sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Filmitcho: Paixão Suicida (Wristcutters: A Love Story)

Sinopse
Zia (Patrick Fugit) é um rapaz que comete suicídio por causa da namorada e passa a viver numa espécie de limbo dos suicidas. Nesse lugar estranho, ele faz amizade com Eugene (Shea Whigam), um ex-músico russo que mora com toda a sua família suicida. Depois de um tempo sobrevivendo no limbo, Zia descobre que sua ex-namorada, Desirée, se suicidou um mês depois dele. Eugene e Zia saem então em busca dela e no caminho encontram Mikal (Shannyn Sossamon), uma moça que afirma estar lá por engano. Juntos, eles saem em busca de Desirée e das pessoas encarregadas do lugar.


Embora o filme seja de 2006, nunca tinha ouvido falar dele e, se visse a péssima capa do DVD em português (comparem capas e vejam como acabar com um filme sem muito esforço...) junto com o título nada animador e a sinopse emo, certamente dispensaria sem nem dar uma chance ao coitado. E perderia uma ótima história. O filme é uma espécie de road movie non-sense pelo limbo de paisagens desbotadas. E como todo road movie, nessa viagem cada personagem está em busca de algo (Zia busca a ex-namorada, Eugene busca uma mulher que o ame, Mikal busca os responsáveis pelo engano), ou seja, mesmo depois de morta as repetem infinitamente os mesmos padrões de comportamento que tinham enquanto vivas.

A ironia é que no limbo tudo é bem parecido com a realidade em vida, porém pior: os empregos são medíocres, as casas são péssimas, os carros decadentes. E eles acabam se dando conta de que perderam muito mais do que achavam que tinham e passam a dar valor a coisas que passavam despercebidas: não há estrelas no céu do limbo e as pessoas perderam a capacidade de sorrir.

Mas apesar da temática do suicídio, o filme não é depressivo. É um filme bonito, em que a amizade, o romance e as descobertas vão surgindo sutilmente no desenrolar da história, conta com uma trilha sonora muito legal e ainda apresenta toques cômicos surreais como, por exemplo, os faróis impossíveis de consertar do carro de Eugene e o buraco negro debaixo do assento do passageiro. O próprio suicídio acidental de Eugene é impagável! Uma grata surpresa.

4 comentários:

Gabriela Orlandin disse...

Eu nuuunca assistiria o filme pela capa E pelo nome! Me parece daqueles que ficam mofando nas prateleiras das locadoras e ninguém nunca quer! XD Mas gostei mesmo da história, bem diferente. Me pareceu algo como: a punição por vc se matar é viver no limbo onde tudo é medíocre, por isso, não se mate, HAHA. Nem sei se tem algo a ver com isso, mas pareceu pra mim.
Beijos.

Kivia Nascentes disse...

Coincidência ou não, essa semana li algo do gênero, li "as virgens suicidas".
Gostei bem da idéia do livro, fiquei com vontade de assistir e ler, gosto muito do gênero, de filmes assim.

beijos e boa semana ^^

BrunaReis disse...

Realmente a capa é o nome estragam o filme e muita gente deve ter deixado de ver asiuhuahsiuahas
Mas a sua resenha quem sabe o salvou ;x
Beijos querida
Bruna
http://desbravandohistorias.com.br/

Mary Celeste disse...

Eu assisti esse filme pela primeira vez há uns dois anos por acidente, eu simplesmente amei, concordo que se fosse pela capa brasileira eu jamais assistiria. Mas esse filme é ótimo, eu ainda não sei explicar o efeito que esse filme faz em mim, eu apenas amo.