segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Resenha: A Vingança Veste Prada

 

Dez anos após ter largado a intransigente Miranda Priestly na semana de moda em Paris, Andrea Sachs quase nem pensa mais na megera: dirige uma bem-sucedida revista de luxo sobre casamentos ao lado de Emily, sua ex-rival e agora melhor amiga e parceira de negócios, e está prestes a se casar com um cara lindo e amoroso, que também é herdeiro de uma das famílias mais tradicionais do ramo editorial de Nova York. Tudo parece perfeito. Até demais.

Li “O Diabo Veste Prada” assim que foi lançado, bem antes de ganhar uma adaptação para o cinema. Me diverti muito com as insanidades de Miranda e com os apuros de Andy. Gostei bastante do filme, principalmente da diabólica versão da chefe vivida por Meryl Streep. Não consigo mais pensar em outra Miranda que não ela. Então, quando lançaram a continuação da história, fiquei bem ansiosa para ler.

Andy amadureceu nesta nova aventura e agora tem problemas de ‘gente grande’: um casamento prestes a acontecer, uma carreira para administrar, uma quase-sogra que adora intrigas, decisões de negócio e... Miranda Priestly como sua futura chefe?!? De novo?!? Quando parecia que finalmente tinha se livrado da infeliz, ela volta, mais elegante, rica e maquiavélica que nunca. E sua aura irresistível (para quem não trabalha com ela, claro) é tanta que a bruxa agora está namorando Rafael Nadal! Poderooooooooosa!

Só que, tirando a vilã, que continua me fazendo rir com suas maldades, o resto achei chatinho. Para mim, Andy virou a típica mocinha insuportável dos romances melosos, cheia de dúvidas de mulherzinha: Será que Max me traiu?, Será que Max é minha alma gêmea?, Será que tomei a decisão certa?, Será?... será?...será? Não tenho paciência para esse tipo de coisa. E ainda tem muita encheção de linguiça com eventos do passado de Andy e de seus amigos e parentes (o que aconteceu com os pais, com a melhor amiga, com o ex-namorado...). Desnecessário, do meu ponto de vista. Se o livro tivesse umas 100 páginas a menos ficaria mais dinâmico e menos entediante. Sem falar da tal "vingança" da história, que estou procurando até agora...

Enfim... foi ótimo reencontrar personagens queridas do passado, principalmente Miranda, mas já deu. Por favor, não façam uma terceira parte.

Leia se for muito fã de chick-lit ou se a curiosidade for incontrolável.


“Estava se consolando com a promessa de um café quente e talvez, só talvez, um cookie com gotas de chocolate quando de repente, em algum lugar, ouviu aquele toque. De onde estava vindo? Andy olhou em volta, mas os outros pedestres pareciam não perceber o som, que ficava mais alto a cada segundo. Br-rrring! Br-rrring! Aquele toque de celular. Ela o reconheceria em qualquer lugar enquanto vivesse, embora estivesse surpresa por ainda existirem nos aparelhos novos. Ela simplesmente não o escutava havia muito tempo, e ainda assim... tudo voltou voando. Sabia o que iria encontrar antes mesmo de puxar o celular da bolsa, mas não deixou de ficar chocada ao ver aqueles dois nomes na telinha: MIRANDA PRIESTLY.”

3 comentários:

Melissa Padilha disse...

Oi Michelle !!
Poxa vc é a segunda pessoa que fala que esta sequência ficou chata, a Gabi também comentou que não gostou. É uma pena porque a primeira história parecia muito bom. Acho que a Helen Fielding caiu no mesmo erro, sequências desnecessárias e estragou a trajetória da Bridget Jones. Acho que isso é mais uma jogada editorial pra fazer mais dindim em cima de uma série de sucesso do que uma real boa história que a autora tinha para contar.
É uma pena.
bjos

Ana Leonilia disse...

Oi, Michelle! :) Eu nem sabia que havia uma continuação...

Olha, não fiquei com vontade de ler não(ao menos que tivesse emprestado)...

Sei lá, o livro me lembrou bastante os títulos daquela autora que escreveu "Sex and City"(embora as histórias sejam diferentes)... E, nesse caso, prefiro as adaptações.

Bjs ;)

Michelle disse...

Mel,
Também estou com medo dessa continuação de Bridget Jones. Maaaaaaas, a curiosidade é grande e coloquei em um desafio, já que preciso ler um chick-lit. Veremos...

Ana,
Nunca li os livros de Sex and the City. Assisti alguns episódios da série apenas e achei bacanas. Essa continuação de Diabo só indico se a pessoa for muito fã ou muito curiosa, viu?