segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Ditador (The Dictator)


O General Aladeen (Sacha Baron Cohen), ditador de Wadiya, no Oriente Médio, é um líder excêntrico empenhado em fazer com que a democracia jamais chegue ao seu país. Com o surgimento de rumores sobre a produção de armas de destruição em massa em Wadiya, Aladeen é convocado pela ONU a dar explicações em sua sede, em Nova York. No caminho, Tamir (Ben Kingsley), chefe de segurança de Wadiya, faz com que o sósia de Aladeen, usado por questões de segurança, assuma o lugar do ditador verdadeiro, pretendendo, com isso, dar o golpe e transformar Wadiya em democracia. Perdido nas ruas de Nova York, Aladeen luta para conseguir retomar seu posto e impedir o golpe. Nessa jornada, conta apenas com a ajuda de Zoey (Anna Faris), a ativista feminista dona de uma loja de produtos orgânicos.


Quem já viu Borah ou Brüno, filmes anteriores de Sacha Baron Cohen, sabe que sutileza não é o forte do comediante. Para assistir a seus filmes, é preciso estar preparado para ironia, escatologia e vulgaridade. Mas, no fim, por trás de todas as ofensas, se escondiam críticas mordazes à estupidez humana e aos preconceitos, especialmente aqueles presentes nas atitudes dos americanos.

Com isso em mente, fui cheia de expectativa assistir a “O Ditador”. E me decepcionei. Ao contrário dos filmes anteriores, que eram baseados nas reações espontâneas das pessoas que se tornavam participantes involuntários dos filmes das filmagens estilo "pegadinha", desta vez a história tem um roteiro rígido e utiliza apenas atores, ou seja, tudo ali é ensaiado. As cenas são arrastadas e o discurso ácido contra a hipocrisia americana é suavizado. Acabou virando um daqueles filmes que fazem sátira de outros filmes, como “Todo mundo em pânico” e similares, com piadinhas grosseiras e longas demais e cenas escatológicas sem propósito.

O filme tem sim alguns momentos inspirados, que lembram as boas sacadas de Borah, como a cena em que Aladeen fala na ONU sobre os horrores da democracia, fazendo uma brincadeira com a postura dos Estados Unidos frente aos demais países. No entanto, o filme como um todo é fraco e nem parece ter sido feito pelo mesmo cara que aterrorizou a América com sua sinceridade incômoda anos atrás. Triste. 

7 comentários:

andreia inoue disse...

Nao estava com vontade de ver esse filme,e agora menos ainda.
:D
Assisti Borah e achei mais ou menos,Bruno so consegui assistir uns 10 minutos,é muito forçado e com cenas escatológicas desnecessarias.
Um beijao.

Angélica Roz disse...

Oi Michelle!

Que pena!!
Estou doida para assistir a esse filme.
Agora, depois de ter lido o seu post, desanimei um pouco.

Quanto ao livro O Jogo do Anjo (respondendo o seu comentário dez anos depois O.O), eu não gostei.
A Sombra do Vento é mil vezes melhor!
Achei O Jogo do Anjo uma tremenda miscelânea. Histórias dentro de histórias... Chega uma hora em que você nem sabe mais quem é quem.
E sem falar que o livro acaba tomando um rumo sobrenatural e isso eu não gostei nem um pouco.

Mas muita gente gostou da obra. Então acho que vale a pena você ler para poder tirar as suas conclusões também. :)

Beijos!

Michelle disse...

Eu acho Borah um filme muito inteligente. Adoro a forma como foi filmado, com as pessoas despejando um monte de preconceito sem nem perceber. Todos os palavrões, toda nudez e toda a escatologia não chegam nem aos pés do horror que sai da boca das pessoas, das atitudes que elas têm. Era isso que eu esperava em O Ditador, mas não encontrei nem vestígio do estilo no novo filme.

Ah... tks pela resposta, Angélica. Só queria saber a sua opinião, mas vou ler o livro de qualquer jeito para tirar minhas conclusões.

Por que você faz poema? disse...

Acho que esse não vou encarar,
nos falsos documentários até que a piada era boa, mas agora...

agnes disse...

Hey, Michelle. Então fiz bobeira, pq não vi nem Borah nem Bruno, mas assisti O Ditador. E achei uma comédia muito mais ou menos. Preciso ver Borah e descobrir suas verdades. Beijos!

lualimaverde disse...

Michelle, talvez não dê mais para ele fazer um filme no estilo do Borat porque ele se tornou conhecido, mas nada justifica fazer um filme normal ruim. Eu já estava com um pé atrás, nem vou perder tempo. Beijinho!!! =)

Michelle disse...

Herculano,
Fuja!

Agnes,
Começou mal, mas dá para terminar bem!

Lua,
Eu também pensei nisso. E concordo 100% com você: Se é para fazer essa porcaria, melhor não fazer nada.