segunda-feira, 25 de julho de 2011

Leia o Livro, Veja o Filme: Água para Elefantes

SINOPSE:

É a história de Jacob Jankowski, jovem que perde os pais em um acidente e, por isso, decide cair no mundo, antes mesmo de fazer os exames finais da faculdade de Medicina Veterinária. Ele acaba se juntando ao circo dos Irmãos Benzini como tratador dos animais e apaixona-se por Marlena, a estrela principal do circo e esposa de August, o gerente do setor de animais. Existe ainda um outro elemento fundamental à história, que surge lá pela metade do livro e que é responsável pela virada no enredo e mudança de atitude de Jacob: a elefanta Rosie.

COMPARAÇÃO: Contém spoiler!!!
O LIVRO: Água para Elefantes (Sara Gruen) [Canadá]


Mantendo a tradição, o livro é infinitamente superior ao filme.

Primeiro porque o livro mostra o cotidiano de Jacob, agora com 90 ou 93 anos (ele não sabe ao certo), na casa de repouso. Sua rabugice e discussões com outros velhinhos e com as enfermeiras são hilárias.

Segundo porque o livro mostra bem claramente a realidade da vida no circo: pobreza (exceto para os donos, claro), condições de trabalho precárias, maus tratos (tanto de pessoas como de animais), humilhação (pessoas com deformidade física são vendidas e expostas como atração – as aberrações), abusos (pessoas são jogadas do trem em movimento quando não conseguem mais trabalhar e animais trabalham até morrerem de exaustão).

Terceiro porque o livro traz mais detalhes sobre o período em que se passa a história: o fim dos anos 20 e começo dos anos 30, na época da Lei Seca e da Grande Depressão dos Estados Unidos.

O FILME: Água para Elefantes (Francis Lawrence) [Áustria]



A adaptação até que é boa, embora, como sempre, acabe passando a falsa ideia de que tudo no mundo do circo é glorioso e belo, de que todos são felizes e de que o único caso de violência contra os animais ocorre num dos acessos de raiva de August, o que obviamente não é bem assim.

Mas, de tudo, há duas modificações no filme que acho que comprometeram a história:

1- A cena em que Jacob descobre que a elefanta só entende polonês é totalmente sem sentido no filme. Do nada, ele pede, em outra língua, para Camel levantar a perna e a elefanta que estava deitada ali ao lado levanta sua pata. Mas em momento algum antes disso ele tinha conversado com Camel em outra língua ou mencionado sua origem. Ficou forçado.

2- No livro, o dono do circo é o Tio Al e não August, o marido de Marlena. No filme, os dois personagens foram unificados na pessoa de August. Isso me incomodou, principalmente no final da história, já que, depois que August agride Marlena, é Tio Al quem chantageia Jacob, pois descobriu que ele estava escondendo Camel, e então obriga Jacob a convencer Marlena a voltar para August, para que os atritos entre eles não atrapalhassem as apresentações. No filme, obviamente isso não existe. Pior, a briga entre Jacob e August, que deixa este último com o rosto deformado e o impede de se apresentar com Rosie, também é modificada. A não apresentação de Rosie durante vários espetáculos é um evento importante. O filme acelera o final e não mostra uma série de incidentes que, somados, levaram ao trágico desfecho.

OPINIÃO: Leia o livro; dispense o filme.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Prato do Dia: Batata Suíça ou Rösti

Oi, gente!

Faz tempo que não posto um Prato do Dia...
E faz mais tempo ainda que estava a fim de comer batata suíça...
Como o bar onde eu costumo comer a tal batata fica longe de casa (ainda bem!) e como fico com preguiça de atravessar a cidade só para comer, acabo adiando o petisco.

Eu já tinha visto umas receitas na internet mas, sabe-se lá porque, achava que era difícil de fazer.
Engano meu!! Além de ser superfácil de fazer, ainda é rápida de preparar e uma delícia de comer, lógico!
Aproveitei que tinha uma dia relativamente sossegado, me enfiei na cozinha com a receita na cabeça e:

Voilà!!! 


