sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

[Do fundo do baú] Filme: Looper


Em 2042, viagens no tempo são uma realidade. Uma seleta clientela de criminosos faz uso desse artifício com um propósito bem definido: sumir com corpos sem deixar vestígio, enviando-os para o presente, onde um looper faz o trabalho sujo. Loopers são assassinos bem pagos que recebem as coordenadas de local e horário onde um alvo vai aparecer, e a única regra que têm que seguir é: jamais deixe um alvo escapar. Tudo parece muito simples: receber instruções, matar a pessoa e se aposentar aos 30 anos. No entanto, quando o looper Joe (Joseph Gordon-Levitt) reconhece a si mesmo (Bruce Willis) como alvo e o deixa escapar, as coisas saem de controle, e ele tem que fazer de tudo para cumprir sua tarefa e restaurar a ordem no futuro.


A primeira metade de filme situa o espectador no ambiente caótico do presente e explica a dinâmica de trabalho dos loopers. É nessa parte também que acontece a escapada do Joe do futuro e um encontro entre ele e o Joe do presente, quando o mais velho tenta convencer o mais novo a não matá-lo apelando para o lado sentimental do garoto e também tentando assustá-lo com o futuro sombrio que o aguarda quando o “Rainmaker” assumir o controle. Obviamente Joe do futuro não consegue fazer Joe do presente mudar de ideia e, então, tem início a perseguição.


Até aí, parecia apenas mais um filme de ação com toques de ficção científica. No entanto, a entrada de Sara (Emily Blunt) e de seu filho Cid (Pierce Gagnon) na história muda completamente o rumo das coisas. A perseguição entre os Joes continua, mas passa a ser secundária. O objetivo e o alvo agora são outros. Não vou falar mais nada para não estragar a surpresa, mas vou dizer que em sua metade final o filme envereda por campos mais filosóficos, como se o ambiente pode mudar um indivíduo, o que faz uma probabilidade se tornar real e onde fica o livre arbítrio, apresentando ainda a velha máxima das consequências das viagens no tempo: uma pequena alteração no passado pode causar grandes mudanças no futuro.


“Looper” foi uma ótima surpresa para mim, já que eu não esperava grande coisa do filme. Na verdade, eu tinha até receio de assistir, pois ainda guardo na memória a decepção que tive com “Substitutos” (Surrogates), um outro filme de ficção científica que tinha justamente Bruce Willis interpretando duas versões de um mesmo personagem (a versão mais jovem usava uma peruquinha ridícula!). Ainda bem que a presença do Joseph Gordon-Levitt me fez dar uma chance ao filme. Também vale ressaltar que, milagrosamente, o filme tem roteiro original, isto é, não é mais uma das milhares de adaptações de livros que têm invadido os cinemas. Sem contar que, de quebra, acrescentei mais um ator-mirim à minha lista das crianças mais assustadoras em filmes…


Recomendo para fãs de Minority Report, Efeito Borboleta, A Máquina do Tempo, O Exterminador do Futuro e todos os filmes que abordam viagem no tempo e previsões do futuro.

Beijo e até a próxima!

Trailer legendado:
[Post editado. Veja AQUI o texto originalmente publicado em 28/11/2012 no Equalize da Leitura] 

2 comentários:

Maura C. Parvatis disse...

Oi, Mig.
Eu comecei a ver esse filme umas duas vezes, mas precisei fazer alguma coisa e não continuei. Fiquei com vontade de terminar após sua resenha! Depois digo se curti, mas acredito que sim porque adoro esse tipo de filme xD

Beijos

Michelle disse...

Maura,
Veja sim. E me conta depois ;)