quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Série: Cougar Town


Outro dia, estava assistindo “Cougar Town” enquanto almoçava e percebi que, apesar de adorar a série, nunca postei indicação dela aqui no blog. Então, para corrigir esse meu lapso, vou falar um pouco sobre o programa, seus personagens excêntricos e por que me divirto com essa turma que está sempre com uma taça de vinho nas mãos.

As meninas se divertem

A série gira em torno de Jules (Courtney Cox), uma quarentona divorciada e com um filho adolescente que luta contra o envelhecimento, a independência do filho e com a falta de um companheiro. Na primeira temporada, acompanhamos seus "micos" durante a busca por um novo amor, que ela descobre estar bem debaixo de seu nariz, ou melhor, na casa em frente. Não vou falar muito mais sobre seu novo relacionamento para não dar spoiler das temporadas passadas.

Jules e Grayson, o novo vizinho 

Jules é uma bem-sucedida corretora de imóveis e trabalha (ou trabalhava, no início) com Laurie (Busy Philipps), garota “descolada” que vive contando casos bizarros de seu passado triste (mas que ela consegue deixar engraçado), como sua mãe alcoólatra, seus inúmeros padrastos malandros, suas passagens pela polícia. A loira está sempre flertando com o filho da amiga, Travis (Dan Byrd), mas, por ser brincalhona, o pobre menino nunca sabe se ela está falando sério ou não.

Laurie e Travis: namoro ou amizade?

O contraponto perfeito de Laurie é a outra amiga e vizinha de Jules, Ellie (Christa Miller), uma pessoa sarcástica ao extremo e muitas vezes rude. A imagem encarnada de uma megera sem coração. Sua relação com o marido, Andy (Ian Gomez), e com o filho é surreal, parecendo, à primeira vista, que ela é um ser desprezível, mas que aos poucos vamos entendendo melhor e aprendendo a amar. Tem as melhores falas da série.

Ellie e Andy: casal coração

Também fazem parte do grupo o ex-marido de Jules, Bobby (Brian Van Holt), um cara que já teve um passado de fama e se afundou em bobagens (o que gerou seu divórcio) e que, agora, mora em um barco velho ancorado em um estacionamento. Embora obviamente seja um ‘loser’, tem coração de manteiga e está sempre disposto a ajudar (inclusive nos relacionamentos da ex-esposa), mesmo que de um jeito destrambelhado.

Bobby e Dog Travis num momento de ternura

O que a série tem de legal?

Pessoas tão diferentes convivendo todos os dias, enfrentando seus problemas com o apoio dos amigos e uma taça de vinho. A bebida, aliás, faz parte de um ritual de celebração da amizade e das pequenas conquistas de cada um.

Grayson animando a galera com seu talento musical

Mas isso não quer dizer que a série tenha esse clima de "paz e amor" lisérgico dos anos 70. O ritmo é bem acelerado, com piadas sendo lançadas o tempo todo e situações ridiculamente absurdas. Quem já viu "Scrubs", do mesmo criador, sabe o que eu quero dizer (por falar nisso, na temporada 3 tem um episódio especial divertidíssimo com o elenco de “Scrubs”). É como se fosse um bando de adultos agindo como crianças. Algo mais ou menos assim: eles trabalham e pagam suas contas, mas se divertem pregando peças uns nos outros constantemente.

Ted e sua banda: direto do Sacred Heart Hospital para Cougar Town

Uma das coisas que mais gosto na série, e que está bem evidenciada na quarta temporada, é a incapacidade de Jules de entender algum filme. É hilário vê-la tentando explicar o que acontece nas histórias. Ela é tão perdida que em certo episódio fala para o filho que à noite iriam jogar “Game of Thrones”. Outra especificidade da turma é mudar o sentido de palavras e expressões. Se eles não gostam de certo termo, fazem uma votação para aprovar ou vetar a mudança e pronto! Um novo significado é incorporado ao vocabulário do grupo, criando situações bem estranhas com o pessoal de fora do círculo de amigos.

Os amigos fazendo peraltices

Enfim... sei que não é o tipo de série com apelo universal, mas me conquistou por tratar de amor, amizade, maternidade e envelhecimento de uma forma leve e nem um pouco tradicional. Os episódios fazem rir e trazem no final a "moral da história", mas não de um jeito enfadonho, e sim que me deixa com uma sensação de leveza e um sorriso bobo nos lábios quando desligo a TV.

E arrumadinhos para a foto

Recomendo para relaxar e encerrar um dia cansativo com diversão.

3 comentários:

Carissa Vieira disse...

Tenho muita vontade de assistir a série, mas ainda não consegui, já que vejo um número exorbitante de seriados e fica difícil colocar um que já tem algumas temporadas na grade.

Beijos,
Carissa

Maura C. Parvatis disse...

Parece ser bem legal, Michelle!
Gostei das descrições dos personagens :) Espero poder conferir em algum momento da minha vida.

Beigos!

Michelle disse...

Carissa,
Realmente, é impossível assistir a tudo o que a gente gosta, né? Mas sempre arranjo um tempinho para Cougar Town, justamente porque os episódios são curtos e o clima é bem light.

Maura,
Se tiver a chance, confira sim ;)