segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Resenha: Eu me Chamo Antônio


Antônio é personagem de um romance que ainda vai ser escrito. Frequentador assíduo dos bares, ele despeja comentários seus sobre a vida, suas alegrias e tristezas, em frases e desenhos rabiscados em guardanapos com grandes doses de irreverência e pitadas de poesia. (texto da contracapa)

Antônio é o alter ego do escritor Pedro Gabriel, que usa suas experiências e observações feitas em noites passadas em balcões de bar e registradas em guardanapos de papel com muito talento e sensibilidade. Nesses pequenos pedaços de material descartável, ele rabisca, desenha, coloca seus sentimentos e reflexões (ou seriam os de Antônio?).

Divididos em capítulos que começam com a atração à primeira vista, passam pelo encantamento e pelo rompimento, mostram a superação da mágoa e as expectativas do futuro, os guardanapos contam a história desse personagem tão simples quanto encantador e poderiam perfeitamente ilustrar as fases da vida de qualquer pessoa que já se apaixonou um dia.

Mas as criações de Pedro Gabriel também podem ser lidas aleatoriamente. Além do tema romântico, suas frases também falam de outros sentimentos, como a esperança, e seus poemas brincam com a forma gráfica das palavras e sua sonoridade. Com muita habilidade, o autor usa seu interesse e familiaridade com os vocábulos para nos emocionar, fazer rir e pensar.

Não sou grande fã de poesia, mas não pude deixar de ficar curiosa ao ver tantos guardanapos do autor circulando pela internet. Visitei a página de “Eu me chamo Antônio” no Facebook (o trabalho de Pedro Gabriel também pode ser visto no tumblr) para saber um pouco mais do que se tratava e me interessei. E ainda teve o texto que ganhou meu coração, no autor fala da relação entre sua miopia, o astigmatismo e a timidez. Identificação total.

Mesmo com medo de não conseguir ler alguns guardanapos (tenho muita dificuldade com letras desenhadas, até aquelas iniciais rebuscadas de livros e documentos, sabem?), decidi arriscar. E gostei da experiência. Achei muito bacana o autor esperar tal dificuldade e ter colocado legenda de todos os textos nas últimas páginas do livro. Foi bastante útil para mim. As fotos que complementam os textos dos guardanapos foram escolhidas com cuidado e enriquecem ainda mais a seleção.

Um livro para todos os momentos. Para ler e reler.


Este livro foi lido como parte da parceira com a Intrínseca.

12 comentários:

Maura C. Parvatis disse...

Eu li alguns dos guardanapos, a maioria compartilhada pelos amigos, mas nunca me interessei em ler mais... Não rolou aquela identificação, sabe, meu coração não amou tanto quanto outras pessoas, rs. Mas gostei/gostava do que lia por acaso, rs.

:*

livroseoutrasfelicidades disse...

Um livro bom para ler aos poucos?

Eliana Lee disse...

Conheci esta coisa linda este ano, através do Instagram (ele também utiliza as legendas por lá... para a gente não se atrapalhar). Mal posso esperar para ter meu exemplar. É simplesmente demais!

Patrícia Di Carlo disse...

Adoro os guardanapos do Pedro/Antônio!!!
E também quero um livro pra chamar de meu! ;o)

Xerinhos, lindeza!!

Sarah disse...

Que interessante Mi! Tb não sou muito fã de poesia, mais pelo estilo mesmo do que pelo conteúdo. O livro todo é assim nessa linha? Fiquei curiosa pelos guardanapos na internet rs... Ah, e adorei a capa do livro!

mm amarelo disse...

Michelle, o livro parece ser tão lindo. Estou lendo agora "O jogo da Amarelinha" que tem essa estrutura, pode ser lindo de forma linear, capitulo a capitulo, ou como indica Cortázar, pulando. Acho que isso deixou o livro infinito, sinto que "EU me chamo Antônio" tem essa vibe. Muito curiosa para ler!
beijo grande,
Maira
Ps: participando do sorteiooooo! :D

Tati disse...

Acho que esse é um daqueles livros de bonitezas né, que abrem um sorriso quando você abre aleatoriamente. Pelo menos é isso que acontece comigo quando me deparo com um guardanapo do Antônio no facebook :D

Adorei a reseha MiG <3
Beijos!

Sam disse...

Ao que tudo indica, este livro deve ser uma coisa maravilhosa. uma amiga minha me falou dele e me pediu de natal, mas se eu comprar acho que vou ficar pra mim haha
Afinal, quem é que não escreve em guardanapos em bares e restaurantes,não é? Pode até ser uma bobagem, um rabisco, mas eu, pelo menos, sempre escrevo!
Beijos

Paula Cardoso disse...

Acho tão bonito quando as pessoas conseguem representar os mais diversos sentimentos através das delicadezas mais improváveis . Sou fã do trabalho do Pedro Gabriel . Quero muito ler esse livro !

Michelle disse...

Maura,
O legal do livro é que não só mensagens de amor. Tem pra todo gosto ;)

Julia,
Eu li de uma vez, mas talvez algumas pessoas prefiram ler aos poucos, ou de forma aleatória. Dá para agradar a todos.

Eliana,
As legendas foram a minha salvação em alguns casos. E os guardanapos do FB me conquistaram.

Paty,
Fica na torcida então!

Sarah,
Como eu disse ali no outro comentário, também fui fisgada pelos guardanapos da internet, mesmo sem ser fã de poesia. Mas o trabalho é tão bonito que me encantou. Vale a pena dar uma chance ;)

Maira,
Exatamente! A estrutura do livro permite leituras infinitas. Quero ler esse da amarelinha um dia.

Tati,
Bem assim. Você está lá vagueando na internet (ou virando páginas do livro) e, sem perceber, está sorrindo.

Sam,
Hahaha... querendo ficar com o livro da amiga? Faz o seguinte: dá o presente e depois pega emprestado ;)

Vanilda disse...

Acho que é aquele tipo de livro para ir lendo aos poucos, relendo. É a primeira resenha que leio dele e confesso que não tinha muita ideia dessa coisa dos guardanapos mas achei a ideia bem original e tenho muita curiosidade para ler.

Tarsila Martins disse...

Esse livro parece ser muito bom. Adoro poesia! Vi alguns guardanapos no facebook e achei muito interessante. A história de uma pessoa ser escrita em guardanapos me intriga bastante e me faz ficar cada vez mais curiosa.
Quero ler o mais rápido possível!
Beijos!

http://temponaoperdido.wordpress.com/