quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Filme: Círculo de Fogo


Numa Terra futurista, um portal foi aberto no fundo do mar e de lá saem monstros gigantescos e letais, conhecidos como kaijus. Após a aparição de alguns deles e a perda de milhares de vidas, a humanidade finalmente percebeu que seu arsenal e suas técnicas de combate não estavam fazendo muito efeito. Assim, as diferenças entre as nações foram deixadas de lado e todos os povos se uniram para desenvolver uma forma eficaz de eliminar as criaturas: os jaegers, robôs colossais operados por duas pessoas que têm suas mentes interligadas pela neuroconexão. No entanto, a solução encontrada não é perfeita: é difícil encontrar pessoas compatíveis para comandar os robôs e os kaijus estão cada vez mais fortes e surgindo com maior frequência.


Monstros atacando

Da primeira vez que vi o trailer desse filme, não dei muita bola. Pensei “Monstros estilo Godzilla, robôs do tipo Transformers, destruição, efeitos especiais... OK. Já vi isso antes”. Mas então eu notei o nome do diretor, que parecia deslocado nisso tudo: Guillermo Del Toro. Embora, para mim, Del Toro esteja para sempre ligado a histórias mais íntimas, sombrias e fantásticas como “O Labirinto do Fauno” e “A Espinha do Diabo”, sua presença em qualquer projeto me interessa, ainda que seja completamente diferente do estilo que eu considero representativo do diretor. O resultado é que o filme entrou para a minha lista de produções a serem conferidas no cinema. E, depois de ter visto o filme na semana passada, o que eu posso dizer é: o cara manda muito bem!

Militar das antigas

Que fique claro: “Círculo de Fogo” é um excelente filme de ação, um blockbuster que não pretende investigar a fundo a essência humana ou seus dilemas existenciais – é feito para divertir. No entanto, o diferencial da história está justamente nos personagens humanos. Mesmo com seres imensos dominando a tela na maior parte do tempo, o diretor não deixa de lado os seres humanos, seus pequenos dramas pessoais, a vontade de se superar, a amizade, enfim... vocês entenderam.

O heroi e o marrentinho

E já que é um filme de ação, cenas incríveis não faltam. As batalhas entre kaijus e jaegers são sensacionais! O que achei mais legal é que eles saem na mão mesmo. Claro que vez ou outra algum artefato explosivo é usado, mas os robôs gigantes partem para cima dos monstrengos no soco, na chave de braço, na rasteira. Praticamente um MMA surreal e em grandes proporções. O espectador é colocado no meio da ação. Estamos tão perto das lutas que muitas vezes só conseguimos ver partes dos kaijus e dos jaegers. Uma experiência e tanto.

O heroi e a mocinha se conhecem e se estranham

Como toda história do gênero, os clichês estão presentes: o heroi atormentado, o militar frustrado que guarda lembranças de seus dias de glórias e se sente impotente diante do caos, a mocinha que desafia o heroi mas não resiste a ele no final, o oponente marrentinho, os cientistas loucos e divertidos. Entretanto, nada disso compromete a qualidade do filme.

O heroi e a mocinha fazem as pazes

Como uma pessoa que cresceu assistindo a enlatados japoneses como “Spectreman”, “Changeman”, “Jaspion” e que é fã de filmes de catástrofe e apocalípticos, me vi empolgada a cada confronto, louca para que os lagartos superdesenvolvidos arrancassem a cabeça de uns personagens mais tapados, torcendo para que os jaegers mostrassem seus golpes mais potentes. As fantasias mal feitas e os cenários toscos de papelão e isopor ficaram no passado, mas a emoção que sinto ao acompanhar esse tipo de história ainda é a mesma. 

Um dos cientistas malucos

Ao contrário do que pode ter parecido quando eu reclamei do robô estilo seriado anos 80 no post de “Wolverine: Imortal”, eu gosto, sim, de robôs. Desde que sejam bem feitos e que tenham uma função clara na trama. O que não vale é jogá-los no meio da história com uma justificativa ridícula só para causar impacto. Felizmente, Del Toro soube honrar o estilo. Admiradores de monstros e robôs agradecem.

Lutas espetaculares, efeitos especiais bem aplicados e muita ação. Se essa é sua praia, se joga!

Trailer Legendado:

3 comentários:

Raíssa Morais disse...

HELL YEAH pra esse filme! \o/

Achei que ele foi o melhor da "temporada de verão", um dos melhores filmes do ano e, muito pesarosamente, subestimado. Filme pra quem cresceu assistindo anime com mechas e kaijus, ou qualquer outra bizarrice do Japão, como os tokusatsus, (como vc bem disse).

O que achei legal, é que o trailer deles não entrega muito do filme, né? As cenas são praticamente da introdução, de como surgiram os kaijus e os jaegers. :) Além do fato de mostrar a galera se unindo pra combater um inimigo em comum, várias pessoas de países diferentes. Ficou um clima super Star Trek e eu amei! <3

Quero o DVD e qualquer outro Stuff que sair desse filme agora! XD

bjs!

Gabriela Orlandin disse...

Para início de conversa, eu não gosto muito de Transformers porque é só explosão explosão explosão barulho barulho barulho! Mas paaara tudo! Cículo de fogo me fez das pulos de susto na cadeira, me fez ficar sem ar e com a boca aberta em frente a cenas tão... tão épicas e incríveis e... nossa. Pra alguém que não gosta muito do gênero, me vi bem empolgada na cadeira, e assistiria de novo. Adorei também toda a história que há por trás da vida da "mocinha", aquelas cenas foram realmente emocionantes.
Ah, fora as cenas com os cientistas que foram das melhores também! Morri de rir, haha!
Amei, amei, amei!
Tua resenha está perfeita.
Beijos.

Michelle disse...

Raíssa,
Eu fui ver só pelo diretor e fiquei hipnotizada, toda interativa com o filme. Foi uma ótima surpresa para mim.

Gabi,
Eu também não curto muito Transformers, justamente pelo que você falou: são só explosões, não tem emoção, os personagens humanos são descartáveis...
Ah... os cientistas são engraçados. E aquele "homem do sapato dourado"? Muito bom!