock’n’roll way of life" e ainda continua bebendo até cair, freqüentando prostíbulos e saindo com strippers. Para complicar ainda mais a sua vida, um caso de estupro cai em suas mãos. O único problema é que o acusado é um dos roqueiros mais conhecidos de Seattle, e o escândalo envolve toda a cena musical da cidade. Em uma realidade paralela, o acusado poderia ser o próprio Tyler.
(Sinopse retirada do site Scream & Yell)

Resenha:
Apesar de curtir o som dos anos 80, eu sou, na verdade, mais fã dos anos 90, pois foi nessa década que vivi minha adolescência. E em tempos de comemoração de 20 anos do “Nevermind”, vinte anos do Pearl Jam (que desembarca por aqui esta semana para shows) e mais uma série de shows de revival do grunge semana que vem no SWU, não podia deixar de falar do livro "Nirvana nunca mais". O livro não conta a história do grunge em si, mas usa esse tipo de som como pano de fundo para a história de Peter. Conhecer Seattle por meio de referências musicais (tendo nomes de canções como títulos dos capítulos), bandas famosas e outras não tão conhecidas, bares clássicos da região e o clima soturno e depressivo da referida cidade é incrível. Realmente nos dá a sensação de estar passeando por esses cenários míticos.

Já os dramas existenciais do nosso protagonista... bem, achei fraco. OK, o cara está confuso, com quase 40 anos, mas ainda vivendo como se fosse adolescente, procurando se ajustar ao trabalho e tentando achar uma mulher para casar e viver feliz para sempre. Mesmo assim, senti que o autor se empenhou mais em trazer referências realistas do que em desenvolver o personagem. Dá a impressão de que ele se perdeu e depois não sabia como terminar a história. Encurtou a conversa para chegar logo "aos finalmentes" e ponto final.

Recomendo aos fãs de grunge e de rock em geral. É bom curtir momentos nostálgicos, principalmente em passagens como esta:
Durante os aplausos entre “About a Girl” e “Come as you are”, Esmé pergunta:
- De quem você gosta mais: Nirvana ou Pearl Jam?
Aí está.
Pete quase estava esperando a pergunta. Um nativo precisa escolher, é claro, e a resposta tem a mesma importância que a clássica pergunta dos anos 60: “Beatles ou Stones”?
“Take your time, hurry up, the choice is yours...” [Vá com calma, apresse-se, a escolha é sua...]
- Está bem – diz ele. - Nirvana.
- Pearl Jam.
Pausa.
- Eddie Vedder é mais sexy do que Kurt Cobain – explica Esmé. – Principalmente porque ele ainda está vivo.
Pete se pergunta se esse desacordo pode pressagiar outros rachas, mais sérios. Entretanto, ele conclui que respeita sua preferência pelos vivos em relação aos mortos.
(Nirvana nunca mais, páginas 150-151).

Tirem as camisas de flanela xadrez do armário e sejam felizes!
Bjo!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Filmitchos do Fim de Semana: Meu País / Um Gato em Paris

Lembram de quando eu disse que o que falta ao cinema brasileiro é contar histórias simples, mas de um modo sensível? Então... “Meu País” é um exemplo de que isso pode ser bem feito. A história nos apresenta Marcos (Rodrigo Santoro), que, depois de anos morando na Itália, volta ao Brasil quando seu pai sofre um derrame. O pai acaba falecendo sem que Marcos tenha a chance de falar com ele e, com isso, Marcos tem que enfrentar uma série de problemas: seu irmão mais novo, Tiago (Cauã Reymond), que deveria assumir os negócios da família, mas que está endividado e continua perdendo fortunas em jogo; sofre pressão do sogro para retornar à Itália logo, pois sua presença lá é fundamental para lidar com o sobe e desce de ações da empresa que dirige; ainda por cima, descobre que tem uma meia-irmã com problemas mentais, Manuela (Débora Falabella), que está internada há tempos, mas que não pode mais continuar lá.


Gostei muito do filme. O problema mental de Manuela é abordado de forma muito direta, mas delicada, sem sentimentalismo barato. Débora Falabella e Rodrigo Santoro dão show, como sempre. Cauã Raymond... bem, para mim ele faz sempre o mesmo papel. Na verdade nunca sei se o que estou vendo é um personagem ou o ator. Acho que a única cena desnecessária e sem sentido é a da balada. Me diz como uma pessoa que acaba de ser bombardeada com todos os problemas acima de uma só vez, do nada decide fingir que está tudo bem e ir curtir a noite? Com certeza só botaram isso no filme porque a história se passa em São Paulo, onde takes de balada e trânsito são clichês tão obrigatórios quanto rodar uma novela do Manoel Carlos no Leblon...

