quarta-feira, 16 de abril de 2014

Filme: Uma Viagem Extraordinária


T.S. é um garoto de 10 anos que mora em um rancho em Montana. Apaixonado por ciências e dotado de uma inteligência muito acima da média, ele resolve um complicado problema envolvendo física e mecânica e ganha um importante prêmio, só que, para recebê-lo, terá que atravessar sozinho o país.


Com uma narrativa delicada e um visual colorido que lembram os filmes de Wes Anderson, o francês Jean-Pierre Jeunet (diretor do igualmente fofo “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”) conta a história do pequeno T.S. (Kyle Catlett), gênio-mirim que se sentia deslocado na escola e diminuído em casa diante dos olhos do pai, um cowboy durão que se orgulhava ao se ver refletido em Layton, irmão gêmeo de T.S., mas que em nada se parecia com o protagonista.


T.S. se divertia fazendo cálculos e construindo engenhocas, enquanto Layton preferia usar seu laço e treinar sua pontaria em qualquer coisa que se movesse; Se T.S. era tímido e pequeno demais para a idade, Layton era forte e destemido. De tão diferentes, nem pareciam gêmeos. No entanto, mesmo com características tão distintas, os irmãos estavam sempre juntos. Até que um acidente durante uma tarde de brincadeiras termina na morte de Layton. E em T.S. se sentindo culpado.


Por isso, a viagem para receber o prêmio é mais motivada pela vontade de T.S. fugir de sua culpa do que pela honra de ter seu trabalho reconhecido. E, em sua jornada, o menino enfrenta perigos reais, encontra personagens estranhos e encantadores e se reaproxima do irmão morto. Tudo em um clima de fábula que arranca sorrisos e lágrimas na mesma proporção.


Além disso, é muito interessante ver como a fama sobe à cabeça das pessoas. A subsecretária da instituição acadêmica, que acolhe T.S. com carinho quando ele chega acabado ao seu destino e que se empenha em fazer valer a premiação diante do assombro de ter um homenageado tão jovem, após ficar sob os holofotes, se transforma em um monstro que só quer promover a si mesma. Triste, porém real.


Vale destacar ainda a peculiar família de T.S.: a mãe, vivida por Helena Bonham Carter, é uma entomologista renomada que, sabe-se lá porque, se encantou pelo homem simples e teimoso que é o pai de T.S. e foi morar no meio do nada. Há ainda a irmã mais velha, louca por concursos de beleza e por ser famosa, que se frustrada por morar no campo com um monte de gente esquisita. Eles formam um grupo de personagens excêntricos, cada qual lutando do seu jeito para superar a morte de Layton. A viagem de T.S. acaba sendo também uma jornada de reestruturação familiar.


“Uma Viagem Extraordinária” faz parte do Festival Varilux de Cinema Francês 2014, que está rolando em várias cidades brasileiras. Veja AQUI a programação da sua cidade.

Lindo, lindo, lindo! Para todas as idades.



Trailer legendado em inglês ou francês:

2 comentários:

Marijleite disse...

Só de ler seu post sobre o filme já me encantei muito, adoraria assisti-lo. Muito bom seu post!

petalasdeliberdade.blogspot.com

Aline Aimée disse...

Estava planejando assisti-lo esse fim de semana. Parece bem bacana, pelo que vc falou.
:)