quarta-feira, 31 de julho de 2013

Filme: Uma História de Amor e Fúria


História de um homem que atravessa os séculos em busca da mulher de sua vida, Janaína. Em quatro períodos marcantes da História do Brasil, o herói enfrenta diversos desafios, sempre em nome da liberdade e do amor.

“Viver sem conhecer o passado é andar no escuro”.

O filme começa em 1566, e mostra o protagonista na pele de um guerreiro tubinambá e seus esforços para salvar a tribo das garras dos portugueses na época do descobrimento e evangelização. Depois, acompanhamos sua luta no Maranhão, ao lado de outros trabalhadores rurais, contra a exploração do governo e dos escravocratas. Reencontramos nosso amigo em 1968, participando, mais uma vez, de um movimento popular revolucionário, agora contra a ditadura. Por fim, mergulhamos nas aventuras do herói em um Rio de Janeiro futurista, no ano de 2096, quando o bem mais precioso e escasso do planeta é a água, aumentando o já monstruoso abismo social.


Quando vi o trailer no cinema, fiquei maravilhada e ansiosa para conferir a história. Se uma animação nacional adulta já é um ótimo motivo para comemorar, imagine então uma que apresente fatos históricos do nosso país de uma forma interessante, sem aquele tom educativo em excesso...


E é exatamente isso que o filme entrega: História, com H maiúsculo, em uma trama envolvente e dinâmica que mistura tradições e lendas indígenas com ficção científica. O filme me lembrou um pouco “Fim da Eternidade”, do Asimov, e também “Efeito Borboleta”, já que em ambas as histórias o mocinho tenta de todas as formas burlar o sistema, a lógica, a morte, enfim... tudo para ficar com sua amada.


Quanto ao visual, não há o que criticar. Simplesmente lindíssimo, com uma pegada bem macabra nas cenas dos pesadelos do narrador. A única coisa que me incomodou foi a curta duração. Eu geralmente reclamo dos filmes longos demais, mas, neste caso, acho que uns minutos adicionais seriam proveitosos, pois em alguns momentos tive a impressão de passagem abrupta de cena para outra.


Uma coisa que descobri enquanto visitava o site oficial do filme é a existência do livro “Meus heróis não viraram estátua”, de Luiz Bolognesi e Pedro Puntoni, respectivamente diretor do filme e diretor da Biblioteca Brasiliana da USP, sobre a inexatidão da História, sobre os fatos oficiais vistos por outros pontos de vista, sobre os heróis que nem sempre aparecem nos livros didáticos. E ainda vem com o documentário “Lutas.doc”. Parece bem legal.

Imperdível!

Veja o trailer:

 

3 comentários:

Maura C. Parvatis disse...

Parece ser ÓTEMO esse filme, Michelle, eu vi o trailer no busão e fiquei: cara, que maneiro!
Algo que me chamou atenção quando vi o trailer é o mocinho dizendo que está vivo há 600 anos [ou viveu/e não sei se é esse tempo que ele está vivo mesmo #esquecida] e isso me deixou com mais curiosidade para saber COMO ele viveu tudo isso, se ele é um imortal ou morreu, nasceu, morreu, nasceu... Preciso assistir pra saber, rs.
Espero poder ver em breve ^^

Beigos!

Melissa Padilha disse...

Oi Michelle !
Poxa ainda não tinha dada a devida atenção a esse filme, parece ótimo, muito bom o trailer. Anotada a sugestão!
bjos
Melissa

Michelle disse...

Maura,
É isso mesmo. O narrador já viveu quase 600 anos. Achei legal acompanhar suas histórias.

Melissa,
Adoro descobrir filmes bons que não são tão divulgados. Esse merecia mais atenção.