A receita tirei DAQUI e, claro, fiz umas adaptações. Basicamente, só troquei o recheio (a minha versão foi recheada com mussarela, azeitonas verdes e orégano) e deixei as batatas por 8 minutos cozinhando na água. De resto, é só seguir as etapas de preparação da receita original que dá certinho.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Presidenta NÃO!!!!

Já faz tempo que essa coisa de chamar Dilma de presidenta vem castigando meus ouvidos e me irritando...
Ontem recebi um e-mail simples e muito explicativo que esclarece com bom humor a questão.
Reproduzo aqui as palavras de Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná:

No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.


Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionarem à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.


Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.


Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".


Um bom exemplo do erro grosseiro seria:


"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".


Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse essa informação.

Ficou claro agora?
Então vamos divulgar...
Bjo

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Discos que Ouvi Até Gastar: Guns N' Roses - Appetite for Destruction

Hoje é o Dia Mundial do Rock!


Para celebrar, decidi tomar vergonha na cara e fazer um post que venho adiando há um bom tempo. Inauguro hoje a seção Discos que Ouvi Até Gastar, trazendo sempre um disco que morava no meu aparelho de som.

Para começar em grande estilo, o disco que me fez começar a gostar de rock, que me mostrou um mundo novo, que serviu de base para meu gosto musical e que, de alguma forma, fez de mim o que eu sou: Guns N' Roses - Appetite for Destruction.


Sim, minha gente... muito antes de ser a piada que se tornou atualmente e mesmo antes de ser “a banda mais perigosa do planeta” (me lembro que eles disputavam o título com o Metallica) na época do álbum duplo Use Your Illusion, GNR foi uma das primeiras bandas de rock que ouvi e, com certeza, a primeira que me fez querer ouvir mais e mais, lá nos idos dos anos 80, quando eu tinha uns 11 ou 12 anos. Um amigo me emprestou uma fita K7 (sim... muuuuito antes dos CDs e mp3), eu levei pra casa, escutei e pensei "Caramba! Que banda é essa? Que som é esse? Que diabos eles estão falando?". Providenciei uma cópia da fitinha e mais tarde acabei comprando uma original que, literalmente, gastei de tanto ouvir. A coitada acabou desenrolando várias vezes de tão gasta....

Appetite for Destruction marcou uma era, a começar por sua capa nem um pouco sutil, que acabou sendo proibida e ganhou novas versões em vários países. Suas faixas são um passeio. Este é um daqueles discos que você ouve inteiro, sem pular nenhuma música, reconhecendo cada uma delas já nos primeiros acordes. Aliás, é isso o que torna essas músicas clássicos inconfundíveis. Que atire a primeira pedra quem nunca cantarolou involuntariamente Sweet Child O’Mine ou ficou com a música na cabeça após ouvir os acordes iniciais.

Mas GNR era muito mais que isso. Além das baladas românticas e riffs inconfundíveis, o Guns era mestre na arte da ofensa. Mantendo a fama de mau e pondo em prática a tríade "sexo, drogas e rock n' roll", o Guns vivia metido em confusão na vida real e, em muitas de suas músicas, usava com desenvoltura uma vasta lista de palavrões, xingamentos e palavras ofensivas. Devo a eles minha iniciação no mundo superdidático das palavras proibidas nos cursinhos de inglês. Lembrem-se, era uma época em que não havia internet e em que o acesso às letras de música se dava pelos folhetinhos de letras traduzidas do Fisk (ainda existe isso?) ou revistas especializadas. Como obviamente os palavrões ficavam de fora dos folhetinhos do Fisk, eu gastava uma boa grana em revistas de letras de música que, agora eu percebo, traziam umas traduções bem ruins, mas era o que se podia arranjar. E o Guns era uma ótima fonte de vocabulário de baixo calão, afinal, que outra banda poderia me oferecer diversos sinônimos para drogas, prostitutas e bebidas (além de outros termos mais chulos)?

