quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Resenha: Nirvana Nunca Mais (Mark Lindquist)

Sinopse:
“Nirvana Nunca Mais" conta a história de Peter Tyler, um ex-vocalista de uma banda grunge, que largou tudo para virar promotor público. Atormentado por uma crise de meia idade, que o impede de crescer totalmente, Tyler não consegue largar o "rock’n’roll way of life" e ainda continua bebendo até cair, freqüentando prostíbulos e saindo com strippers. Para complicar ainda mais a sua vida, um caso de estupro cai em suas mãos. O único problema é que o acusado é um dos roqueiros mais conhecidos de Seattle, e o escândalo envolve toda a cena musical da cidade. Em uma realidade paralela, o acusado poderia ser o próprio Tyler.
(Sinopse retirada do site Scream & Yell)

Resenha:
Apesar de curtir o som dos anos 80, eu sou, na verdade, mais fã dos anos 90, pois foi nessa década que vivi minha adolescência. E em tempos de comemoração de 20 anos do “Nevermind”, vinte anos do Pearl Jam (que desembarca por aqui esta semana para shows) e mais uma série de shows de revival do grunge semana que vem no SWU, não podia deixar de falar do livro "Nirvana nunca mais". O livro não conta a história do grunge em si, mas usa esse tipo de som como pano de fundo para a história de Peter. Conhecer Seattle por meio de referências musicais (tendo nomes de canções como títulos dos capítulos), bandas famosas e outras não tão conhecidas, bares clássicos da região e o clima soturno e depressivo da referida cidade é incrível. Realmente nos dá a sensação de estar passeando por esses cenários míticos.

Já os dramas existenciais do nosso protagonista... bem, achei fraco. OK, o cara está confuso, com quase 40 anos, mas ainda vivendo como se fosse adolescente, procurando se ajustar ao trabalho e tentando achar uma mulher para casar e viver feliz para sempre. Mesmo assim, senti que o autor se empenhou mais em trazer referências realistas do que em desenvolver o personagem. Dá a impressão de que ele se perdeu e depois não sabia como terminar a história. Encurtou a conversa para chegar logo "aos finalmentes" e ponto final.

Recomendo aos fãs de grunge e de rock em geral. É bom curtir momentos nostálgicos, principalmente em passagens como esta:
Durante os aplausos entre “About a Girl” e “Come as you are”, Esmé pergunta:
- De quem você gosta mais: Nirvana ou Pearl Jam?
Aí está.
Pete quase estava esperando a pergunta. Um nativo precisa escolher, é claro, e a resposta tem a mesma importância que a clássica pergunta dos anos 60: “Beatles ou Stones”?
“Take your time, hurry up, the choice is yours...” [Vá com calma, apresse-se, a escolha é sua...]
- Está bem – diz ele. - Nirvana.
- Pearl Jam.
Pausa.
- Eddie Vedder é mais sexy do que Kurt Cobain – explica Esmé. – Principalmente porque ele ainda está vivo.
Pete se pergunta se esse desacordo pode pressagiar outros rachas, mais sérios. Entretanto, ele conclui que respeita sua preferência pelos vivos em relação aos mortos.
(Nirvana nunca mais, páginas 150-151).

Tirem as camisas de flanela xadrez do armário e sejam felizes!
Bjo!

4 comentários:

Aymée Meira disse...

eu fiquei muito interessada nesse livro... =x adoro Nirvana... fiquei tentada com o título e sua resenha.
beijos
boa sextaaaaaa
tem post novo no macchiato,
corre lá ;)

http://thislovebug.net/macchiato

Gabriela Orlandin disse...

Oi! Nunca tinha ouvido falar desse livro, e me interessei até a parte que você citou que o autor não sabia como terminar a história. Ali me pareceu que o autor deu mais ênfase à história do rock em geral do que à construção do personagem. Então, acho que preferiria assistir um filme nesse estilo, haha!
Beijos.

danamartins disse...

Não conhecia o livro. Gosto quando tem essa mistura entre música e a história. Gosto até mais do que eu devia. haha

Hannah disse...

Nossa, Mi, não conhecia esse livro, vou atrás.

Você leu Mais Pesado Que o Céu?, achei muito bom (tenho o ebook, caso queira), li tbm a bio do Grohl, This Is a Call, mas não gostei.

Pior que eu gosto muito mais de Pearl Jam do que de Nirvana, na verdade só fui atrás desses livros para ver se era birra minha não gostar de Nirvana, hehehehe. E não é. Continuo não gostando :)

Bjs