sexta-feira, 18 de maio de 2012

Filme: Os Nomes do Amor (Le Nom Des Gens)


Imagem não é tudo
Hoje a indicação é de um filme muito bacana que vi esta semana: “Os nomes do amor”. No entanto, não se deixe enganar pelo cartaz fofo ou pelo título nacional: esta não é mais uma daquelas comédias românticas hollywoodianas. Sim, há romance no filme, bem como situações engraçadas e um final previsível, mas o que importa aqui é a forma como a história é contada.


Bahia mostra seu álbum de convertidos


Tudo começa quando um pato é encontrado morto no lago da cidade e o especialista em epizoologia (doenças epidêmicas que ocorrem ao mesmo tempo em vários animais em uma mesma área) Arthur Martin (Jacques Gamblin) vai até a rádio para falar sobre a importância da prevenção da gripe aviária. Durante a entrevista, Bahia Benmahmoud (Sara Forestier), uma das atendentes das ligações da rádio, invade o estúdio inconformada, pois, para ela, a ameaça de epidemia não existe, é apenas uma forma de manipular as pessoas. Depois desse primeiro encontro atribulado, Bahia e Arthur passam a se relacionar, apesar de não terem absolutamente nada a ver um com o outro.

Bahia e Arthur nas cabines de votação
Por meio de relatos alternados de Bahia e de Arthur, ficamos conhecendo o passado dos personagens. Enquanto Bahia se orgulha de ser a única em toda a França a ter esse nome, Arthur se sente apenas mais um ao compartilhar o nome com milhares de franceses, bem como com uma marca de eletrodomésticos; Arthur é filho de uma imigrante ilegal judia e de um francês tradicional, ao passo que Bahia é filha de um imigrante argelino que sobreviveu à guerra entre Argélia e França e casou-se com uma francesa hippie oriunda de família rica (daí o título original do filme – “O nome das pessoas” – e importância que isso tem).

Bahia e sua indefectível botinha rosa
As diferenças nas origens dos personagens os fazem encarar a vida de forma distinta: Arthur é totalmente racional e comedido e aplica o Princípio da Prevenção tanto às epidemias como à sua própria vida; Bahia leva ao pé da letra a máxima hippie de “Faça amor, não faça guerra” e usa seu corpo como arma política para convencer os inimigos da direita a se converterem em esquerdistas.

Refeição em família: tenso!
Apesar de achar ingênua e ultrapassada a ideia da Bahia de que só a esquerda é revolucionária, gostei da abordagem diferente do filme, que usa o amor como massa de manobra política. Além disso, a história também traz os problemas de discriminação e imigração, tão presentes na Europa, e, claro, é bem divertida.

Uma ótima dica para quem curte comédia romântica, mas já está cansado de ver sempre a mesma coisa.

Aliás, para quem gosta do gênero, esta semana também fiz a indicação da dobradinha chilenaQue pena tu vida” e “Que pena tu boda”. Está tudo lá no Equalize.

Bjo e até+!

5 comentários:

Raíssa disse...

Nossa, vi sobre esse filme num site, quero muito assistir! :) Agora que li seu post, deu mais vontade ainda de ver!

bjs!

Jacqueline Braga disse...

não tinha visto esse filme ainda, mas eu estou precisando de uma comédia romântica, mesmo que caia no clichê.
bjos

Gabriela Orlandin disse...

Olha só, gostei muito mesmo dessa dica! É um cliché, pelo que percebi, mas que aborda mais questões do que aquelas de sempre. Adoro clichés, finais previsíveis, se o filme vale a pena. Adorei aquilo sobre os nomes deles e seus passados tão distintos. Vou assistir esse filme.
Beijos.

Karla disse...

Fiquei muito curiosa, vou assistir com certeza, pena que o tempo anda tão curtinho terá que ser no próximo fds :)
Bom ver que ainda se fazem filque que caindo no clichê saiam dele com estilo né? rs
beijos!

Michelle disse...

Confesso que comédia romântica não é um dos meus estilos preferidos, principalmente porque criam situações forçadas, que acabam não sendo nem cômicas nem românticas. O clichê já é esperado e não me incomoda, desde que a forma de contar a história traga algo novo. Espero que gostem ;)