sexta-feira, 30 de novembro de 2012

E o tema é... Cinco Filmes Nacionais


Oi, gente!

No "E o tema é..." de hoje vou apresentar 5 filmes nacionais muito bacanas para vocês. Preparados?

Reflexões de um Liquidificador (2010)
“Não ser gente já é uma forma de ser feliz”.
Quem profere a pérola de sabedoria acima é ninguém mais, ninguém menos que o Liquidificador (voz de Selton Mello), narrador da história e cúmplice dos últimos acontecimentos que mudaram a vida de Elvira (Ana Lúcia Torre) e Onofre (Germano Haiut), o casal dono da casa. Ao longo da trama, o Liquidificador revela quando ganhou consciência, conta sobre sua descoberta do mundo e faz observações sobre a natureza humana. Um dos melhores filmes nacionais que vi recentemente e um dos mais criativos e inusitados também, explorando um gênero totalmente esquecido pelas produções brazucas: o realismo fantástico. Não deixem de ver! 

Como Esquecer (2010) [#vejamaismulheres]
“Você conhece alguma coisa mais real do que um fantasma?”.
Júlia (Ana Paula Arósio) é uma professora universitária de literatura que vive assombrada pelo fantasma do ex-relacionamento. Depois de viver 10 anos com Antonia, a companheira rompe a relação e vai embora, deixando Júlia afogada em lembranças, tristeza e dívidas. Para tentar solucionar pelo menos a parte financeira, ela vai dividir uma casa com o amigo Hugo (Murilo Rosa) e com a amiga dele, Lisa (Natália Lage). Com três personalidades tão distintas vivendo sob o mesmo teto, logo surgem os problemas. No entanto, a convivência forçada se mostra um santo remédio e dá início a uma série de transformações na vida de Júlia. Mais um ótimo filme nacional pouco conhecido, que trata de superação, amor e amizade de forma delicada. Lindo!

Estamos Juntos (2011)
“O céu caiu nas nossas cabeças. Para ver as estrelas, temos que olhar de cima para baixo”.
O filme começa com uma visão panorâmica espetacular, com a cidade de São Paulo surgindo por entre as nuvens, como num sonho. Porém, logo descemos das nuvens para enfrentar a dura realidade junto com a protagonista Carmen (Leandra Leal), jovem médica residente e futura cirurgiã-chefe totalmente dedicada ao trabalho. Quando parece que seu sonho de vencer na cidade grande está próximo de se realizar, Carmen descobre que tem uma doença séria que pode frustrar seus planos. Perdida em uma terra estranha, ela conta apenas com seu pequeno círculo social: o amigo de infância Murilo (Cauã Reymond) e a colega de trabalho Elisa (Débora Duboc). Enquanto tenta dar um rumo a sua vida, ela se envolve com Juan (Nazareno Casero), músico argentino amigo de Murilo, com o movimento dos sem-teto e com um homem misterioso que está sempre presente. Embora misture assuntos demais, vale conferir o trabalho da Leandra Leal nessa história de forasteiros.

Riscado (2010)
“Eu quero fazer um filme que fale de mim porque é o que eu mais conheço. E, falando de mim, espero que ele possa falar um pouco de todo mundo”.
Bianca (Karine Teles) é uma atriz que busca a oportunidade de brilhar. Enquanto esse dia não chega, ela trabalha duro em uma empresa de eventos, encarnando os mais diversos personagens e aguentando muito desaforo e falta de educação para pagar as contas. À noite, em casa, ela dá asas à imaginação e se coloca como protagonista das histórias que inventa. Um dia, Bianca é selecionada para participar de um filme francês e o diretor, encantado com a história de vida da atriz, cria o roteiro com base nessas experiências e a coloca no centro dos holofotes. Será que finalmente Bianca terá seu talento reconhecido? Será que ser uma atriz de porte internacional faz parte do seu riscado? Uma ótima história de luta pelos sonhos e de como a sorte tem papel decisivo.

Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (2010)
“Seis semanas são como seis gotas de um calmante poderoso, que não resolve a dor, mas tranquiliza o juízo”.
José Renato (Irandhir Santos) é um geólogo de 35 anos que atravessa o sertão nordestino em uma pesquisa de campo para avaliar a viabilidade da construção de um canal a partir do desvio das águas de um grande rio da região. Enquanto narra seu diário de viagem, ele mistura informações e relatos técnicos e objetivos com observações emotivas sobre as condições dos terrenos e de seus moradores. As paisagens secas que se repetem infinitamente e o vazio das estradas refletem o interior do personagem, que enfrenta o fim de uma relação amorosa. Apesar da desolação do percurso e do desamparo emocional, ele segue em frente, enquanto passa por transformações. Impossível não se envolver com a história de José Renato. Imperdível!

2 comentários:

Jacqueline Braga disse...

Oie Mi
adoro a atriz Ana Lúcia Torre, só essa cara dela já me faz dar risadas. Bom saber que o filme tem o enredo bem explorado.
bjos

Gabriela Orlandin disse...

Fico indignada quando vejo posts que falam sobre ótimos filmes nacionais, porque eles nunca são divulgados - ou eu que nunca vejo. Só divulgam mesmo quando tem violência ou mulher pelada. Aff. Bom, eu adorei todos, mas os dois primeiros me chamaram mais atenção. E, definitivamente, tenho que ver o do liquidificador. Nunca imaginei um filme brasileiro com essa temática :D
Beijos!