terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Por aí: Centro de São Paulo

Sábado retrasado eu precisava ir ao centro e, aproveitando que estava um dia lindo, que devolveram minha câmera e que eu tinha companhia, carreguei as pilhas, peguei minha bolsinha tira-colo e fui. Eu adoro andar pelo centro e observar aqueles prédios antigos. Pena que grande parte deles não receba o tratamento devido. Mas aqui vão algumas fotinhos:

Sede da Prefeitura
O Edifício Matarazzo, também conhecido como Palácio do Anhangabaú, é a sede da prefeitura da cidade de São Paulo desde 2004, quando esta se transferiu do Palácio das Indústrias. Pertencia anteriormente ao Banco do Estado de São Paulo (Banespa), daí seu apelido de "Banespinha". Por sediar a prefeitura, também é conhecido por Paço Municipal. Trabalhar no centro significa pelo menos uma vez por semana ter que atravessar alguma manifestação em frente ao prédio da prefeitura.

Shopping Light vestido para o Natal
Popularmente conhecido como Shopping Light (seu nome oficial é Prédio Alexandre Mackenzie), o edifício tem esse nome porque foi construído no antigo prédio da empresa Light de energia elétrica, junto ao Viaduto do Chá, ao lado do Vale do Anhangabaú e em frente a Praça Ramos de Azevedo e ao Teatro Municipal de São Paulo. Como shopping fica a desejar, mas vale a visita pela arquitetura. A praça de alimentação é um local superdisputado no horário do almoço por quem trabalha para aquelas bandas. Aos fins de semana é bem tranquilo. Recentemente inaugurou uma loja de fábrica da Nike lá. Recomendo para quem quer comprar tênis e roupas esportivas a um preço realmente de fábrica.

Vale do Anhangabaú visto do Viaduto do Chá
O Vale do Anhangabaú é um espaço público caracterizado como praça, onde tradicionalmente organizam-se manifestações públicas, comícios políticos e apresentações de espetáculos populares. Não se sabe ao certo quando o Vale do Anhangabaú foi ocupado, mas há registros que apontam que, em 1751, o governo já estava preocupado com um vale aberto por Tomé de Castro na região entre o Rio Anhangabaú e um lugar onde se tratava a água chamado "Nhagabaí". Até 1822 a região não era mais que uma chácara pertencente ao Barão de Itapetininga (e, depois, à Baronesa de Itu), onde se vendia agrião e chá. Lá, os moradores precisavam atravessar a Ponte do Lorena para chegar do outro lado do morro, dividido pelo rio.

Por isso, em 1877 começou a urbanização da área, com a idealização do Viaduto do Chá — que só viria a ser inaugurado em 1892. O vale já passou por diversas revitalizações e vira e mexe a prefeitura lança algum concurso que deixa os urbanistas em polvorosa, em geral elaborando projetos que são lindos no papel, mas que se mostram inviáveis na vida real. O mais recente foi um em que o arquiteto (ou será urbanista? tem diferença?) quer transformar o vale em uma grande praça, para isso eliminando o Terminal Bandeira de ônibus que fica por ali. Numa cidade com trânsito caótico como São Paulo, em que milhões de pessoas dependem do transporte público que seja de fácil acesso, é inacreditável como tem gente mais preocupada com visual do que com praticidade.


Theatro Municipal em 3 Ângulos (clica que aumenta!)
 O Theatro Municipal de São Paulo nasceu embalando os sonhos de uma cidade que crescia com a indústria e o café e que nada queria dever aos grandes centros culturais do mundo no início do Século XX. Como em 1898 a cidade perdera para um incêndio o Teatro São José, palco das suas principais manifestações artísticas, tornava-se imperativo construir um espaço à altura das grandes companhias estrangeiras. O arquiteto Ramos de Azevedo e os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi iniciaram a construção em 1903 e, em 12 de Setembro de 1911, o Theatro Municipal foi aberto ante de uma multidão de 20 mil pessoas, que se acotovelava às suas portas. São Paulo se integrava, então, ao roteiro internacional dos grandes espetáculos.