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O outro filme do fim de semana foi uma animação francesa chamada “Um gato em Paris” (Une vie de chat). Conta a história de Dino, um gato que passa os dias na casa de Zoé, uma menininha que está numa fase de mudez causada pelo assassinato de seu pai por um dos bandidos mais procurados de Paris, Victor Costa. A mãe de Zoé é a delegada que fica mais tempo no trabalho do que em casa, buscando desesperadamente prender o tal bandido para vingar-se e conseguir paz. À noite, o gato Dino sai pelos telhados da cidade luz acompanhando Nico, um ladrão habilidoso, mas de bom coração.

A animação tradicional é linda e ver Paris em traços tão bonitos é maravilhoso. A história aborda temas como perda, superação e amizade, e o mais interessante é que, ao contrário da maioria dos desenhos endereçados ao público infantil, não vemos no filme “o mal absoluto” vs “o bem que sempre vence”. As pessoas são mostradas como realmente são, com suas falhas e suas qualidades, sem super-heróis e vilões.

Recomendo!
Tem trailer AQUI.
UPDATE em 15/02/2012: Indicado ao Oscar 2012 de Melhor Longa Animado. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Barbie tatuada causa polêmica nos EUA

Foi esse o título na notícia publicada ontem na Folha que chamou minha atenção.
A boneca em questão é uma edição limitada para colecionadores adultos, lançada pela grife Tokidoki e tem essa carinha aí:

Linda, não?

Obviamente, foge aos padrões de beleza tradicionais americanos, mas não deixa de ser estilosa e ultramoderna. Ao que tudo indica, presentear meninas em fase de formação com bonecas Barbie e seu corpo esquálido e sua beleza surreal inatingível tudo bem, mas dar de presente uma versão alternativa da mesma boneca... jamais! Isso vai corromper as pobres criaturinhas e transformá-las em loucas-vadias-adoradoras-do-Satã.

Eu já tinha falado sobre Barbies e outros brinquedos AQUI. É muito triste constatar que em pleno século XXI as pessoas ainda são tão medievais. Se gabam de ter tanta tecnologia nas mãos, mas não sabem o que fazer com isso. Adoram espalhar por aí que vivemos em tempos modernos, de igualdade entre os sexos e liberdade feminina, e as próprias mães (como sempre) são as primeiras a esfregarem os valores machistas na cara de suas filhas e a empurrarem a ditadura da beleza goela abaixo das coitadas.

Mas ainda bem que algumas mães parecem raciocinar antes de sair despejando bobagens em cima de suas crias. Como bem colocou uma das entrevistadas, "Eles estão capturando um flagrante da cultura pop do jeito que ela realmente é. A Barbie não está criando a minha filha. Eu é quem estou". Outra mãe toca ainda num outro ponto crucial: o problema não são as tatuagens. "O que é inadequado para as crianças são as medidas dela", afirmou, referindo-se às curvas da boneca. "Se ela pode mudar de personalidade, por que não pode mudar de forma e tamanho?". Disse tudo.

Então é isso. Eu não tenho filhos e nem pretendo ter, mas, se tivesse, trataria de lembrar que a boneca é apenas um brinquedo, quem tem a palavra final são os pais. A menininha vai pirar e começar a implorar por tatuagens e piercings? Talvez. Cabe aos pais explicar que ela precisa ter uma idade X para fazer tais coisas e, quem sabe, dizer que ela pode ter uma tatuagem de adesivo ou henna. Se a criança for pequena, tiver até uns 10 anos, acho que nem vai reparar na diferença de uma tattoo real ou temporária. Na verdade, acho que vai até gostar mais das removíveis, já que poderá trocar sempre. Se a menina for mais velha que isso, provavelmente fará um draminha adolescente, mas não importa. Saber ouvir um "não" não vai matá-la. Aliás, acho que é isso que falta atualmente. Dizer não aos filhos. Talvez se eles ouvissem menos “não” quando crianças, não se achariam o centro do mundo quando adultos.