E é por isso que neste Dia Mundial do Rock eu gostaria de agradecer ao Guns N’ Roses por ter guiado meus primeiros passos pelo mundo do rock, por ter criado baladas que me faziam acreditar no amor, por ter me apresentado o lado mais barra pesada da vida e por ter permitido que eu ampliasse meus conhecimentos linguísticos, por permitir que eu desse vazão à rebeldia adolescente e, principalmente, por criar pérolas do rock que ainda hoje carrego comigo no mp3 e que alegram meus dias, embora tragam uma certa nostalgia...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Leia o Livro, Veja o Filme: Cem Escovadas Antes de Ir Para a Cama / Cem Escovadas Antes de Dormir

O LIVRO: Cem Escovadas Antes de Ir Para a Cama (Melissa Panarello) [Itália]



O livro é uma mistura de fatos e ficção sobre relatos de experiências sexuais vivenciadas pela autora, Melissa Panarello, entre seus 15 e 16 anos.

Tudo começa quando Melissa vai a uma festa onde também está Daniele, rapaz por quem Melissa é apaixonada. Surpresa por ele prestar atenção nela, a garota fantasia um romance de conto de fadas, mas é trazida rapidamente à realidade pelo modo como Daniele a trata: um simples objeto sexual.

Destratada desde essa sua primeira experiência, ela passa a buscar continuamente relacionamentos em que descaso, abuso e humilhação dão o tom, permitindo assim que ela fuja do tédio e da mesmice dos seus dias. Sem pudor algum, ela participa dos mais diversos jogos sexuais e perversões e os narra em seu diário.

As cem escovadas do título fazem referência a um ritual de purificação infantil: Todos os dias, ao voltar para casa após mais uma sessão de humilhação, ela senta-se diante do espelho e escova os cabelos, seguindo uma história que conhece desde muito pequena e que diz que essa é a forma de uma princesa atrair seu príncipe encantado.

Opinião (contém spoiler):
Imagino que, como toda adolescente, ela seja curiosa e tenha uma visão romântica demais das coisas. Ao se deparar com o mundo real, ela fica perdida e decide “dar o troco” (de um jeito totalmente sem lógica) e entregar aos homens (e, eventualmente, mulheres também) apenas seu corpo, enquanto, no fundo, espera por seu amor verdadeiro. Na prática, acho que ela não conseguiu alcançar o que pretendia e acabou apenas se machucando. O surgimento do príncipe encantado no final soa falso, mais difícil de acreditar do que certas aventuras narradas ao longo do livro.

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O FILME: Cem Escovadas Antes de Dormir (Luca Guadagnino) [Itália]



O longa baseado no livro pega beeeeem mais leve nas estrepolias de Melissa, afinal, se fosse exibir o que é descrito detalhadamente no livro, teria uma classificação indicativa para maiores de 18 anos e perderia boa parte do público adolescente atraído pela trama. Além de cortar algumas cenas mais picantes e de atenuar outras, o filme romantiza ainda mais a história, o que acaba, no fim das contas, dando ao “príncipe encantado” mais veracidade.

Há ainda a adição de um personagem que não existia no livro: a avó. No filme, é ela quem tem mais afinidade com a neta, quem a penteia e quem percebe que há algo errado com a garota. O pai de Melissa não aparece no filme, pois vivia viajando a trabalho. No entanto, sua presença nem faz diferença, já que, estando em casa ou não, os pais são sempre estão sempre distantes e ignoram o que se passa com a filha.

Opinião:
Em geral, gosto muito mais dos livros do que das adaptações cinematográficas, mas, neste caso, acho que a transição de “mulher-objeto com senso autodestrutivo que topa qualquer coisa” para “princesa de conto de fadas que encontra seu príncipe e vive feliz para sempre” é menos brusca, portanto, mais crível. Acaba sendo um filme de superação que resulta em romance da Sessão da Tarde.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Hummmmm!

