segunda-feira, 9 de abril de 2012

Eu fui: Foo Fighters no Lollapalooza


E lá se vão 12 anos desde que tentei ver o Foo Fighters pela primeira vez, no ano 2000. Já tinha comprado ingresso e tudo, mas o falecimento do pai de um dos integrantes adiou meu sonho por todo esse tempo. Apesar da longa espera, o show do Lollapalooza valeu cada minuto. Daqueles para guardar para sempre na memória...
Dave Grohl
Queria ter visto o show da Joan Jett também, mas o palco onde ela se apresentou ficava a meia hora de caminhada do palco em que o Foo Fighters tocou. Considerando a distância e o número gigantesco de pessoas que se movia numa horda digna de filmes apocalípticos, achei melhor me posicionar logo em frente ao palco do Foo Fighters e aguardar.
Taylor Hawkins
Pouco antes das 20:30, o Foo Fighters sobe ao palco e, de cara, lança “All my life”, “Times like these” e “Rope”. O público vai ao delírio. O setlist foi praticamente idêntico àquele apresentado no segundo dia do festival Quilmes Rock na Argentina. Estava tudo lá: músicas novas, músicas desenterradas dos primeiros discos, minicover de música do Queens of the Stone Age, Grohl tocando bateria em "Cold day in the sun", a interação com o público e os gritos. Ah... os gritos. Apesar do problema nas cordas vocais, Dave Grohl ainda grita como um doido. Pode não ser com a mesma potência de antes, mas ainda assim é de se admirar. E não há como negar: o cara é carismático pra caramba!
Joan Jett
O bis contou com a já esperada participação da Joan Jett, que mandou “Bad Reputation” e “I Love rock and roll”. Infelizmente não fiquei até o finzinho, pois queria pegar o ônibus logo antes de todo aquele povo sair de lá. Aliás, fiquei impressionada com a organização. O esquema de ônibus fretados saindo do shopping e deixando as pessoas na porta do Jockey funcionou muito bem. Li no dia seguinte que rolou confusão no metrô devido ao grande número de pessoas que queria entrar na estação Butantã, que não estava preparada para receber tanta gente e acabou fechando as portas com medo de depredação. Não sei. Só posso falar do que eu vi. Acredito que tenha sido difícil mesmo conseguir entrar na estação ou pegar o ônibus de volta para quem ficou até a última música. Mas, considerando o público de 75 mil pessoas e o tamanho do evento, achei a estrutura boa. Não digo perfeita, mas já vi tanta coisa absurda nesses meus anos de shows que tenho que elogiar quando vejo algo bom. Só o fato de as atrações começarem na hora e de a programação levar em conta o horário de funcionamento do transporte público já é algo louvável em uma cidade em que ninguém sabe para que serve um relógio e onde tudo começa depois da meia noite.
Público do Lollapalooza no Jockey
Tudo o que eu posso dizer é que estou destruída, meio rouca, mas extremamente feliz. Agora só falta o Black Sabbath para eu completar minha lista de shows a serem vistos antes de morrer. Volta logo, Foo Fighters! Aproveita e convida o Ozzy e a galera do Sabbath para tocar no mesmo festival!

Fotos: Folha Online

2 comentários:

Jacqueline Braga disse...

Ai meus tempos de sonhar em ir nos shows das bandas que eu curto *__*
Nuss, imagino a emoção de estar pertinho do palco, adrenalina pura!!!
Bjos

Gabriela Orlandin disse...

Nossa, demorou 12 anos pra eles voltarem? Nossa. Muito tempo.
Enfim, não sou grande fã da banda, mas começar o show com “All my life” e “Times like these” iria, definitivamente, me animar pra curtir muito todo o resto do show. Também adoro "Bad Reputation" e "I love rock and Roll". Adoro locais que estão bem organizados em shows, infelizmente o único que fui (Guns, em 2009) foi uma confusão só =/

Beijos.