quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Oscar 2014: Philomena, Nebraska, A Grande Beleza, Alabama Monroe

O post de hoje traz os últimos dois indicados da categoria principal que eu ainda não tinha visto ("Philomena" e "Nebraska") e dois concorrentes a ‘Melhor Filme Estrangeiro' (“A Grande Beleza” e “Alabama Monroe”). Vamos acelerar que o dia da premiação está chegando!


Philomena (Philomena) [Inglaterra]

Sinopse:
Na Irlanda dos anos 50, Philomena Lee (Judi Dench), uma jovem solteira, engravida e é enviada a um convento. Após dar à luz o bebê, é obrigada a trabalhar duro na instituição para pagar suas despesas e se penitenciar por seu pecado. Um dia, seu filho é adotado por um casal americano e ela nunca mais o vê. No dia em que o filho perdido faria cinquenta anos, ela revela essa história à filha, que até então desconhecia o passado da mãe. O acaso coloca Martin Sixsmith (Steve Coogan), um ex-jornalista político, no caminho de Philomena e, juntos, eles partem atrás de respostas.

O que eu achei:
Philomena e Martin formam uma dupla inusitada. Enquanto ela é uma senhora simples, católica devotada e gentil, ele é um cara esnobe, que não acredita em Deus e é extremamente pragmático, o que o torna rude às vezes. O que mais me revolta na história é saber que é bem comum e há milhares de Philomenas por aí. Embora eu admire a capacidade de perdão de certas pessoas, me identifico muito mais com Martin e seu desejo de justiça. Por mais absurdo que seja, ainda me surpreendo com a crueldade de religiosos (e das religiões em geral) que pregam a caridade, a humildade e o perdão, mas que fazem questão de julgar, culpar e maltratar os semelhantes. Sério, isso me deprime. Um filme bem tradicional quanto à narrativa, mas que conta com leveza uma história delicada e triste.


Indicações:
Melhor Filme, Melhor Atriz, Roteiro Adaptado e Trilha Sonora Original.

Minha aposta:
Não boto minhas fichas neste concorrente (embora o trabalho de Judi seja lindo).

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Nebraska (Nebraska) [Estados Unidos]

Sinopse:
Woody Grant (Bruce Dern) é um senhor de 80 e tantos anos que recebe uma propaganda pelo correio e acha que ganhou 1 milhão de dólares. Decide resgatar seu prêmio no estado de Nebraska a qualquer custo, se colocando em muitas situações de risco. Sem conseguir convencer o pai do engano, não resta outra coisa ao seu filho David (Will Forte) a não ser levá-lo até lá. Só que no caminho Woody sofre um acidente e eles são obrigados a fazer uma pequena pausa na viagem, passando um fim de semana na casa de parentes na cidadezinha rural em que Woody cresceu. Lá, a notícia de que Woody era o mais novo milionário se espalha e uma série de desentendimentos surge entre familiares e antigos conhecidos.

O que eu achei:
É um clássico road movie no qual a viagem revela a David fatos desconhecidos do passado dos pais e leva à reaproximação entre pai e filho, bem como a um resgate da camaradagem entre irmãos. O filme revela ainda as diferentes perspectivas que cada um tem de um mesmo fato e como o dinheiro muda a relação entre as pessoas. No fundo, o que Woody queria não era o prêmio, e sim um propósito, algo que o animasse no seu fim de vida. Achei a história bonita e engraçada, e o uso de P&B conferiu ao filme um visual poético que casou bem com a trama.


Indicações:
Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante, Diretor, Roteiro Original e Fotografia.

Minha aposta:
Gosto muito de P&B, então fico com Fotografia.

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A Grande Beleza (La Grande Bellezza) [Itália]

Sinopse:
Jep Gambardella (Toni Servillo) é um escritor na casa dos 60 anos que produziu uma única obra de sucesso, e desde então vive como jornalista. Acompanhamos o protagonista em festas luxuosas, exposições de arte e performances teatrais, bem como em conversas em uma roda de amigos. Tendo levado uma vida cheia de badalação e de culto à beleza e às aparências, só agora, já maduro, ele parece finalmente perceber tudo o que já desperdiçou devido às ilusões.