Duas grandes obras marcaram as mudanças e renovações no Theatro: a primeira, em 1954, criou novos pavimentos para ampliar os camarins, reduziu os camarotes e instalou o órgão G. Tamburini; a segunda, de 1986 a 1991, restaurou o prédio e implementou estruturas e equipamentos mais modernos. Para celebrar o Centenário, em 12 de Setembro de 2011, o Theatro Municipal de São Paulo sofreu a terceira obra, esta bem mais complexa que as demais, por restaurar todo o edifício e modernizar o palco. Para tal, as fachadas e a ala nobre foram restauradas, 14.262 vidros que compõem os conjuntos de vitrais recuperados, as pinturas decorativas resgatadas com base em fotos antigas e o palco foi equipado com os mais modernos mecanismos cênicos.

Essa última obra demorou anos. Ainda não fui ao teatro depois da reforma, mas espero que tenham trocado as cadeiras. Eram muito desconfortáveis e o espaço entre as filas era ridiculamente pequeno. Eu, do alto dos meus um metro e meio, batia o joelho na cadeira da frente o tempo todo.


Fonte do Vale do Anhangabaú e Detalhes da Escadaria
Em 1922, São Paulo recebeu um conjunto de doze esculturas vindas da Itália em homenagem a Carlos Gomes (1836-1896). As figuras criadas por Luigi Brizzolara referiam-se às óperas do compositor, caso da Fosca reclinada sobre a escada. Instalado entre a Praça Ramos de Azevedo e o Anhangabaú, o lote incluía um chafariz, apelidado de Fonte dos Desejos depois que o prefeito Adhemar de Barros depositou ali, na década de 50, água da Fontana di Trevi, em Roma.

Essa parte do jardim das esculturas e fonte é linda. Acreditam que eu nunca tinha descido até lá? Uma pena que a fonte quase sempre está desligada e que não dá para ficar muito tempo ali curtindo. Infelizmente, tem muito desocupado vagando pelo vale. Então, fiz as fotos rapidinho e subi, no melhor esquema "um olho no peixe, outro no gato".
Galeria do Rock pela Entrada da Av. São João
Galeria do Rock é um centro de compras fundado em 1963, com o nome de Shopping Center Grandes Galerias. Conta com duas entradas: Rua 24 de Maio e Avenida São João e possui 450 estabelecimentos comerciais, com predominância para o comércio de produtos relacionados ao rock e outros estilos musicais. Lojas de Hip-Hop ficam no subsolo, Skate e produtos mais populares no térreo, Rock nos primeiro, segundo e terceiro andares e Silk Screen e estamparias em geral nos terceiro e quarto andares. Possui também salas de tatuagens.

O letreiro com o nome "Shopping Center Grandes Galerias" infelizmente foi removido na operação limpeza de fachada promovida pelo prefeito Kassab há alguns anos. Eu aprovo a limpeza de fachadas, mas acho que o letreiro da galeria era proporcional ao tamanho da fachada e que não precisava ter sido retirado. Além disso, nos últimos anos, a Galeria tornou-se mais um lugar para compra de roupas, calçados e acessórios do que um reduto de música. Dá para contar nos dedos as lojas de CDs e LPs. Uma pena. Em compensação, os estúdios de tatuagem se modernizaram e agora podem ser encontrados em todos os andares, não mais apenas no andar do Silk-screen. Os estúdios estão bem mais bonitos e convidativos. E o número de modelos de piercing então? Logo que começou a onda de colocação de piercings, havia praticamente 2 modelos: bolinha e argolinha. Agora é tanta coisa que fica difícil escolher. Sem contar os inúmeros alargadores. Tem uns tão absurdamente gigantes que eu poderia facilmente usar como pulseira...

E foi isso. Tem muito mais coisa legal para ver no centro, mas esse era meu caminho e por isso só fotografei esses marcos. Outro dia volto lá para um novo roteiro. Espero que tenham gostado.

Bjo!

Fontes: Wikipedia, Veja SP, Turismo SP

2 comentários:

Gabriela Orlandin disse...

Adoro prédios antigos, e é uma pena mesmo que muitos deles não são valorizados como eu acho que deveriam. Adorei as fotos que vc postou, e fiquei me imaginando almoçando em um shopping com arquitetura tão antiga, acho que eu adoraria *-*
É um dos meus desejos visitar a galeria do Rock (eu não conhecia toda essa história por trás dele, adorei!)

Beijos.

andreia inoue disse...

a exposicao ficara ate o final de semana,se nao me engano...
e adorei o seu post,um abracao.