sexta-feira, 22 de março de 2013

Série: Jekyll



“Jekyll”, como o nome indica, é uma série inspirada em “O Médico e o Monstro” (The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde, no original em inglês). Aqui, o Dr. Tom Jackman luta para manter seu alter ego demoníaco, Billy Hyde, sob controle, escondendo do monstro o fato de ser casado e de ter dois filhos. Embora compartilhem o mesmo corpo, as memórias das duas identidades são distintas: enquanto uma está acordada, a outra está inativa. No entanto, o que Jackman/Hyde não sabem é que há anos suas vidas têm sido monitoradas pelo poderoso Instituto. 

Que a literatura é fonte de inspiração para 90% das produções de cinema e séries não é nenhuma novidade. Nem todos os derivados fazem juz às boas ideias originais, mas não posso negar que a curiosidade sempre fala mais alto e acabo conferindo as adaptações e subprodutos.


Assim como na obra original, Hyde é um ser cruel e repugnante, que tem características físicas diferentes do Jackman: é mais alto e mais jovem, tem dedos mais longos e finos e mais cabelos e pelos. Além disso, possui força e velocidade descomunais e é literalmente uma fera, que devora outros seres vivos.


As diferenças são que, na série, o cientista não induz o surgimento do seu lado maligno por meio de poção (bem, pelo menos até onde eu vi) e Jackman e Hyde, inseridos no tecnológico mundo contemporâneo, se comunicam por meio de um gravador, onde registram recados um para o outro.


Os acordos entre Hyde e Jackman funcionam razoavelmente bem, até que eles percebem que estão sendo seguidos. A tensão de ser caçado somada à descoberta da vida familiar de Jackman faz com que Hyde se enfureça e comece a tomar conta do corpo de ambos cada vez por mais tempo. Tudo o que sabemos é que Jackman/Hyde são descendentes dos Jekyll/Hyde originais, embora seja dito que eles não tiveram descendentes. E é para esclarecer essa questão, entre outras, que o tal Instituto entra na jogada.


Até agora assisti a 3 dos 6 episódios da série e não consigo definir no momento se “Jekyll” é uma série brilhante ou uma grande enganação. Terminei o primeiro episódio louca para conferir o seguinte, assisti ao segundo querendo abandonar a série e vi o terceiro achando que talvez a presença do Instituto melhore o ritmo e leve a um final surpreendente. O que me atraiu no início, a dualidade e as batalhas internas para equilibrar o bem e o mal, se perdeu no segundo episódio, quando a história de conspiração começa a ganhar força. Acho o uso desse recurso um tanto previsível e superestimado.

No entanto, só li comentários favoráveis sobre o programa e muitos elogios ao desfecho. Decidi continuar, já que é uma série curta. Entre minhas desconfianças de opiniões unânimes e a curiosidade natural, venceu esta última.


Vale destacar que o roteiro de "Jekyll" é obra de ninguém mais, ninguém menos que Steven Moffat, também roteirista de séries como "Dr. Who" e "Sherlock".

Aliás, fiquei sabendo de outras duas séries que abordam a dupla personalidade: “Do No Harm” (comentada pela Vivi lá no Filmes, Livros e Séries) e “My Own Worst Enemy”, que traz Christian Slater na pele de um superespião/pai de família comum dividindo o mesmo corpo.


Alguém já viu alguma dessas séries? Recomenda? Não? Tem alguma outra para indicar? É só deixar comentário.

Trailer (não achei legendado, sorry!)

Beijo

4 comentários:

Vivi disse...

Aeeee \o/ to de volta!!!
Esta série eu não conhecia ainda, confesso que depois de Do No Harm (obrigada pela citação) to meio traumatizada viu. Caracas tá saindo série nova a rodo, não to dando conta kkkkk.

Beijocas

Michelle disse...

Eeeee!
Eu gosto da temática e escolhi essa porque só tem 6 episódios. Estou dando preferência a minisséries ;)
bjo

Raíssa disse...

eEu tinha visto passar essa série em algum canal da TV, lembro que na época fiquei com vontade de assistir, mas no fim, nem deu pra conferir... :/

Me fala depois o que vc achou do desfecho! :) Apesar dos pesares, fiquei curiosa pra ver a série.

Já ouvi falar de Do No Harm, mas nunca vi... ._. Única série que eu já tinha ouvido falar sobre pessoas com outras personalidades era "United States of Tara", que me disseram ser muito bom. :)

bjs, Mi!

Michelle disse...

Raíssa,

Então... quando eu fiz o post eu tinha visto metade da série e oscilava entre "gostei/não gostei". O quarto episódio me conquistou e o quinto foi muito interessante, com um desenrolar que eu não esperava, mas o final não foi totalmente satisfatório. Mas isso depende do gosto de cada um, né?

United States of Tara é sensacional! É engraçado e dramático ao mesmo tempo. Recomendo!