sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Série: My Mad Fat Diary


Rae (Sharon Rooney) é uma garota de 16 anos que acaba de sair do hospital psiquiátrico depois de passar 4 meses internada devido a um episódio de automutilação. Lutando para ser aceita em um mundo onde ser gorda é um pecado gravíssimo, Rae tenta se aproximar novamente da melhor amiga de infância e fazer novas amizades, ao mesmo tempo em que enfrenta uma situação desconfortável em casa e busca o tão sonhado príncipe encantado.

Rae e seu inseparável diário

OK, o parágrafo introdutório deu a entender que a série é um drama pesado e triste, né? Mas não é nada disso. O programa aborda, sim, assuntos sérios, como obesidade, o bullying sofrido por quem não se encaixa (está acima do peso, é homossexual), gravidez na adolescência, mas com a descontração típica da juventude.

Galera reunida: Archie, Chloe, Izzy, Chop e Finn

Da turma de Rae fazem parte Chloe (Jodie Comer) (melhor amiga de infância e com quem agora a relação está meio esquisita), Izzy (Ciara Baxendale) (a definição de garota fofa em pessoa), Archie (Dan Cohen) (o nerd com talentos musicais), Chop (Jordan Murphy) (o bagunceiro falastrão) e Finn (Nico Mirallegro) (o bonitinho mal-humorado). Como em qualquer outro lugar do mundo, os adolescentes da cidadezinha inglesa de Lincolnshire estão a fim é de se sair com os amigos, promover festas, beijar muito e, quem sabe, encontrar o amor ou apenas ter a primeira experiência sexual.

Finn e Rae em momento relax

Apesar de ser uma garota muito bacana aos olhos dos amigos, quando está sozinha o lado sombrio de Rae vem à tona. Ela tem uma enorme dificuldade de aceitar-se a si mesma e autoestima zero. Alguns problemas em casa pioram ainda mais a situação: o pai sumiu há anos e se limita a mandar cartões postais esporádicos, a mãe vive fazendo dietas estapafúrdias e agora trouxe para morar com elas o novo namorado, um imigrante ilegal da Tunísia.

Amigas em conflito

As únicas pessoas com quem Rae consegue se abrir são os amigos que fez no hospital: a frágil Tix (Sophie Wright) e o empolgado Danny (Darren Evans), bem como com seu novo psiquiatra, Dr. Kester (Ian Hart). Quanto à suposta melhor amiga de infância, está mudada após os meses de afastamento de Rae, não apenas fisicamente, mas também no jeito de se comportar. Sem dúvida, Chloe é a personagem que mais gera sentimentos conflitantes em mim. Tem horas que quero abraçá-la, por tentar fazer Rae se enturmar, mas no momento seguinte tenho vontade de esganá-la, devido a atitudes egoístas e maldosas. Não consigo chegar a uma conclusão sobre se ela faz isso inadvertidamente ou se é intencional.

Momentinho "viagem"

No entanto, como eu disse anteriormente, a série é divertida, graças, em parte, às listas de objetivos de Rae e suas divagações, no melhor estilo “O Fantástico Mundo de Bobby”. Outra característica que torna o programa irresistível é a trilha sonora de primeira, recheada de sucessos dos anos 90 (a história se passa em 1996). Em um episódio, eles vão ao show do Oasis!! AQUI tem uma playlist com o som que rola na série. No site oficial dá para ver a lista toda (em formato de capinha de fita K-7!), mas o player não funciona com IP do Brasil L

Fazendo um esquenta para o show do Oasis

O seriado é a adaptação do livro “My Mad, Fat Teenage Diary”, escrito por Rae Earl com base em suas experiências, e mostra o universo adolescente de forma cruel e engraçada, como só eles sabem ser. O programa já tem a segunda temporada garantida, com previsão de estreia no Reino Unido no início de 2014.

Situações reais vistas com bom humor e embaladas por uma ótima trilha sonora. Recomendo!

Trailer Legendado: 

3 comentários:

schrotz disse...

Eu comecei a ver essa série, mas, para variar, não terminei. Eu já tinha adorado a trilha, mas ver essa playlist me animou ainda mais em relação às músicas <3 Espero terminar logo!
Bom fim de semana!
www.literallypitseleh.blogspot.com.br

Maura C. Parvatis disse...

Eu li sobre essa série no começo do ano (acho '.') e achei incrível, ela é uma das que sempre penso 'em começar a assistir...' mas deixo pra depois.

Espero poder começar a assistir em breve, porque se passa na década de 90 e uow, é inglesa! Gosto das produções do E4, tá admito que gosto de assistir o que é feito na terra da Rainha pra invejar o sotaque, rs.

Beigos!

Michelle disse...

Schrotz,
Trilha e série são muito boas! Outro ponto favorável é que são só 6 episódios por temporada (detesto temporadas com vinte e tantos episódios).

Maura,
Bem lembrado! O sotaque lindo é mais um estímulo.