Olás!

No fim de semana fui até a Liberdade e aproveitei para fazer umas comprinhas básicas.
Faz tempo que eu estava querendo fazer essa Panqueca de Cogumelos, então respirei fundo e enfrentei a muvuca do mercadinho para comprar os ingredientes.

O resultado foi esse aqui:

Aprovado!

Ainda no meu rolê na Liberdade, dei uma passadinha na Bakery Itiriki (ô lugar viu... impossível sair de lá sem comer nada!) e comprei várias guloseimas, entre elas esse cupcake:

Hummmmm!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Duas Doses de Comédia Romântica

Para não dizerem que só tem coisa pesada no blog, vou falar sobre duas comédias românticas que vi na semana passada.


A primeira foi “O noivo da minha melhor amiga” (Something Borrowed). Apesar do título genérico em português que é facilmente confundível com outros do gênero (Noiva do melhor amigo, Melhor amigo da noiva e coisas do tipo) e do clássico e manjado Pessoa A gosta da Pessoa B, que gosta da Pessoa C, que gosta da Pessoa A, dá para relaxar e dar umas boas risadas.

A história gira em torno de Rachel (Ginnifer Goodwin), uma advogada prestes a chegar à casa dos 30, que ganha uma festa surpresa da melhor amiga, Darcy (Kate Hudson). Inseparáveis desde a infância, Rachel e Darcy são como água e vinho: a primeira é toda tímida e focada na carreira, a segunda é atirada e põe a diversão sempre em primeiro lugar. Aliás, é a timidez de Rachel que a coloca numa sinuca de bico. Foi ela quem apresentou o garoto dos seus sonhos, Dex (Colin Egglesfield), que era seu colega na faculdade de Direito, a Darcy. Ele também tinha uma quedinha por Rachel, mas com Darcy entrando na jogada como um furacão e com Rachel batendo em retirada, ele acaba namorando Darcy e agora estão prestes a se casar. Na tal festa surpresa, uma série de acasos faz com que Rachel e Dex fiquem juntos. Os problemas surgem na manhã seguinte: o que fazer?

Aí começam as confusões. Tudo bem que a Rachel é tão certinha que irrita, mas fazer o que? Típica heroína ingênua desse tipo de filme. O que vale mesmo é a participação de John Krasinski (o superfofo-carinha-de-cão-carente Jim Halpert da série "The office") na pele de Ethan, amigo de Rachel que tenta fazê-la enxergar que está sendo passada para trás por Darcy e por Dex. A cena da praia é hilária! E ainda tem outros personagens impagáveis, como Claire (Ashley Williams), a amiga assanhada que tenta a todo custo conquistar Ethan, e Marcus (Steve Howey), um cafajeste de primeira que passa cantada até em vassoura se ela der mole.

Importante: Não deixe a sala antes do fim dos créditos!
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O outro filme que vi foi “Como arrasar um coração” (L’arnacoeur/Heartbreaker), ótima comédia francesa que conta a história de um trio formado por Alex (Roman Duris), sua irmã Melanie (Julie Ferrier) e seu cunhado Marc (François Damiens) e que tem um emprego inusitado: desfazer casais usando vários estratagemas e contando com o charme de Alex. Mas eles têm uma regra: Jamais desfazer um casal se eles estiverem felizes. Os três são contratados para evitar o casamento de Juliette (Vanessa Paradis) e Jonathan (Andrew Lincoln). Apesar de achar que eles foram feitos um para o outro, Alex acaba aceitando o trabalho, pois deve uma grana preta a uns maus elementos que estão correndo atrás dele para conseguir o dinheiro. E, enquanto tenta descobrir algo que indique a infelicidade de Juliette, acaba se apaixonando por ela.

As trapalhadas de Alex e seus comparsas e todos os micos que ele paga para seduzir Juliette fazem o filme. Impossível resistir à cena em que Alex reproduz a coreografia de Dirty Dancing para agradar seu alvo. Vale a pena!