sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Filme: Cantando da Chuva (Singing in the Rain)


Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) formam uma das duplas de atores mais famosas de Hollywood e, segundo as revistas de fofoca, o casal vive um romance fora das telas também. No entanto, o reinado da dupla é ameaçado pela chegada do som ao cinema, já que Lina, embora se ache irresistível, tem uma voz estridente péssima e uma pronúncia de dar dó. A solução, que aparece por acaso, é a bailarina e corista Kathy Selden (Debbie Reynolds), que chega para salvar a produção do primeiro filme falado do estúdio, mas acaba despertando a inveja de Lina.


Kathy e Don se conhecem quando ele, ao fugir de fãs enlouquecidas, acaba dentro do carro conversível de Kathy, que não o reconhece imediatamente e quer chamar a polícia. Depois de desfeito o mal-entendido, ela revela ser uma aspirante a atriz de teatro, fala mal do cinema e das caras e bocas dos atores de filmes mudos, elogia atores de teatro que interpretam textos dos grandes escritores, como Shakespeare e Ibsen. Obviamente, Don se sente ofendido com tudo isso, mas não deixa de admirar a audácia da garota. E, claro, cai de amores por ela.


Quando O Artista ganhou o Oscar de Melhor Filme de 2012, vi muita gente reclamando, dizendo que se tratava de cópia de “Cantando na Chuva”. Não acho que seja exatamente uma cópia, mas ambos abordam o mesmo período da história do cinema: o fim da era dos filmes mudos. A corista que salva o filme também é algo comum às duas histórias, porém, as semelhanças param por aí. "Cantando na Chuva" é um musical muito superior ao seu irmão mais novo, mas considero válidas as duas homenagens à era de ouro do cinema.


Uma coisa que achei bem divertida em “Cantando na Chuva” são as peripécias que a equipe de filmagem faz para conseguir captar o som nas cenas: escondem microfone em arbustos, colocam dentro do vestido (e olha que era um microfone gigante!), camuflam em enfeites... e, mesmo assim, a voz dos atores saía falhada. Além disso, a equipe ainda teve que enfrentar problemas de falta de sincronia entre imagem e som e descobre uma falha grave que nunca havia sido notada: a pobreza das falas dos personagens.


Para contornar os problemas citados acima, e tentando diminuir os prejuízos do filme que já havia sido quase todo rodado e estava às vésperas da estreia, decidem dublar as falas dos atores (e é aí que entra Kathy). Na verdade, é ela quem dá a ideia e ainda sugere transformar o filme em um musical. Como era de se esperar, Lina não fica nada feliz com essa história...


Quanto aos números musicais, os meus favoritos, além daquele que dá nome ao filme, são os que têm Cosmo Brown (Donald O’Connor) como protagonista. Cosmo é o músico responsável pela trilha sonora do filme a ser lançado e amigo de infância de Don. De sua boca saem as tiradas mais engraçadas e ele protagoniza os números mais divertidos, incluindo cenas dignas de comédia pastelão (adoro!). As cenas que se passam na sala do fonoaudiólogo são hilárias! Como sempre acontece nesse tipo de filme, os duetos românticos são os números de que menos gosto.


Resumindo, “Cantando na Chuva” é um clássico imperdível, com ótimas canções e atores carismáticos e merece ser visto por todos que apreciam a sétima arte.

6 comentários:

João disse...

Desses filmes considerados grandes clássicos, o único que não me decepcionou nem um pouquinho e, pelo contrário, se tornou um dos meus favoritos, é Cantando na Chuva. Pra quem acha que o filme é só a música que lhe dá nome (como eu achava), é uma surpresa e tanto ver uma história tão bem construída, com boas atuações, música boa, engraçado, enfim, um filme obrigatório.

Como você disse, os momentos mais engraçados são quando eles estão tentando se adaptar à nova tecnologia, e os erros de sincronia que surgem são hilários.

Sinceramente, deixa O Artista no chinelo. E olha que eu achei O Artista um filmaço!!!

Ana Leonilia disse...

Oi, Michelle :) Como você disse, "Cantando na Chuva" é um clássico imperdível e eu preciso assistir! Tenho certeza que vou gostar, pois eu amei "O Artista"!

Gostei de saber que, embora os filmes acima abordem o mesmo período da história do cinema, cada um tem a sua particularidade. :D

Bjs ;)

Jacqueline Braga disse...

clássico é clássico, mas meu marido odeia filmes musicais, com isso as minhas chances de assistir ao lado dele sempre são pequenas :( eu amo filmes assim, e tenho que aproveitar que ele está trabalhando em outro estado,para atacar esses filmes rs
bjos

Mareska disse...

Morro de vontade de ver esse filme, mas parece que sempre surge alguma coisa pra fazer antes. Shame on me, porque sei que é um desses filmes que a gente simplesmente TEM que assistir!

Michelle disse...

Oi, João!
Eu gostei dos 2 filmes, mas obviamente Cantando na chuva leva vantagem, pois foi o primeiro a levar para as telas os perrengues que artistas e equipe técnica enfrentaram para se adaptarem à nova realidade, e também por fazer isso de forma genial.

Ana,
Acho que você vai adorar. Não deixe de ver!

Jacque,
Aqui em casa também é assim. Sempre que tenho a chance, escolho filmes para assistir sozinha...hehe.

Mareska,
É verdade. Sempre surge alguma coisa para atrapalhar. Eu demorei um tempão até conseguir ver, mas não me arrependi.

bjo!

Raíssa disse...

Acho que "Cantando na Chuva" foi o primeiro musical que eu assisti e o Gene Kellyse tornou um dos homens da minha vida. xD

É um dos meus filmes preferidos, assisto sempre, e claro, precisei comprar. ^^" Não vi "O Artista" ainda, e nem tava sabendo dessas reclamações da galera, tinha lido apenas coisas boas sobre o filme... Preciso ver ainda.

O mais legal é saber que a Debby Reynolds é mãe da princesa Leia. (pã!)

bjs!