O que eu achei:
Esse era um dos indicados a filme estrangeiro que eu mais queria ver, já que elogios não faltam ao longa. E, como quase sempre acontece nesses casos, tive uma decepção e tanto. Não que o filme seja ruim, nada disso. Visualmente, a produção é um deslumbre e os questionamentos que faz à sociedade que vive e estimula a eterna busca da grande beleza são muito interessantes, mas achei que o filme se perde em meio a tantas metáforas. Ficou cansativo. Esperava mais.


Indicações:
Filme Estrangeiro

Minha aposta:
Eu me irritei com o filme, mas acho que tem grandes chances.

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Alabama Monroe (The Broken Circle Breakdown) [Bélgica]

Sinopse:
Elise (Veerle Baetens) e Didier (Johan Heldenbergh) são opostos em tudo: ela é uma garota católica que tem um visual moderno e trabalha em um estúdio de tatuagem; ele é um homem ateu que trabalha em sua propriedade rural e toca em um conjunto de música country. Mesmo assim, eles se apaixonam à primeira vista e formam uma família. Quando a filha de seis anos do casal desenvolve uma doença grave, as diferenças de credo e de estilo de vida finalmente vêm à tona, ameaçando o relacionamento.

O que eu achei:
Mais um filme sobre o qual eu não sabia nada e que acabou me surpreendendo positivamente. A narrativa intercala ações atuais com flashes do passado, misturando a fase de encantamento com a de discórdia, o início da doença da filha com seu desfecho e todas as consequências que isso teve na vida do casal. A discussão aqui é sobre as diferenças visíveis e sobre a forma como cada um lida com as dificuldades que estão além do nosso controle e que não podem ser racionalizadas. Assim como em “Philomena”, o embate entre fé e descrença se faz presente mais uma vez, mas agora com um gosto mais amargo. Um filme triste e reflexivo que conta com uma trilha sonora bem bacana.


Indicações:
Filme Estrangeiro

Minha aposta:
Não leva. Mas voto em melhores tattoos!

Meu favorito para Filme Estrangeiro continua sendo “A Caça”, que foi meu filme preferido de 2013. Já falei dele AQUI.

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Para ver a Lista de Indicados ao Oscar 2014 e suas respectivas resenhas, clique AQUI.

6 comentários:

Maura C. Parvatis disse...

Oi, Michelle!
É claro que não assisti ainda nem um desses, quero ver quase todos: Philomena, Nebraska e Alabama Monroe, tenho a impressão de que não gostarei de A Grande Beleza :S
Ainda não assisti A Caça, mas já estou torcendo por ele o/

Beijos!

Blog Elas Leram disse...

Tô fazendo maratona Oscar também Michelle. E como tem filme bom esse ano!!!! Tô já atrasadíssima, mas vou tentar acelerar nessa ultima semana.

Nice disse...

Oi Michelle,

acabei de assistir Alabama Monroe e ainda estou enxugando as lágrimas...concordo com vc na categoria Tatooos...e que atriz linda...

marianasant disse...

DEntre os filmes, o único que assiti foi ao Philomena. Gostei e me fiquei muito comovida com a história. Uma mulher que tinha tudo para odiar a instituição católica, ao invés do previsível, amou mais ainda. Poderia se pensar no termo tão utilizado quando se refere as religiões: alienação. Contudo, vemos que não há nada de alienação, pelo contrario, a racionalidade de Philomena, a fez perceber que o que aconteceu com ela foi fruto de uma situação isolada, de pessoas ruins que passaram por ela, e fruto principalmente, da mentalidade da época. Muito lindo!

Melissa Padilha disse...

Estou super atrasada com os filmes do Oscar :( e nem é por falta de tempo, é falta de organização mesmo.

Essa semana elogiaram muito Nebraska, estou super ansiosa para ver.
bjos

Lana Ludmila disse...

Michelle, Nebraska pra mim foi uma decepção. Gostei de Philomena e os outros 2 ainda não assisti.
Fiz um resumo do que achei dos filmes indicados ao Oscar de melhor filme aqui: FILMES OSCAR 2014. Be my guest! Beijos