sexta-feira, 25 de maio de 2012

E o tema é . . . II Guerra Mundial / Nazismo


Oi, gente!

No clima de Segunda Guerra Mundial e Nazismo do último livro que li para o Desafio Literário 2012 – Fatos Históricos, vou mostrar aqui 5 filmes sobre esse período que apresentem algo de inovador, não apenas as cenas de desolação, bombardeios e campos de concentração típicos de filmes que retratam essa época. Preparados?

A Vida é Bela (La Vita è Bella/ Life is Beautiful)
Quando penso em filmes sobre a Segunda Guerra, é este o primeiro que me vem à mente. Não tem como não se emocionar com a história de Guido (Roberto Benigni), imigrante judeu pobre e sonhador que se apaixona pela italiana Dora (Nicoletta Braschi). Tendo ao fundo uma bela cidade da Itália, o desajeitado e ingênuo de Guido faz de tudo para conquistar a amada e acaba prendendo a atenção do espectador. No entanto, é na segunda parte do filme que passamos a admirá-lo de verdade, quando, ao ser separado da esposa e levado para o campo de concentração junto com o filho pequeno Giosué (Giorgio Cantarini), ele se desdobra em mil para que o menino não perceba os horrores do local, e cria uma atmosfera de fantasia para que o filho pense que tudo não passa de um jogo. "A Vida é Bela" consegue ser romântico, engraçado, dramático, irônico e lúdico, tudo ao mesmo tempo, sem perder o ritmo em momento algum. Não é à toa que levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 1998.

O Grande Ditador (The Great Dictator)
Lançado originalmente em 1940 (ou seja, em plena II Guerra Mundial) e relançado nos cinemas em cópia restaurada em 2002/2003, "O Grande Ditador" foi o primeiro filme totalmente falado de Chaplin (não que ele precisasse de palavras para mostrar sua genialidade). Aqui, o diretor/ator tem a audácia de lançar o filme que critica a guerra enquanto ela estava em curso e, para tanto, interpreta dois personagens opostos: o ditador Adenoid Hynkel (obviamente uma paródia de Hitler) e o barbeiro judeu. Enquanto o primeiro grita, esbraveja, gesticula e tem seu discurso como a principal arma, o segundo é calmo, contido, fala pouco e se comunica com movimentos corporais precisos. O filme é um clássico dos clássicos e consegue fazer rir, chorar e pensar, contando ainda com cenas antológicas, como a aquela em que o ditador sobe pelas cortinas e brinca com um enorme globo terrestre. Foi indicado em 5 categorias do Oscar de 1941, mas, como era de se esperar, não levou nenhuma estatueta. Obrigatório!

Os Falsários (Die Fälscher/ The Counterfeiter)
O filme é narrado pelo sobrevivente do Holocausto Adolf Burger (August Diehl) e retrata a Operação Bernhard, história real de uma das maiores operações de falsificação de todos os tempos. Quando o pintor Salomon Sorowitsch (Karl Markovics) é levado para o campo de concentração de Mauthausen, traz bordado em seu uniforme não apenas a estrela de Davi que o identifica como judeu, mas também um triângulo verde, sinalizando sua condição de criminoso. Suas habilidades com pincéis e tintas logo são conhecidas no campo, e Salomon se torna o pintor de retratos de oficiais e de suas famílias. Então, o oficial Friedrich Herzog (Devid Striesow) transfere Solomon para o campo de Sachenhausen, onde ele passa a liderar uma equipe de prisioneiros que falsifica dólares e libras esterlinas para desestabilizar os mercados norte-americano e inglês e financiar a guerra, fortalecendo a economia alemã. O filme austríaco ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2008 e entrou no TOP 5 por mostrar um lado totalmente desconhecido do conflito.

Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds)
Sou fã de Tarantino. Pronto. Embora nem de longe o diretor possa ser considerado unanimidade, quem aprecia seu estilo pop, violento e irônico não tem como não gostar desta pérola, que mistura histórias verídicas e fictícias para apresentar a vingança de Soshanna Dreyfus (Mélanie Laurent), jovem que, durante a ocupação da França pela Alemanha nazista, testemunha a execução de sua família pelo coronel Hans Landa (Christoph Waltz). Ela foge para Paris, onde assume uma identidade falsa e passa a administrar um cinema, enquanto aguarda a tão sonhada oportunidade de ir à forra. Em outra parte da Europa, o tenente Aldo Reine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados judeus para uma missão suicida, cujo objetivo era matar o maior número de nazistas possível, da forma mais cruel imaginável. O grupo de Aldo, conhecido como Os Bastardos, conta ainda com o apoio da atriz alemã/espiã infiltrada Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger). O elenco todo está afiado, mas tenho que destacar Brad Pitt e seu bizarro sotaque italiano e o sensacional trabalho de Christoph Waltz, que não por acaso levou o Prêmio de Melhor Ator do Festival de Cannes, o Globo de Ouro, o BAFTA e o Oscar de Melhor Coadjuvante de 2010. Diversão de primeira!

O Menino do Pijama Listrado (The Boy in the Striped Pyjamas)
Este entrou na lista por mostrar a guerra vista pelos olhos de uma criança. Baseado no livro de mesmo nome, a adaptação cinematográfica da obra consegue captar com delicadeza a história de Bruno (Asa Butterfield), garoto de 8 anos, filho do oficial nazista Ralf (David Thewlis), que assume um cargo importante no campo de concentração, então tem que se mudar com toda a família de Berlim para uma área isolada em outra cidade. Sem ter o que fazer na nova casa e sentindo falta dos amigos e dos avós que ficaram para trás, Bruno começa a explorar a área e acaba conhecendo Schmuel (Jack Scanlon), garoto que mora do outro lado da cerca elétrica, que tem quase a sua idade e que está sempre vestindo um “pijama listrado”. Mesmo sem entender porque o amigo não pode atravessar a cerca para brincar, eles desenvolvem uma amizade bonita e também perigosa. Triste e lindo, lindo, lindo!

5 comentários:

lualimaverde disse...

Ótima seleção, Michelle! Quando você falou que não curtia faroeste eu pensei em te perguntar sobre o Tarantino (ele usa muito de cinema western nos filmes dele), também sou fã! Beijo!

Michelle disse...

É verdade, Lua. Não gosto dos filmes de faroeste tradicionais, mas não tenho problema com a abordagem tarantinesca do estilo. Talvez eu não goste porque nunca tenha assistido aos clássicos, com bom roteiro e boas interpretações, como aqueles que você citou no seu post. Vou tentar assistir qualquer dia para ver se mudo de opinião.
Bjo

andreia inoue disse...

Ja assisti todos,menos os falsarios, Ja to querendo assistir.
:D
Gostei muito dos outros,principalmente do menino do pijama listrado,apesar de ser muito triste.

livroseoutrasfelicidades disse...

Mais uma vez, uma ótima seleção. Destes, já assisti aos ótimos "Bastardos inglórios", "o grande ditador" e "A vida é bela". Não conhecia este "os falsários", vou procurar um tempo para assistir.
Ai, sabia que não consegui ir na expo do Angeli? Uma pena, está tudo muito corrido no momento!
bj

Ana Leonilia disse...

Oi, Michelle :) Eu assisti "A Vida é Bela" alguns anos atrás e fiquei tão perplexa, que decidi nunca mais assistir de novo.
É um filme forte e muito emocionante. A opressão e crueldade da guerra causa um impacto muito grande.
Esse filme mereceu o Oscar que ganhou.

Já pensei em ler "O Menino do Pijama Listrado", mas eu já sei o que acontece no fim e não tenho coragem de ler/ assistir.

Bjs ;)