sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Série: Mozart in the Jungle


Rodrigo (Gael García Bernal) é um ex-prodígio que acaba de assumir a batuta da Orquestra Sinfônica de Nova York. Alçado à posição de astro, ele tem que lidar com Thomas (Malcolm McDowell), o ex-regente da orquestra com seu orgulho ferido, os entediantes compromissos com os financiadores da orquestra, a pressão pela escolha adequada do programa para a nova temporada e o reencontro com a esposa, uma artista com quem mantém uma relação conturbada. Paralelamente, acompanhamos os esforços de Hailey (Lola Kirke), jovem oboísta que corre atrás de seu sonho de viver de música.

Rodrigo em noite de gala

Hum... seriado sobre música clássica? Vale a pena assistir?
Lógico que vale! Para começar, tem o gatíssimo Gael * suspira *. Não vou mentir, só me interessei pela série por causa dele. Isso até ver o primeiro episódio. E ficar apaixonada pela história e por seus personagens. Para começar, o formato me agrada muito (apenas 10 episódios de 30 minutos) e eu estava procurando algo leve e divertido para assistir na hora do almoço. “Mozart in the Jungle”, então, foi uma escolha mais que acertada.

Encontro de maestros

Rodrigo é um verdadeiro apaixonado por música. Tudo o que interessa a ele é demonstrar essa paixão e fazer com que os músicos sob sua batuta sintam o mesmo que ele e toquem com o coração. Para ele, não importa o ritmo, a escola musical, a técnica apurada, a opinião dos críticos: basta ser genuíno. E é aí que começam seus problemas. Ao assumir o novo posto, é criticado pelo ex-maestro por seus métodos nada convencionais de trabalho, encontra uma equipe muito competente, mas presa demais às partituras, enfrenta a fúria dos assinantes de pacotes da orquestra, que esperavam programas tradicionais. Além disso, Rodrigo ainda tem que participar de jantares, leilões, sessões de fotos para publicidade... tudo que ele detesta.

Orquestra tocando na vizinhança

Hailey, o outro foco da narrativa, é aquela moça que veio de uma cidade pequena para tentar a sorte em NY. Dá aulas de oboé para pagar as contas e está sempre correndo atrás de oportunidades para se tornar musicista profissional. Divide apartamento com a doidinha Lizzie (Hannah Dunne) e começa a sair com Alex (Peter Vack), um dançarino talentoso que também está em busca de reconhecimento e mantém uma relação estranha com sua colega de quarto. A sorte parece bater à porta de Hailey quando ela fica sabendo que a orquestra está à procura de um novo oboísta.

Hailey praticando sem parar

Tudo o que posso dizer é que Hailey acaba conseguindo trabalhar com Rodrigo, mas não do jeito que havia imaginado. Em sua nova função, ela quase enlouquece para manter o maestro na linha e fazer com que ele cumpra sua agenda. Ao mesmo tempo, consegue uma inimiga na orquestra (uma oboísta mais velha), mas ganha uma aliada importante: Cynthia (Saffron Burrows), violoncelista, representante do sindicato dos músicos e amante do ex-maestro.

Cynthia e seu violoncelo invisível

Rodrigo, por sua vez, é completamente transformado pela chegada de sua esposa. A excêntrica Anna Maria (Nora Arnezeder) exerce uma influência estranha sobre ele. Ativista, artista performática e musicista, ela também é movida por paixões, nem sempre muito saudáveis. Embora ame o marido, ela o acusa de ser “vendido”, o que gera muitos conflitos. Ele, em compensação, a admira, mas sabe que seu espírito selvagem a deixa à margem. O fato é que a relação é intensa. Muito intensa.

Anna Maria e Rodrigo

Por que a série é apaixonante?
Porque fala de pessoas buscando seu lugar no mundo, seja profissionalmente ou no campo amoroso. Os personagens todos são muito humanos e se dedicam de corpo e alma ao que acreditam. Rodrigo consegue mostrar a faceta lúdica da música ao fazer com que os músicos se divirtam tocando, e quebra o estigma de "música de gente rica e culta" ao incorporar elementos mais rústicos, ao mesclar com ritmos populares e ao levar a orquestra até as pessoas comuns, na rua. A cidade, com suas buzinas, sirenes e motores, é uma fonte viva de música pulsante e um personagem importante da trama. Achei lindo isso. E Rodrigo “fala” com os grandes compositores clássicos. Essas cenas são bem bacanas também.

Rodrigo e um de seus mentores do além

A série é inspirada no livro “Mozart in the Jungle: Sex, Drugs and Classical Music”, baseado nas memórias da oboísta Blair Tindall. O personagem Rodrigo é uma versão ficcional do regente Gustavo Dudamel. Foi exibida originalmente nos Estados Unidos pela Amazon Instant Video, empresa ao estilo Netflix.

Festa estranha com gente esquisita no apto. de Hailey e Lizzie

Para quem procura uma série divertida e emocionante, com personagens adoráveis. Mas saibam que basta 1 episódio para viciar. É sério.

Trailer (sem legenda) - mas quem precisa de legenda? é só sentir...


3 comentários:

Carissa Vieira disse...

Eu assisti sem parar. Achei a série completamente viciante.
Espero que a segunda temporada seja ainda melhor.

Beijos,
Carissa
www.sopaprimordial.com.br

Lígia disse...

Série de 30 minutos por episódio, sobre música clássica e com uma personagem que toca oboé? É claro que vou assistir!

livroseoutrasfelicidades disse...

Não tinha ouvido falar, mas parece bem bacana!! Você assistiu em algum canal ou na internet? bj